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Escrevemos estas linhas quando passaram duas semanas das eleições em Matamoros. As consignas do título foram   gritadas nas marchas e comicios operários durante toda a campanha. Na realidade, são fatos muito recentes para que milhares de lutadores do movimento operário mexicano – sem falar de outros países – tenham tido a possibilidade de conhecê-los em detalhe, para tirar depois todas as conclusões a respeito do grande exemplo que nos deu e continua dando o Movimento 20/32 ao conjunto dos trabalhadores e dos povos oprimidos e explorados.

Por CST-México

Continuaremos ressaltando a enorme importância do salto dado no terreno político, com o valente passo que deram os candidatos operários independentes “Não registrados” nos quatro distritos. Porque desafiaram todos os partidos patronais, seus governantes e seus candidatos, que só são velhos e novos alcoviteiros e capatazes dos donos do dinheiro grande, para continuar a farsa de sua mal chamada “democracia”. Desafiaram suas manipuladas “instituições” que só estão aí para legitimar a exploração de nossa classe operária e o saqueio do país. E assim conseguiram que os cálculos oficiais da cidade lhes reconhecessem o apoio de 15 mil votos.

Assumiram esse desafio como produto de uma intensa e dura experiencia

Uma experiencia amarga desde o início das greves. Experiencias com o presidente municipal de Morena, Mario “Borrega” López, ardente defensor das patronais; com o senador de Morena Ricardo Monreal, que junto aos odiados líderes sindicais locais tentou romper a greve uma madrugada em companhia de policiais e sua manobra foi desbaratada; experiencia com a Secretária do Trabalho, Luisa María Alcalde, que declarou as greves “inexistentes” (significa ilegais) e com a Secretária do Governo, que viajou de emergência secretamente para isolar o movimento para que não se estendesse a outras cidades e estados e se juntou com o governador panista de Tamaulipas, Cabeza de Vaca para dar-lhe “sinal verde” na repressão com polícias estatais ao movimento operário matamorense.

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E para muitos começou a “cair-lhes a ficha”, quando o líder sindical maior da CTM, Aceves del Olmo, saiu de uma amável reunião com o presidente López Obrador dizendo que este lhe encarregou de terminar de imediato com as greves em Matamoros. E para “coroar” todas essas experiencias de agressões contra os operários, chegou a Matamoros – no encerramento da campanha eleitoral em fins de maio – a presidenta de Morena Yeidckol Polevsnki, ex presidenta da câmara empresaria, CANACINTRA. Essa senhora de passado obscuro e presente turvo veio apoiar as patronais locais e estrangeiras e culpar os operários por estarem demitidos ou notificados. Porque – segundo ela – defender nossos salários e direitos é “afugentar” as empresas. A chefe nacional de Morena veio fazer coro ao governador Cabeza de Vaca e ao prefeito, “Borrega” López. Também se dedicou a promover o senador Napoleón Gómez Urrutia, o novo líder sindical oficial de Morena, que preside o sindicato mineiro-metalúrgico como herança de seu pai que o encabeçou até sua morte –exemplo grotesco de nepotismo– e amparado pelo governo, já tem sua própria Central sindical, chamada Central Internacional de Trabajadores, em substituição da mal cheirosa CTM. E para esse sujo objetivo, esta senhora Yeidckol se lançou a encabeçar a campanha de calúnias e ameaças contra a coordenadora do Nuevo Sindicato Independiente e da campanha do MOM 20/32, a Licenciada Susana Prieto. Seu desprezo pelos operários se transformou em ódio quando viram que dissemos basta!

Todos os inimigos do povo trabalhador “mostraram os dentes” e estão ardidos ante o avanço arrasador do Movimento 20/32. Com um apoio ganho ao demonstrar que para defender nossos direitos há que lutar e não rachar. Um apoio ganho sem repartir despensas nem falsas promessas. A luta recém começa.

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Tradução: Lilian Enk