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Em 12 de junho, nós de Corriente Roja, fomos à embaixada da República Oriental do Uruguai para entregar a declaração que reproduzimos abaixo.

No referido comunicado dirigido ao embaixador do Uruguai, solicita-se ao seu governo que tome as medidas necessárias e envie imediatamente Sebastián ao seu país, e que seja permitido a ele a comunicação com seus familiares. Da mesma forma, é necessária a libertação imediata, sem acusações, de Sebastián, por parte do governo de Alberto Fernández e da justiça argentina.

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À EMBAIXADA DA REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI

C / Pintor Rosales nº 28, 2ª Izquierda

28008 Madrid

À atenção do Sr. Embaixador Francisco Carlos Bustillo Bonasso

Em 30 de maio, Sebastián Romero foi detido na República Oriental do Uruguai. Sebastián é ativista do PSTU na Argentina e dirigente operário. Após 29 meses de perseguição (desde 18 de dezembro de 2017), Sebastián se torna um preso político por ter participado com milhares de trabalhadores/as da mobilização contra a Reforma da Previdência, que implicou em um grande roubo aos aposentados/ás. Pelo mesmo motivo, seu companheiro Daniel Ruiz foi detido injustamente por 13 meses na prisão de segurança máxima de Marcos Paz.

O então governo de Mauricio Macri e sua ministra da Segurança Patricia Bullrich, tentaram demonizar na figura de Sebastián Romero a legítima mobilização popular contra o violento ajuste. Apenas por se mobilizar para defender os aposentados/as, Sebastián há 29 meses não pode ver sua família nem seus amigos/as nem seus companheiros de trabalho da General Motors.

Compartilhamos a luta em defesa das aposentadorias públicas, como temos feito no Estado espanhol nos últimos anos e entendemos que a luta é um direito fundamental e nunca um crime.

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Por todas essas razões, recorremos ao seu governo para tomar as medidas necessárias e enviar imediatamente Sebastián ao seu país e permitir que ele se comunique com sua família. Da mesma forma, exigimos a libertação imediata, sem acusações de Sebastián, pelo governo de Alberto Fernández e pelo sistema de justiça argentino.

Corriente Roja

Madri, 12 de junho de 2020