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Não dá mais. Enquanto os trabalhadores e o povo morrem de frio e fome, banqueiros e empresários vêm em busca de mais. De mãos dadas com o FMI, eles vêm por mais flexibilidade no trabalho, salários mais baixos e para retirar as conquistas. Eles vêm para mais reformas previdenciárias, para que trabalhemos até morrer por uma aposentadoria miserável. Eles vêm para mais cortes sociais e privatizações para fazer novas negociatas.

Por: Daniel Ruiz – preso político de Macri por enfrentar a Reforma da Previdência – Candidato a Deputado Nacional por ChubutMacri,

Alberto Fernández, Cristina e Lavagna vão invadir as telas com suas campanhas eleitorais cheias de promessas. Mas a verdade é que todos já fizeram acordo com o FMI de que serão pagos até o último dólar à custa do nosso esforço.

Portanto, nestas eleições não podemos cair na armadilha desta democracia para os ricos. Não podemos optar pelo menos ruim, pois os de sempre continuaremos pagando pela crise. Temos que usá-las para construir uma saída própria, a partir das lutas operárias e populares.

Não há lugar para meias medidas. Como há mais de 200 anos, a Argentina precisa de uma revolução para romper as correntes que nos atam ao imperialismo e para poder aspirar a viver melhor. Não são suficientes os slogans de campanha para defender nossas famílias. Temos que mudar tudo e, para isso, precisamos organizar uma revolução operária e socialista para alcançar a segunda e definitiva independência.

Para acabar com a fome, o desemprego, a miséria, a violência contra as mulheres e à juventude, a repressão policial, a falta de moradia, saúde a educação, etc .; não há outro caminho senão romper com o FMI e deixar de pagar a dívida externa, recuperar toda a nossa riqueza e recursos naturais das mãos dos bancos e das multinacionais para colocá-los à disposição do povo trabalhador.

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Mas desta vez, precisamos que sejamos nós mesmos, os trabalhadores junto com a força que nos dão as lutas das mulheres e da juventude, quem lideremos essa luta para nos livrar dos banqueiros e das multinacionais e impor um governo dos que nunca governamos: um governo dos trabalhadores e do povo.

Por isso, nós do PSTU aproveitaremos essas eleições para agitar nossas propostas operárias e socialistas para sair da crise e ajudar a organizar as batalhas que estão por vir. Porque ganhe quem ganhe as eleições, vão fazer acordos com o FMI, e isso significará mais ajuste, entrega e repressão para os trabalhadores e lutadores.

Por sua vez, cada voto para a FIT Unidade em todo o país será um voto que fortalecerá a luta pela minha liberdade, e a de todos os prisioneiros e perseguidos políticos por lutar, como meu amigo e companheiro Sebastián Romero, o “operário do morteiro”. Nós nos orgulhamos de ter estado presentes no dia 18 de dezembro enfretando a repressão para impedir o roubo dos aposentados promovidos por Macri e pelo FMI, e que foi aprovado por vários dos deputados e senadores peronistas que agora se apresentam como “opositores”.

Portanto, nas eleições de agosto, NÃO vote em corruptos e empresários! NÃO vote nos candidatos do FMI! Vamos com a FIT UNIDADE! Vamos com Del Caño – Del Plá para a presidência! Vamos com os candidatos operários e lutadores do PSTU!

Por tudo isso convido você a participar da campanha e se organizar para essa luta.

Tradução: Nea Vieira