COMPARTILHAR

O programa #PPT de 14 de julho, emitido pelo Canal 13 conduzido por Jorge Lanata e o editorial do jornal La Nación se juntaram na campanha de mentiras e difamações contra a candidatura de nosso companheiro Daniel Ruiz já iniciada pelo jornal Clarín.

Por: PSTU Argentina

La Nación faz com mais sutileza que o Clarín, mas não menos vil, mencionando em um artigo onde cobra a aprovação de uma lei de “Ficha Limpa”, ao estilo da que rege no Brasil, para impedir “expressamente as candidaturas a cargos eletivos de condenados por delitos”.

Lanata fiel a seu estilo de sensacionalismo PRO se refere a Daniel no meio de uma lista de candidatos acusados de estupro, corrupção e pedofilia, procurando manchar seu nome e confundir a audiência, colocando Daniel no mesmo saco que os políticos e empresários que lutamos contra.

Estamos completamente de acordo em que os políticos e empresários delinquentes e criminosos não só não deveriam ser candidatos como deveriam estar presos. Mas não serão nem as leis nem os juízes deste Congresso e Justiça corruptos e patronais que vão garantir isso. Se fosse assim Macri, seu gabinete e funcionários, seu primo Calcaterra, Paolo Rocca de Techint e muitíssimos outros já deveriam estar na cadeia. A lista poderia incluir a própria família Saguier – atuais donos do jornal-, lobistas do pagamento da dívida externa e possuidores de bônus da mesma, e também acusados de ser cumplices de operações do ex-legislador Gustavo Vera no programa ADN.

Mente, mente… que algo sempre ficará

O velho conselho de ministros de propaganda nazi Goebbels, é muito levado em conta por esses meios de comunicação hegemônicos. Poucos dias depois de que nosso partido exigiu o direito a réplica ao jornal Clarín por mentir e difamar Daniel Ruiz, La Nación e Lanata repetem quase textualmente suas falsidades. Como dissemos na nota de esclarecimento “Clarín mente sobre Daniel Ruiz”, Daniel não esteve foragido, mas ao contrário, participou de muitas atividades públicas antes de sua prisão em 12 de setembro de 2018, quando voltava, justamente, de uma manifestação em apoio ao Estaleiro Ríos Santiago.

Leia também:  Arcioni, Macri e o FMI têm que cair agora!

Da mesma forma que na notícia do Clarín, se compara intencionalmente a situação de Daniel Ruiz com a do ex-presidente Menem, agregando neste caso De Vido e o intendente de Merlo Gustavo Menéndez, todos já condenados por corrupção. La Nación diz também que Daniel disparou “um morteiro caseiro na frente do Congresso”. Na realidade, da mesma forma que nosso outro companheiro Sebastián Romero, Daniel se defendeu da brutal repressão policial do dia 18 de dezembro com um fogo de artificio de venda aberta, como os utilizados em festas e mobilizações sindicais.

Por outro lado, o jornal “esqueceu” de esclarecer que Daniel está preso faz mais de 10 meses, com prisão preventiva e sem julgamento, sendo que não existe nem uma prova de que tenha provocado algum prejuízo nesse dia. O único argumento utilizado pelos juízes para negar sua liberdade até agora, é a participação na mesma organização que Sebastian Romero. Daniel é então um preso político e refém de Macri e Bullrich. Como vemos a “falta de decoro” não seria a candidatura a Deputado Nacional por Chubut de Daniel Ruiz na FIT-Unidad, como disse LA Nación, mas sua falta de vergonha em mentir para seus leitores.

As razoes de uma campanha suja

A prisão de Daniel Ruiz, como a de Milagro Sala, Facundo Jones Huala, os motoristas do Expresso La Plata, o julgamento dos motoristas da 60, o processo de César Arakaki, Dimas Ponce e outras dezenas de manifestantes, a perseguição de Sebastian Romero, etc. são parte de uma política de amedrontar e castigar as lutas operárias e populares. Para aplicar os planos de submissão, roubo e miséria do FMI e as multinacionais, Macri precisa atacar os direitos dos trabalhadores. Mas isso vem sendo enfrentado com fortes lutas, pese as traições das direções sindicais e o pacto de “governabilidade” e a oposição patronal com o governo. Nesse sentido, a luta do 14 e 18 de dezembro marcou contra o enfrentamento a essas políticas antipopulares e a repressão do Estado. A candidatura de Daniel Ruiz é um símbolo dessa heroica luta, ele e Sebastián Romero são uma referência de luta para milhares de lutadores operários. Lembremos que fruto dessa luta Macri não conseguiu impor a reforma trabalhista e não puderam avançar com o resto da reforma nas aposentadorias. Por isso, depois de meses de ignorar a causa de Daniel Ruiz, como parte de um bloqueio da mídia quase unanime, Clarín e La Nación tornam pública, de forma tendenciosa e apenas com dissimulada indignação.

Leia também:  Daniel Ruiz: "Temos que derrotar o Estado capitalista”

Não deixa de ser motivo de orgulho que estes meios representantes do governo se irritem com Daniel Ruiz. La Nación é um porta voz tradicional dos empresários agrários, dessa “oligarquia com cheiro de bosta” já denunciada por Sarmiento como reacionária. Ironias da história. Os herdeiros dessas grandes famílias “patrícias”, os Mitre, os Anchorena, Bullrich, Martínez de Hoz, Menéndez Brown, etc., que acumularam suas fortunas a partir de genocídios e desapropriando os povos originários, hoje devem enfrentar um dirigente operário petroleiro como Daniel Ruiz, filho dessa Patagônia rebelde e descendente daqueles. Como dizem os muros do Sul, “Nesse país todos tem sangue de povos originários, os pobres na veia e os ricos nas mãos”. Por isso, somente um governo dos trabalhadores fará a verdadeira justiça com eles, e governará em benéfico da maioria do povo. Lanata, por sua vez representa hoje o mais podre da direita do país.

O PSTU e a defesa de Daniel Ruiz exigem aos Grupos Clarín, La Nación e Canal 13 e o programa PPT, nosso direito a réplica frente as deturpações e calunias. Incluindo o direito do próprio Daniel a responder publicamente e pessoalmente esses ataques. Pedimos também aos demais meios de comunicação, digitais, de rádio e televisão que nos dê acesso a difusão da causa de Daniel Ruiz.

Tradução: Túlio Rocha