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Um ano de prisão e chegou o primeiro resultado de tanta luta e solidariedade

Por: PSTU-Argentina

Foram meses de luta, milhares de pronunciamentos nacionais e internacionais por sua liberdade, marchas, atos. No princípio pequenos, depois foram crescendo. Como aos 8 meses de prisão, no Congresso. Ou com as centenas de visitas à penitenciária Marcos Paz.

Um ano de sacrifício e dor, de luta e raiva, de frustrações, de apertar os dentes e aprender da fortaleza do próprio Daniel, para seguir adiante. Recordando sempre Sebastián Romero, perseguido pela justiça como Daniel.

Dia de luta, um ano de prisão

Agora, em meio a crise a partir das PASO (eleições primárias), a exigência pela liberdade de Daniel esteve presente em todas e cada uma das mobilizações dos movimentos sociais, dos encontros do ativismo operário, no palco da CTERA no dia da paralisação nacional por Chubut, e em cada piquete docente dessa província em luta. Em nenhuma ação dos trabalhadores e do povo nestes dias esteve ausente um cartaz, uma faixa, uma votação, um discurso por sua liberdade.

Tudo isso explodiu na grande jornada internacional a um ano de sua detenção. Atos e comícios em frente às embaixadas ou consulados na Espanha, Itália, Bélgica, França, México, Chile, Peru, Uruguai, Paraguai. E atos e pronunciamentos das assembleias operárias em dezenas de cidades do Brasil.

Ações em Rosario, Mendoza, Córdoba. E em Buenos Aires, um enorme ato solidário, amplo, democrático, de mais de 2.000 companheiras e companheiros, que tomaram a esquina das ruas Callao e Corrientes, onde se desenvolveu uma primeira parte, marcharam até o Obelisco, e fecharam a  9 de Julho durante horas para que todas as personalidades, dirigentes, organizações de DDHH, sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais dissessem Presente! junto a familiares de Daniel e dirigentes do nosso partido.

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Com a presença de dirigentes como Juan Grabois, do CTEP, Pepe Peralta, Secretario General Adjunto da CTA-A Capital, Tano Catalano, de ATE Capital. Junto a um representante dos deputados do PSOL do Brasil, dirigentes do Sindicato Petroleiro do Rio de Janeiro e do PSTU do Brasil, nosso partido irmão. E Vilma Ripoll, do MST, Natalia Seligra do PTS, Gabriel Solano do PO, Laura Marrone de IS, junto a varios representantes de diferentes organizações. Todos eles e Pieri García, pelo PSTU, se referiram a Daniel, sua firmeza, o significado de sua prisão, a luta por sua libertação.

Um momento fundamental do ato foi a presença e as palavras de Nora Cortiñas, Mãe da Plaza de Mayo – Linha Fundadora, quem esteve, como sempre, na batalha por Daniel.

Fortes delegações do FOL e sua Frente de Luta (FPDS, FOB, etc.), do MTE e da CTEP, do MTR, do MULCS (Movimento pela Unidade Latinoamericana e Mudança Social) e  a CTA Zona Sul. Bandeiras e grupos do MST, PTS , PO, IS, do MAS, CS, Partido Piquetero. Cartazes e dirigentes de DDHH, como a CORREPI, a Asociação de Ex Detidos Desaparecidos, do Coletivo Militante Cachito Fuckman, o Ceprodh. E delegações operárias de Ran Bat em luta, do Encontro de Trabalhadores de Zona Norte (a 60, Frigorífico Rioplatense, SUTEBA Tigre, etc.), de Felfort, de Madygraf e Pepsico, do Garrahan, a Juntas Internas de ATE Cultura e Ministerio do Trabalho, entre outras.

À noite de um dia de luta e mobilização, os noticiários televisivos davam conta de três fechamentos de ruas em Buenos Aires. Um, na Plaza Congreso, a favor da Lei de Emergência Alimentar. Outro, em frente ao Ministério do Desenvolvimento Social, pelas reivindicações dos demitidos. E um terceiro, desde a rua Corrientes e Callao até o Obelisco, unitário e por Daniel Ruiz.

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Um passo adiante

A pressão foi forte, e teve resultado. No dia anterior ao ato, o Tribunal 3 a cargo da causa, convocou os advogados de Daniel, para comunicar-lhes que em uma semana estaria definida a data do início do julgamento, entre 1 e 4 de outubro.

É um primeiro triunfo de toda esta luta. E um primeiro passo para a liberdade, que está mais próxima. É só um round, e é preciso continuar até ganhar.

Tradução: Lilian Enck