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Ontem (18/11), recebemos e transmitimos nas redes socais do nosso partido um áudio de Sebastián Romero, onde ele fala sobre as rebeliões que estão se desenvolvendo em todo o mundo.

Por: PSTU-Argentina

Em particular, ele aponta a situação no Chile, onde aconselha a não confiar nas saídas dos partidos burgueses e a desenvolver a greve geral para derrubar Piñera. Sebastian também denunciou a perseguição realizada pelo governo Macri contra ele por manifestar em defesa dos aposentados em 18 de dezembro de 2017.

Áudio enviado por Sebastián Romero

Rapidamente os meios de comunicação de massa fizeram ecoar a aparição do “operário do morteiro”. Alguns deles, como Infobae ou Feinmann, que trataram nosso companheiro como “terrorista”, na rádio La Red julgaram a mensagem de Sebastian, descrevendo-o como provocador e inclusive demonstrando ser bons dedo duros, publicando junto com o áudio de Sebastian as possíveis aparências que ele poderia ter atualmente e lembrando que há uma recompensa de um milhão de pesos para aqueles que contribuam com informações para sua captura.

A força do nosso companheiro

O que parece perturbar esses grandes meios de comunicação é que um operário mecânico, um militante socialista que saiu para lutar em defesa dos aposentados, optou por não se entregar às instituições estatais que já sabemos como tratam os trabalhadores, com prisão e perseguição, como a Daniel Ruiz, que permaneceu treze meses na prisão. Apesar da campanha da mídia contra ele, a recompensa milionária, a prisão de Daniel Ruiz e a perseguição policial não conseguiram quebrar Sebastian, que não apenas conseguiu fugir das instituições do estado, mas também fez um chamado para continuar lutando.

Todo o seu dinheiro, poder e Estado não foram capazes de quebrar a firmeza de um operário revolucionário, e é isso que os incomoda, e ainda mais, tentam queimar Sebastian, porque sua figura penetrou profundamente no sentimento da classe operária argentina. Juntamente com a força do companheiro, também queremos destacar as inúmeras organizações políticas, sindicais e de direitos humanos que participaram da campanha contra a perseguição de Sebastian e a liberdade de Daniel Ruiz. Sebastian é uma figura e bandeira para os camaradas que saem para lutar contra as injustiças.

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O direito ao protesto, autodefesa e liberdade de expressão

Sebastian, em 18 de dezembro, o que fez foi seu direito de protestar em uma sociedade que, em sua decomposição, arrasta a grande maioria ao desemprego, fome e pobreza. Em dezembro, o que queriam fazer era acabar com as aposentadorias de todos os trabalhadores argentinos. Para realizar esse golpe, o Macrismo cercou o congresso e saiu para atacar os manifestantes com repressão brutal. Nosso partido com Sebastián e Daniel Ruiz à frente e junto com milhares de trabalhadores fizeram algo elementar: exercer o direito de reivindicar e se defender do ataque policial.

Depois de consumar o roubo aos aposentados e com o povo mobilizadas em panelaços e piquetes, o estado usou toda a mídia para servi-lo e para intimidar Sebastian. Então, milhões de pessoas ouviram horas e horas no horário nobre da televisão o ataque aos companheiros que estavam se manifestando.

Clarin, The Nation, Perfil, todos os meios de comunicação de massa levantaram a notícia do áudio de Romero apontando para Sebastian como “quem atirou com um morteiro caseiro contra a polícia” e ninguém se deu ao trabalho de entrar em contato com os companheiros de Sebastian ou seus advogados de defesa que poderiam ter apontado que Sebastian se defendia com o que tinha em mãos e tentou defender seus companheiros e companheiras da brutal repressão das forças policiais.

Os meios de comunicação que enchem a boca falando sobre liberdade de expressão nem sequer deram uma linha ou alguns minutos no ar para que pudéssemos pronunciar nossa posição e é por isso que exigimos o direito de resposta diante de cada ataque.

Por outro lado, a mídia alternativa nos deu muito espaço nesses dois anos e agradecemos muito a eles.

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O julgamento de Daniel Ruiz, nós os acusamos!

O áudio de Sebastián aparece dias antes do julgamento contra Daniel Ruiz e César Arakaki por terem se mobilizado no mesmo dia. Como observado em uma coletiva de imprensa dias atrás, vamos a esse julgamento para acusar os acusadores. Vamos pedir a anulação do processo, reafirmar o nosso direito de manifestar e levantar a bandeira de Sebastian.

Seguindo a tradição histórica do movimento operário revolucionário, vamos colocar em julgamento aqueles que geram miséria, fome e desemprego e defender nosso direito de lutar por uma sociedade diferente, como fizeram Sacco e Vanzetti, Fidel Castro e os grevistas de Minneapolis.

Isso é o que vamos fazer em 25 de novembro, defenderemos nosso direito de fazer a revolução.

Tradução: Lena Souza