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Até 8 de Fevereiro de 2019, foram registradas 33 mortes violentas de mulheres no país. Em média, uma mulher morre por dia pelo simples fato de ser mulher.

Por: PST Honduras

São estupradas e depois assassinadas pelos seus companheiros, familiares próximos ou por homens que simplesmente acreditam que são superiores a elas. Além disso, antes de sua morte, esta mulheres viveram anos de violência sexual, doméstica e psicológica. Não há diferença para o machismo, pois as assassinadas vão dos 4 aos 74 anos de idade.

A Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH), não está isenta desta onda de violência. Há quase um ano, em 18 de Abril de 2018, foi denunciado o estupro de uma estudante dentro do campus da UNAH-VS – Vale del Sulla, fato que ficou na total impunidade, graças em parte ao atraso da reitoria em reconhecer o mesmo e iniciar uma investigação. Esta atitude da reitoria não surpreende, visto que na última década criminalizou, expulsou e mandou ao exílio dezenas de companheiras ativistas do movimento estudantil.

A UNAH é um terreno hostil para as mulheres. Em novembro de 2018, uma campanha de denúncias desmascarou isto. Por meio das lousas confirmou-se o que já sabíamos, que há dezenas de catedráticos, estudantes, dirigentes do movimento estudantil e partidos políticos que praticaram assédio sexual e estupros contra estudantes.

Nós do Partido Socialista dos Trabalhadores nos posicionamos abertamente contra toda expressão machista na UNAH e fora dela. Por isso acreditamos que, no contexto do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, 8 de Março, as e os estudantes devemos ir às ruas para lutar contra a violência machista e contra a ditadura. Contra a violência, nós mulheres paramos!

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Tradução: Lilian Enck