Toda a solidariedade para com o povo explorado lunda-tchokwe, e as mais de 30 vítimas da repressão.

Por: LIT-QI

No dia 30 de Janeiro, o regime sanguinário do MPLA, que governa Angola numa ditadura desde a sua independência há 45 anos, voltou a cometer atrocidades contra população e ativistas organizados.

Numa manifestação que teve lugar na cidade de Cafunfo, província da Lunda-Norte, a Polícia Nacional e o exército dispararam contra a população indefesa, provocando 16 mortes confirmadas pelos activistas, bem como 19 feridos.

Neste protesto, convocado pelo Protectorado Lunda-Tchokwe simbolicamente a assinalar o 236º aniversário da Conferência de Berlim, que dividiu África para as potências imperialistas europeias, os manifestantes reivindicavam o fim dos roubos e assassinatos que as forças do Governo têm feito historicamente, relembrando que a Região do povo Lunda-Tchokwe é uma área de extracção diamantífera, onde todo o tipo de atrocidades são cometidas em nome da exploração desse mineral. À população das Lundas tem faltado tudo, água potável electricidade, estradas transitáveis, infraestruturas médicas básicas, tudo isto numa região com uma riqueza explorada por consórcios estrangeiros como a De Beers.

Acima de tudo a revindicação histórica deste movimento é a autonomia do outrora Reino Lunda Tchokwe, enquanto nacionalidade esmagada pelo regime.

A Manifestação foi convocada há mais de um mês, porém o regime fez todos os esforços para tratá-la como a uma conspiração, prendendo inclusive várias figuras do Protectorado, perseguindo e aterrorizando quem ousa denunciar os crimes cometidos ao longo de décadas nas Lundas. Após a chacina, já foi montada na televisão pública uma narrativa de insurreição violenta, repudiada por todo o activismo em Angola, e rejeitada por imagens e vídeos que demonstram a frieza da política assassina do MPLA e dos seus colaboradores.

Num momento em que a Juventude se rebela contra o regime, este envia uma mensagem clara a todos os que lutam, porém  a Rebelião em Angola não poderá ser parada, cada vez mais ativistas se juntam para derrotar a ditadura de João Lourenço, e os seus generais, rodearemos esses companheiros de solidariedade militante!

A luta de nossos irmãos angolanos é a mesma luta que nossos irmãos na Bielorussia, Nigeria, Argelia e Sudão levam contra as ditaduras em seus paises e por liberdade para a classe trabalhadora.

Por isso a Liga Internacional dos Trabalhadores chama ao conjunto das organizações dos trabalhadores em todo o mundo e a nossa classe a seguir expondo e denunciando a ditadura do MPLA em Angola. Assim como todos aqueles que a sustentam no estrangeiro: UE, China, e EUA, bem como as organizações que como o PCP, em Portugal, o apoiam publicamente.

Não há qualquer saída para o povo explorado dentro do regime do MPLA, partido carrasco da Revolução Angolana e do povo angolano.

FORA MPLA! FORA JLO! NOSSA SOLIDARIEDADE PARA COM O POVO LUNDA TCHOKWE!