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Também chamado o “Massacre de Pidjiguiti” foi um episódio da luta pela independência da Guiné-Bissau do domínio português, antecedendo e provocando o início da luta armada. Ocorrido em 3 de agosto.

Por: Asdrúbal Barboza

Em agosto de 1959 os marinheiros e estivadores do Porto de Bissau ao serviço da Casa Gouveia no cais de Pidjiguiti entraram em greve, exigindo melhores salários e melhores condições de vida.

A 3 de agosto, apesar da Casa Gouveia já ter aceitado as reivindicações dos trabalhadores, a repressão foi violenta.

O tiroteio durou até às 18 horas. O número exato de mortos nunca chegou a ser conhecido, oscilando entre quarenta e setenta, e cerca de cem feridos.

Tendo ficado claro para os jovens que lutavam na resistência ao poder colonial que Salazar, o governo de Portugal, nunca aceitaria uma autonomia administrativa.

Em setembro de 1959, Amílcar Cabral e vários membros da resistência reuniram-se em Bissau, decidindo que a única esperança para alcançar a independência da Guiné-Bissau seria através da luta armada, e organizando o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Este foi o ponto inicial de treze anos de luta armada (1961-1974) na Guiné Portuguesa, em que cerca de dez mil combatentes do PAIGC apoiados pela URSS enfrentaram 35.000 soldados das tropas portuguesas, conduzindo à independência de toda a África Portuguesa após a Revolução dos Cravos, em 1974.

Até hoje os trabalhadores da Guiné-Bissau reivindicam esta greve proletária que simboliza a luta pela independência.