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Depois da brutal repressão levada a cabo pelo governo nacional para garantir a votação do orçamento no Congresso no dia 24 de outubro, muitos dirigentes políticos foram entrevistados, e os meios de comunicação aproveitaram para criminalizar as lutas sociais.

Por: PSTU-Argentina

Neste contexto, nós do PSTU vemos com grande preocupação as declarações expressas publicamente por personalidades que representam organizações que se dizem de esquerda e revolucionárias.

Em uma entrevista para a televisão, na frente de repórteres que os encurralaram com acusações, Vilma Ripoll, dirigente do Movimento Socialista dos Trabalhadores (MST) disse que deveria prender os encapuçados e que Sebastián Romero, militante do PSTU, agora perseguido pelo governo, pela justiça e pela polícia, tem que ir a julgamento.

Isso é realmente lamentável e temos que repudiar. Os jornalistas pressionaram e a companheira Vilma Ripoll correu para a direita.

Algo semelhante aconteceu com Pollo Sobrero, que expressou o seu “repúdio de atos violentos”. Fez o mesmo no ano passado, quando enfrentamos a reforma previdenciária em 18 de dezembro. Disse que “os violentos fazem o jogo do governo”, e pediu desculpas por dizer que Macri tinha que sair.

Além disso, nenhum dos dois disse uma palavra, nas entrevistas, para exigir a libertação do nosso companheiro Daniel Ruiz, que está preso em Marcos Paz, por enfrentar o roubo aos aposentados no 18D.

Os rostos visíveis em nível nacional, de toda a esquerda, não usam sua exposição na mídia para nacionalizar a campanha pela liberdade de Daniel Ruiz e pelo fim da perseguição a Sebastian Romero. Mas, por sua vez, complicam a campanha endossando a voz oficial, e não fazem a luta pelo direito de se defender contra a brutal repressão do Estado.

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Denunciam os infiltrados, assim como nós temos feito a partir do PSTU, mas com estas palavras, desconhecem os milhares, como no 18D que realmente se defenderam e enfrentaram tamanha entrega.

Assim, fazem a denúncia do ajuste formalmente, como se ele pudesse ser enfrentado apenas com expressões pacíficas “para não fazer o jogo do governo”, ou votando no próximo ano.

É de vital importância que figuras públicas como Ripoll e Sobrero retifiquem o que disseram. Suas palavras não ajudam a pressionar pela liberdade dos que ainda estão detidos pela força e são presos políticos do governo Macri, como nosso companheiro Daniel Ruiz, ou os perseguidos sob a lei antiterrorismo, como nosso companheiro Sebastian Romero. Todo militante honesto e revolucionário dessas organizações deve pedir à sua direção que ratifique publicamente essas palavras.

 

Estamos fazendo um grande esforço como organização nacional e internacional, juntamente com centenas de organizações políticas, sindicais e de direitos humanos, e precisamos de todo o apoio possível.

Estamos lutando contra todo o aparato estatal, contra todo o pacto de governabilidade, procurando cada sindicato, cada dirigente, os trabalhadores em geral, realizando uma campanha de ajuda econômica e fortalecendo os pilares de apoio, sem sectarismos.

É por isso que fazemos um apelo urgente para redobrar o apoio e banir qualquer tipo de dúvida, Sebastian Romero deve deixar de ser perseguido, não deve ir a nenhum julgamento, porque esses juízes e esta justiça só querem prender aqueles que lutam, como Daniel Ruiz, enquanto concede prisão domiciliar aos genocídios ou os deixa livres.

Tradução: Lena Souza