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Banqueiros, empresários, Bolsonaro-Guedes-Rodrigo Maia e esse Congresso de picaretas ganharam uma batalha: votaram a reforma da Previdência na Câmara em 1º turno. Mas ainda não ganharam a guerra. Para aprovar a reforma de vez, precisam votar em 2º turno na Câmara e depois no Senado.

Por: PSTU Brasil

Apesar de os de cima estarem unidos para avançarem a exploração e a retirada de direitos dos trabalhadores e do povo pobre, eles continuam tendo crise e disputas políticas. Está aí Bolsonaro querendo emplacar o filho, especialista em hambúrguer, como embaixador nos EUA, gerando balbúrdia entre os de cima.

Ele também parece ter tomado gosto pelo toma-lá-dá-cá depois de dar R$ 4,5 bilhões aos deputados. Agora quer disputar o centrão com o Rodrigo Maia, de olho nas eleições de 2022. Não está descartada a possibilidade de novas crises nas alturas.

Não devemos engolir essa reforma. Precisamos partir para cima deles. Vamos às ruas no dia 6 de agosto, como está convocando a CSP-Conlutas. Vamos explicar o grande ataque que a reforma significa, ajudar a espalhar a indignação e organizar a reação.

Nosso problema tem sido o corpo mole das cúpulas das centrais, à exceção da CSP-Conlutas, e a postura das direções dos partidos de oposição parlamentar de privilegiar a ação no parlamento em vez da mobilização de rua.

Vamos organizar a luta pela base, botar a cara dos deputados nos postes em todos os estados. A partir da base, vamos chamar os sindicatos, os movimentos e as cúpulas das centrais para que eles deixem de corpo mole. É preciso chamar os trabalhadores para as ruas na votação do 2º turno e organizar uma nova e mais forte greve geral.