COMPARTILHAR

Os trabalhadores da Autoeuropa, a fábrica da Volkswagen em Palmela/Lisboa, realizaram uma forte greve de 24 horas, nesta quarta-feira (30). Foi a primeira grande paralisação na montadora em 25 anos. A CSP-Conlutas e a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas enviaram moções de apoio à mobilização.

Por: CSP-CONLUTAS

O motivo da greve é contra a tentativa da montadora em alterar a jornada de trabalho na planta, instituindo três turnos e trabalho aos sábados, em contrapartida a uma compensação financeira adicional de 175 euros por mês e um dia de férias a mais. A empresa alega que a mudança é necessária para garantir a produção do novo veículo T-Roc.

A proposta da Autoeuropa chegou a ser negociada com os representantes dos trabalhadores, mas o pré-acordo foi rejeitado por mais de 74% dos funcionários da empresa, levando à demissão da Comissão de Trabalhadores.

Segundo o Site Sul (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul), a bronca dos trabalhadores não é com o valor de compensação oferecido pela empresa, mas com a proposta que prevê a obrigatoriedade de trabalho aos sábados, com apenas dois dias de folga consecutivos somente a cada três meses.

A greve de 24 horas ocorrida neste dia 30 foi aprovada em várias assembleias por cerca de 3 mil trabalhadores da planta.

“A mobilização dos trabalhadores portugueses é contra uma tentativa de exploração e precarização das condições de trabalho e enfrenta a pressão e a chantagem da empresa. Uma realidade que também ocorre hoje em outras plantas da própria Volks, como na Alemanha, ou em outras montadoras, como na GM”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas e também integrante da ICOG (Conferência Internacional dos Trabalhadores do Setor Automotivo).

Leia também:  Crise internacional do setor aéreo e da indústria aeronáutica: qual é a saída para os trabalhadores?

“Essa luta tem nosso apoio e a vitória dos companheiros(as) é uma vitória de toda a classe trabalhadora, por isso, a necessidade da solidariedade internacional dos trabalhadores”, afirma Mancha.

A paralisação forçou a montadora a marcar uma nova negociação no dia 7 de setembro.

Fonte: http://cspconlutas.org.br/2017/08/trabalhadores-da-autoeuropa-volksportugal-fazem-a-primeira-greve-em-25-anos-todo-apoio/