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A visita do presidente ianque a nosso país tem como objetivo trazer um forte gesto de apoio ao governo de Macri e seu novo plano econômico. É uma mensagem para o conjunto dos políticos patronais, indicando-lhes que, apesar de suas diferenças, devem alinhar-se em apoio aos planos imperialistas para o país e para a região, dos quais este novo governo tentará ser o fiel executor. Não é à toa que quem vem dar essas instruções seja o atual presidente dos Estados Unidos, já que todos os candidatos dos partidos patronais começam sempre apresentando suas campanhas (e a última não foi exceção) e seus planos a Washington e pedindo bênção de seu “amo”. Ninguém poderá tirar o mérito dos Kirchner de ter batido todos os recordes de pagamento da dívida externa ou de ter entregado, sob acordos secretos, as reservas petrolíferas a Chevron, dentre outras medidas. No entanto, o novo gerente dos ianques, Macri e sua equipe, vem dar um salto na política de entrega e dependência econômica, política e militar.

Por: Pablo Bordón

Obama vem respaldar a política de pagamento aos fundos abutres, o novo endividamento do país, e a entrega irrestrita de nossos recursos. E mais, sob o signo da “luta contra o narcotráfico”, pretende avançar no controle das fronteiras. E sob o título de “luta contra o terrorismo”, segue violando nossa soberania.

Assim, já anunciam que “serão coordenadas as tarefas de maior intercâmbio de informação entre a CIA e o FBI com a Secretaria de Inteligência Argentina” e “prevê-se um acordo concreto que incluiria, entre outras coisas, o intercâmbio de dados relacionados ao acompanhamento dos grupos terroristas, abrindo a possibilidade de que o pessoal do serviço secreto norteamericano possa andar armado em território argentino”.

Este acordo é feito com os mesmos imperialistas que gestaram o golpe militar de 1976, no que foi denominado como “Plano Condor” na América Latina, também sob o título de “combate ao terrorismo” e à “subversão”. Há 40 anos do golpe genocida, esta nova versão do século XXI é a “homenagem” que eles prepararam para nós.

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Fora Obama de Argentina, fora ianques de América Latina

A resistência aos planos de ajuste, entrega e repressão que o governo começou a aplicar está indissoluvelmente unida à luta contra o imperialismo, em defesa de nossa soberania e por uma Segunda Independência. Esta luta tem uma tarefa imediata: impulsionar a maior unidade na ação de todos os que rechaçam a presença de Obama em nosso país.

Nós do PSTU chamamos a todos a se pronunciarem, em seus locais de trabalho e estudo, contra a presença de Obama e contra o atual plano de submissão em curso. Chamamos a impulsionar mobilizações conjuntas em repúdio à sua presença em todo o país. Acreditamos que a jornada de 24 de março, de 40 anos do golpe militar, deve ser impulsionada de forma unitária nesse sentido. Convidamos você a se organizar conosco para encarar esta luta.

Tradução: Otávio Calegari