No contexto do segunda jornada de luta de repetição da Prova de Seleção Universitária (PSU) após o chamado ao boicote nos dias 6 e 7 de janeiro – a juventude com os/as à cabeça mostrou novamente seu rechaço a essa prova segregadora nos dias 27 e 28 de janeiro.

Por: MIT-Chile

O DEMRE (Departamento de Avaliação, Medição e Registro da Educação) e o governo insistem em uma falsa normalidade na realização da segunda tentativa de garantir a PSU, que começou ontem com manifestações em regiões como Valparaíso e em vários metrôs da cidade de Santiago, às quais o governo respondeu com brutal repressão por parte dos carabineiros e das FFEE (Forças Especiais), alcançando um total de 68 detidos no país e a suspensão ou mudança de local da prova em aproximadamente 57 lugares. Hoje, no segundo dia, houve três detidos e paralisações diferentes do metrô pela manhã antes de iniciar a prova de ciências, em oposição ao exitoso dia em que o DEMRE, o Conselho de Reitores das Universidades Chilena (CRUCh) e o governo pretendem aparentar.

Quanto aos dois últimos, no final do dia de ontem Piñera declarou cinicamente: “O governo protegerá e sempre estará do lado dos jovens que desejam estudar, desenvolver seus talentos e progredir em paz”. enquanto continua a reprimir e torturar as centenas de jovens que procuram melhores condições para se educar e um acesso mais justo à educação.

Somado a isso hoje, o vice-presidente do Conselho de Reitores, Aldo Valle, orgulhava-se do trabalho dos pacos (polícia) e da FFEE, ou seja, orgulhava-se dos golpes, dos gases e das múltiplas humilhações, como não deixar que uma estudante entrasse para fazer a prova com instrumentos de higiene feminina ou discriminará os estudantes de Providencia e Puente Alto, fazendo com que entrassem por diferentes lugares e apenas verificando e realizando o controle de identidade para estes últimos, além de todas as detenções arbitrárias para os estudantes que lutavam.

Repudiamos totalmente o ato repressivo do governo, repudiamos também a ação da Frente Ampla que rejeitou o mecanismo de protesto dos secundaristas e inclusive colocou a partir de sua Presidência na FECh. Vale lembrar que os estudantes foram a centelha do início da Revolução em 18 de outubro no Chile, e não haverá processo normal de admissão enquanto houver estudantes criminalizados e detidos, companheiras/os estupradas/os e sem olhos por lutar.

Não queremos mais PSU, a situação com a revolução, os protestos dos secundaristas e a desordem do DEMRE, são elementos mais do que suficientes para demonstrar que a prova que este governo deseja legitimar é totalmente ilegítima. Esse processo não pode ser válido, ainda mais sabendo que a PSU é um mecanismo segregador de acesso ao ensino superior: apenas 30% dos alunos das escolas municipais que fez a PSU no final de 2018 foram selecionados em algum curso, por outro lado, a média da PSU das escolas municipais é de 470 contra 597 pontos das escolas particulares.

Por um acesso IRRESTRITO ao ensino superior e que exista um mecanismo de bacharelado para que os estudantes encontrem sua área mais afim na prática, por uma Educação Livre e Não-Sexista em todos os níveis, sem empresários ou lucro, pela liberdade de todos/as os/as nossos/as companheiros/as presos/as por lutar. Fora Piñera! Fora todos eles!

Tradução: Lena Souza