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 Enquanto companheiros como Daniel, estão presos ou sendo perseguidos por se contrapor ao plano de ajuste do Macri, o Governo e a justiça tentaram passar o  2 x 1 aos genocidas, seguem fazendo das suas.

Por:  PSTU-Argentina

Recentemente foi outorgada a prisão domiciliar de Juan Arturo Alomar e Guilherme Pazos, dois repressores condenados por crimes contra a humanidade cometidos na Escola de Mecânica do Exército. Isso se soma aos 641 (aproximadamente 57% do total de condenados por crimes de lesa humanidade) que gozam desse benefício. 36 genocidas se encontram como procurados pela justiça, e tanto as recompensas oferecidas como, principalmente, os esforços por encontrá-los são ridículos em comparação aos que se empregam para procurar perseguidos por lutar como Sebastian Romero.

Isso não é nenhuma coincidência ou «erro». As famílias e empresas de vários funcionários do Governo fizeram grandes negócios com a ditadura, que, além disso, os salvou de enfrentar a resistência operária que vinha se gestando naqueles anos e que os militares liquidaram.  É por isso, e também para dar um golpe à memória do nosso povo, que impede que Macrí possa aplicar a repressão para passar o seu ajuste, sem ser massivamente repudiado, é que faz essa distinção.

Nos últimos dias, mediante decreto, indenizou e promoveu militares aposentados que foram sancionados por condutas antidemocráticas, querendo usar como forma de esconder que foram castigados somente por serem familiares de genocidas da ultima ditadura.

Este discurso do «perdão» já quiseram introduzir várias vezes. Mas não podem apagar nosso passado. Assim como foi repudiado o 2 x 1, assim como foi com o decreto que colocava os militares nas ruas, temos que encher as praças em repudio a esta política, exigindo a libertação de todos os presos por lutar, e a prisão comum para todos e cada um dos genocidas que derramaram sangue do povo.

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Tadução: João Pedro Andreassy Castro