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Por uma Revolução Operária e Socialista. 

Pela Segunda Independência: não pagar a dívida e romper com o FMI.

Nas eleições passadas disseram que MACRI  TEM QUE IR-SE. Cada dia que passa é mais miséria e entrega, mais dor para as famílias operárias.

Fábricas que fecham, demissões em massa, crimes trabalhistas como no Aeroporto de Ezeiza, mais sofrimento para as trabalhadoras com assédio de todo o tipo, e salários mais baixos que seus companheiros homens, quando muitas são o único arrimo de família. Tarifas impagáveis, educação e saúde mais precárias, humilhações aos aposentados.

Mas  Alberto Fernández, Cristina e a CGT que os apoia não fazem nada, salvo pedir-nos o voto. Há um acordo entre os que vão e os que vêm: que Macri faça todo o trabalho sujo possível até dezembro. Nada de paralisações, nem de mobilizações. Alberto Fernández é cúmplice de tudo o que Macri está fazendo, e se comprometeu com o Fundo a continuar pagando uma dívida que impedirá qualquer melhora em nosso nível de vida.

Muitos creem nas promessas de Alberto: que com a unidade de empresários e operários haverá mais trabalho e salário, que é possível negociar com o FMI  “parados e de joelhos”, e que é possível voltar a crescer como no governo de Cristina.

Nada disso ocorrerá. Os empresários exigem uma reforma trabalhista que liquide todos nossos direitos, e que trabalhemos como escravos: 12 horas obrigatórias sem pagamento de extras, flexibilidade, redução de indenizações, elevação da idade de aposentadoria, etc. Qualquer “Pacto Social” com os patrões será um ataque ao nosso nível de vida.

Por seu lado, o FMI só aceita negociar sobre a base de um compromisso de pagamento, e de um tremendo ajuste e entrega de nossos recursos naturais.

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É um fato que Alberto e Cristina ganharão as eleições. Por isso, temos que sair da armadilha de que temos que votar neles para tirar Macri. Basta de eleger o “menos pior”!

PRECISAMOS DE UMA REVOLUÇÃO OPERÁRIA E SOCIALISTA

Os trabalhadores podem votar na FIT-U, uma alternativa independente, para prepararem-se para o que vem. Mas queremos falar claramente. Não será com eleições nem com mais deputados que conseguiremos estas medidas de fundo. Para isso, é preciso lutar por uma saída operária e de independência de nosso país.

Impor a ruptura com o FMI, deixar de pagar a dívida externa, e colocar todo esse dinheiro a serviço da produção,  emprego, salário, saúde, educação, defesa dos direitos da mulher trabalhadora, moradia. Garantindo preços de alimentos e tarifas acessíveis. Expropriando e nacionalizando os bancos para evitar a fuga de capitais, e estatizando sob controle dos trabalhadores as alavancas fundamentais  da economia (energia, transporte, serviços, etc).

Como há mais de 200 anos, a Argentina precisa de uma revolução para romper as cadeias que nos atam ao imperialismo e poder aspirar a viver melhor. Uma revolução operária e socialista para conseguir a Segunda e Definitiva Independência. Somente os trabalhadores, junto às mulheres e à juventude, somos capazes de impor um governo dos que nunca governamos: um Governo dos Trabalhadores e do Povo.

Por sua vez, cada voto pela FIT-U fortalecerá a luta pela minha liberdade e a de todos os presos e perseguidos políticos por lutar, como meu amigo e companheiro Sebastián Romero, o “operário do morteiro”, com quem estivemos presentes naquele 18 de dezembro enfrentando a repressão para evitar o roubo aos aposentados que Macri e o FMI promoviam,  e que vários deputados e senadores peronistas aprovaram.

NÃO votem nos corruptos e empresários! NÃO votem nos candidatos do FMI!. Votem na FIT-U e nos candidatos operários e lutadores do PSTU!

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Tradução: Lilian Enck.