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Nós, do PSTU, somos parte das chapas da FIT porque acreditamos que hoje esta é a melhor ferramenta para propor aos trabalhadores uma alternativa com um programa de independência de classe, diante das alternativas patronais.

Por: PSTU – Argentina

Mesmo assim, desde que a FIT foi fundada, propomos que se amplie ao restante das forças de esquerda existentes no país, para que essa alternativa eleitoral classista seja mais forte. Por isso, quando a Esquerda em Frente pelo Socialismo (IFS) se formou, tivemos a postura de que era necessária a unificação e a formação de uma única frente de esquerda.

As lógicas mesquinhas que lamentavelmente prevalecem não permitiram que isso fosse possível, e diante da divisão real, firmamos nossa participação na FIT pelo seu programa de classe, que é questionado na IFS, por seu apoio a Del Frade, um candidato patronal, em Santa Fe.

No entanto, temos a necessidade de dizer que não compactuamos com a FIT na impugnação, nem do nome nem das cédulas, da IFS. Acreditamos que a guerra desatada entre ambas as frentes desvia completamente as energias de onde deveriam estar, disputar os votos da classe operária diante das opções patronais. Acreditamos que isso se assenta em uma espécie de febre pelos votos, que leva a perder de vista o que realmente é o mais importante. Também defendemos que a tentativa de apropriação da palavra “esquerda”, “frente” ou da cor vermelha não tem nenhuma base e somente pode ser explicada por um desespero em evitar que o outro “roube” votos. Chamamos os companheiros da FIT a modificar sua postura e concentrar as forças em ganhar a consciência de uma importante parcela dos trabalhadores para a independência de classe.

Tradução: Paula Parreiras