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Que volte gordo do morteiro!

Em 18 de dezembro de 2017, o governo de Mauricio Macri fez uma reforma previdenciária que implicou um ajuste violento contra os aposentados. Para fazer isso, ele teve que passar pelo congresso que se reuniu enquanto a polícia desencadeava uma repressão brutal nas suas proximidades.

Por: PSTU-Argentina

A voz do povo foi ouvida e centenas de milhares de manifestantes resistiram o dia todo e à noite repetiram panelaços por todo o país. Nosso partido foi parte desse dia de luta e nossos companheiros Daniel Ruiz e Sebastián Romero estavam na linha de frente da luta contra o ajuste. O macrismo tomou nota disso e é por isso que eles rapidamente vieram assediar o nosso partido e particularmente aos companheiros.

Foi assim que Sebastian Romero foi demonizado quase nacionalmente por toda a mídia, que agiu como dedo duro da ministra Bullrich, que colocou uma recompensa pela cabeça de um operário mecânico como se fosse um estuprador ou assassino. Daniel Ruiz esteve preso por 13 meses por ter participado dessa luta e ainda continua processado, assim como Cesar Arakaki.

Mais de dois anos após a reforma previdenciária, os trabalhadores se livraram do Macrismo votando em um novo governo. O governo de Macri saiu depois de aumentar o desemprego, aprofundar o endividamento externo e aumentar o custo de vida dos trabalhadores. Mas a pior herança deixada por Macri e Bullrich é a perseguição a lutadores e oponentes políticos. Dessa forma Milagros Sala está presa há quatro anos, e Sebastián Romero continua sem poder estar com sua família e companheiros e Daniel Ruiz enfrenta um julgamento que não tem legitimidade.

Avança a campanha

No final do ano passado relançamos a campanha pelo fim da perseguição contra Sebastian. Assim, fizemos uma petição que foi apresentada nos ministérios da justiça e segurança.

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O pronunciamento foi assinado por inúmeras personalidades políticas, de direitos humanos e sindicais, tanto nacionais como internacionais. Aderiram também deputadas nacionais como Romina del Pla, Itai Hagman e Mónica Scholtthauer, dirigentes sindicais de diferentes sindicatos, entre os quais se destacam da Associação dos Professores de Santa Fe – AMSAFE, Rosario, Suteba e ATE. Também assinaram vários ativistas e delegados metalúrgicos, dos trabalhadores da indústria da carne, e da linha 60.

No metrô de Buenos Aires, assinaram trabalhadores contratados e delegados de tráfego e estações das linhas B e E. Em nível internacional, chegaram adesões da CSP Conlutas, Sindicato dos Metroviários e Sindicato dos Metalúrgico de São José, todos do Brasil.

Também como parte desta campanha, se realizaram pichações em Rosário e na Capital Federal. Também participamos da ronda das mães na Plaza de Mayo, levando esta questão como parte da reivindicação por liberdades democráticas e direitos humanos.

Continuaremos promovendo a campanha até que Sebastian possa retornar para sua família e companheiros, levando a petição a locais de trabalho, estudos e bairros.

Convidamos você a fazer parte da campanha para acabar com a perseguição a Sebastian. Que em cada escola, fábrica, escritório, mercado, ônibus, trem e metrô tenha um cartaz em apoio à volta de Sebastian. O “gordo do morteiro” precisa retornar para fazer parte das lutas que estão por vir.  Vamos derrotar a herança macrista para que na Argentina não haja mais perseguidos, processados ​​ou presos por razões políticas.