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Em 30 de maio, a Interpol e as forças de segurança do Uruguai e Argentina detiveram o dirigente do PSTU.

Por: Comitê Executivo PSTU-Argentina

29 meses se passaram desde o dia 18 de dezembro de 2017, onde o governo de Cambiemos, com Macri e Bullrich, tentou, a pedido do FMI e das grandes empresas, mudar ainda mais a estrutura do país, com uma série de reformas como a da Previdência, Trabalhista, do Estado e Tributária.

A resposta dos trabalhadores foi massiva e a repressão também, mas o establishment foi ferido e, com isso, o declínio de Cambiemos.

Apenas foi aprovada parcialmente a Reforma da Previdência. O Congresso corrupto conseguiu rebaixar as aposentadoria, mas não conseguiu aumentar a idade para se aposentar, a Reforma Trabalhista não foi aprovada e apenas um acordo tributário foi assinado com as províncias.

Muita derrota para um governo, pouco foi alcançado com tanta repressão, de modo que seus juízes, a grande mídia e seus patrocinadores empresariais não hesitaram em condenar o protesto social e, na figura de Sebastián, tentou exemplificar a perseguição e o ataque de quem se levanta para lutar.

Com arbitrariedade e manipulação jurídica, começaram a perseguir nosso dirigente até a exaustão.

Nenhuma garantia nos tribunais federais de Comodoro Py

Não é apenas o PSTU que questiona as ações de juízes e promotores federais, há muitas denúncias de suas ações em causas armadas.

O que aconteceu com Daniel Ruiz, que foi detido injustamente por 13 meses, e as denúncias da ONU, entre outras, mostraram que Sebastián fez a coisa certa para evitá-la, pois hoje, 29 meses depois, fica declarado toda a putrefação desses tribunais a serviço da ricos e os governos.

Um mundo que se levanta, como em 18 de dezembro

A fome, o assédio, a opressão e a violência do Estado e dos capitalistas fizeram com que as rebeliões no mundo mostrassem descontentamento com tanta miséria, autoritarismo e condenação dos pobres, para que sejamos os primeiros a morrer. Seja devido ao desemprego, violência machista, salários baixos e genocídio constante aos aposentados e idosos.

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Sem mencionar toda uma juventude castigada pela precariedade, sem um futuro.

Mas os marginalizados do mundo se rebelam da mesma maneira que no dezembro argentino de 2017.

Estão quem não tem nada, na frente superando os medos, são eles que, entre centenas de milhares, se unem e resistem à repressão dos governos, é por isso que surgem as primeiras linhas e os novos presos políticos.

Hoje, diante dessa rebelião dos marginalizados, a demanda de liberdade de Sebastián ganha força e, com ela, é mais uma vez demonstrado que a justiça é um anexo legal dos ricos.

Chile, Europa e Hong Kong nos mostram o caminho. Vidas negras são importantes, é por isso que o povo americano também se levanta, deixando nítido que não suportamos mais tanta opressão e miséria.

Uma campanha unificada e ampla

A liberdade de Sebastián deve se tornar uma bandeira junto com todas as reivindicações operárias e populares.

Todas as organizações devem se juntar.

Em poucos dias, todas as organizações de direitos humanos do país fizeram demandas por sua liberdade, incluindo as Mães da Plaza de Mayo, o CELS, o APDH, a Liga dos Direitos Humanos, o grupo de organizações que compõem o Encontro Memória Verdade e Justiça, Nora Cortiñas e uma extensa lista.

Também setores em luta e de trabalhadores como o Sindicato dos Trabalhadores do Metrô (AGTSyP), a Comissão Interna de Bed Time, os operários do Penta, de La Nirva, os têxteis, os sindicatos educacionais, como a SUTE de Mendoza, as seções de oposição da SUTEBA, líderes da ATEN (Neuquén), movimentos sociais, deputados nacionais do partido no poder, como Juan Carlos Alderete, do PTP, deputados e legisladores da FITU, dirigentes sociais como Luis D’elia, entre outros, já anunciaram sua adesão.

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No nível internacional, também existem inúmeras adesões do Brasil, Uruguai, Chile, México, Paraguai, Itália, Portugal e muitos outros países.

Esta é apenas uma amostra que a campanha pode e deve ser tomada por todos, que se concretize nos conflitos operários e populares, porque Sebastián é apoiado pelos lutadores, os trabalhadores e o povo pobre.

Todos os que concordam que a Justiça na era macrista foi manipulada devem assinar a petição e juntar-se ao pedido de liberdade imediata no Uruguai, na Argentina ou em qualquer outro lugar.

Somos muitos os que queremos Sebastián livre. Vamos dar forma à campanha e expressar nossa solidariedade com ações concretas em atos, nas portas do tribunal, na chancelaria ou onde seja necessário.

Uma saída operária e popular

O capitalismo e suas potências estão pegando fogo, as insurreições dos povos nos dizem que é necessária uma saída operária e socialista.

O perfil da luta com a qual Sebastián se envolve como operário da GM, dirigente social e revolucionário nos diz que devemos continuar construindo uma alternativa de direção contra tanta malária.

Sintetizado em que a luta por um mundo melhor, um mundo socialista sem opressões nem exploração ocorrerá em uma revolução social, em uma luta unitária pelo socialismo para erradicar os capitalistas que nos levaram a essa situação de colapso mundial.

O PSTU e a LIT-QI, colocamo-nos a serviço dessa tarefa e, por sua vez, lutamos com força até conseguirmos a liberdade de Sebastián e de todos os presos políticos.

05 de junho de 2020.

Tradução: Lena Souza