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Vamos parar todas e todos contra o machismo e por nossas reivindicações.

Por: IST-Uruguai

O Dia Internacional da Mulher é comemorado mundialmente há mais de 100 anos, nasce da luta de mulheres imigrantes que trabalhavam nas têxteis norte-americanas que lutavam por salários e  para melhorar suas condições de trabalho. Durante anos, as organizações internacionais, entre elas a ONU, e os empresários querem nos fazer esquecer isso e nos cumprimentam com um “feliz dia”. Mas o dia 8 de março desde suas origens é um dia de luta para nós mulheres trabalhadoras.

Hoje mais do que nunca, devemos manter isso em mente, porque, apesar dos anos as mulheres ainda são as primeiras a ter dificuldade para conseguir trabalho e quando encontra, ante o primeiro ajuste na empresa, somos as primeiras a ser despedidas. E como se isso não bastasse, estamos continuamente sujeitas à humilhação, assédio e uma remuneração muito ruim.

Exemplos do que dizemos são o não pagamento de salários por empresas como Citrícola Caputto, o atraso no pagamento de salários da terceirizada de limpeza Redes, o fechamento de empresas como a Colgate Palmolive, Fleischmann e Motociclo, onde as mulheres trabalhadoras e principalmente as mulheres chefes de família são as mais atingidas. Assim também foi na luta de Bimbo com o fechamento de Fripur.

Sabemos que essas situações de abuso ocorrem sob o sistema capitalista e são vivenciadas por mulheres e homens. Mas as mulheres, além de serem exploradas, são oprimidas, assediadas e até assassinadas pela violência machista.

Um governo que nega orçamento

Enquanto nós sofremos uma infinidade de violências a lei contra a violência machista, LA8, está paralisada e não pode ser totalmente implementada por falta de fundos, já que governo da Frente Ampla (FA) junto com os dirigentes blancos e colorados prioriza e destina milhões de dólares para pagar dívida externa .

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Nós de Lucha Mujer junto com nossos companheiros da Esquerda Socialista dos Trabalhadores (IST), vimos sendo parte destas reivindicações e mobilizações e te chamamos a lutar contra todas as formas de abusos e ultrajes. Neste 8 de março, chamamos você para parar e mobilizar juntas. É importante que esta greve e mobilização sejam de toda a classe trabalhadora, mulheres e homens juntos na luta por nossos direitos. A linha divisória que existe é de classes sociais, as mulheres são exploradas e oprimidas por uma patronal dirigida por homens e mulheres.

Nesta situação angustiante que vivemos o Pit Cnt só convocou uma greve parcial após as 16h. Esta medida é totalmente insuficiente, por isso devemos exigir da Central uma greve geral de 24 horas. Nós não queremos um dia de folga, ou que fábricas e locais de trabalho operem sem mulheres, queremos que todo o país fique paralisado por uma grande greve de todas e de todos os trabalhadores.

Nós de Lucha Mujer te convidamos a organizar-se a partir da base em todos os locais de trabalho, nos bairros e locais de estudo. Sabemos que qualquer conquista que alcançarmos será apenas com base na nossa luta e temos que continuar mobilizadas para que os governos capitalistas, sejam de direita ou os que se autodenominam de “esquerda” não as tirem.

Argumentamos que, além das lutas e as grandes mobilizações que as mulheres vêm desenvolvendo, temos de dar um passo adiante, porque a raiz do nossos sofrimentos vem da existência deste sistema capitalista que usa as opressões, como o machismo, para perpetuar a exploração. É por isso que também chamamos você para construir um grande partido das e dos trabalhadores que seja internacionalista e que sirva como uma direção para destruir o sistema que nos oprime e explora.

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Por uma greve de 24 horas e um plano de luta decidido na base para lutar por este programa:

Basta de feminicídios

Orçamento já para a lei contra a violência, nem um tostão para a dívida externa!

Creches, restaurante e casas abrigos 100% estatais!

Fora do tribunal da inquisição, pela livre decisão sobre nossos corpos!

Basta de precarização e demissões!

Não ao aumento na idade de aposentadoria, sem mais anos de contribuições!

Trabalho igual salário igual!

Por moradia, saúde e educação pública!

Tradução: Lena Souza