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Uma campanha por uma revolução operaria e socialista para conquistar a segunda independência. Com muito esforço, e a plenos pulmões, fizemos uma forte campanha, levando nossas propostas para as lutas, fabricas, minas, bairros, universidades e colégios. Agitamos em estações ferroviárias e concentrações urbanas.

Por: Vitor Quiroga

A luta pela Segunda Independência e a ruptura com o imperialismo…

Nesta companha explicamos a milhares de companheiros a necessidade de romper com o imperialismo e parar de pagar esse câncer que é a dívida externa; levamos nosso programa de defesa dos direitos da mulher trabalhadora, contra o machismo, a violência e pelo aborto legal e seguro. Denunciamos que não havia nenhuma saída com as candidaturas de Macri ou com as de Fernández-Cristina porque todos eles estavam comprometidos com a “vontade de pagar” o FMI e cumprir suas exigências. Por isso chamamos a não votar neles e apoiar a FIT-U (Frente de Esquerda e dos Trabalhadores – Unidade).

E também contribuímos com nossos candidatos operários, mulheres e lutadores dizendo para os trabalhadores não votarem em empresários e corruptos, mas nos operários e lutadores para afirmar a necessidade da independência política da classe operária de toda variante patronal. Isso quer dizer que os trabalhadores devem tomar em suas mãos a solução dos problemas do país e não confiar nas instituições apodrecidas do regime capitalista, com seus deputados e juízes corruptos ao serviço dos empresários imperialistas.

… E a forma de como conseguir.

Nossa batalha em cada lugar foi explicar que é impossível conseguir soluções duradoras se nosso país continuar sendo pisoteado pelo imperialismo e as multinacionais. Por isso necessitamos lutar pela nossa segunda independência, o que significa romper com o imperialismo e todos os laços políticos, econômicos e militares que nos fazem ser quase uma colônia ianque. Como San Martín e Bolivar devemos lutar em todo o continente para que todos os povos se unam e se liberem da mesma opressão.

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A especulação financeira, a alta do dólar e a inflação mostram o que as multinacionais e os empresários querem fazer para continuar roubando o país, impor suas reformas (trabalhistas e de aposentadoria) e seguir atacando.

Por isso, e para conseguir a segunda e definitiva independência dissemos claramente que é necessário organizar uma revolução com a classe operária e o povo pobre como cominho para a independência do país. Que essa revolução e independência não vamos conseguir nas mãos dos Fernández ou os empresários “nacionais”, mas sim com um governo dos próprios trabalhadores e com uma democracia baseada nas organizações de luta do povo trabalhador.

Com essas bandeiras, a liberdade de Daniel Ruiz e o fim da perseguição a Sebastián Romero, pela liberdade de todos os presos políticos por lutar, apoiando todas as lutas, continuaremos nossa campanha eleitoral, incorporando como fizemos até agora a todos os companheiros que solidariamente nos acompanha.

Tradução: Túlio Rocha