O governo sudanês está atacando pessoas de descendência africana – de Darfur, Nilo Azul e Montes Nuba, que são partes do Sudão – utilizando as forças armadas para segregar e fazer uma limpeza étnica. Pessoas estão morrendo e os que tentam fugir não conseguem encontrar refúgio seguro. “(…) mais de 480.000 pessoas foram mortas e mais de 2,8 milhões foram deslocadas.” (wordwithoutgenocide.org)

Os assassinatos iniciaram em 2003, como o primeiro genocídio do século XXI. Esse genocídio está sendo realizado por milícias árabes, armadas e financiadas pelo governo, conhecidas como os Janjaweed (“demônios a cavalo” em tradução livre).

Acabem com a discriminação dos estudantes de Darfur

Dezenas de estudantes foram mortos, feridos ou expulsos de universidades desde 2014 por se organizarem e protestarem contra violações aos direitos humanos em Darfur”, disse Muthoni Wanyeki, da Anistia Internacional.

Em julho de 2017, mais de 1.200 estudantes de Darfur da Universidade de Bakht al-Rida, Estado do Nilo Branco, foram impedidos de utilizar transporte público para viajar para um protesto em Khartum e marcharam até lá para reivindicar do governo (i) o direito de estudar e participar de eleições estudantis, (ii) a readmissão de 14 estudantes expulsos, (iii) e que parem de matar suas famílias e parentes em casa.

Agentes do Serviço Nacional de Segurança e Inteligência (NISS) bloquearam seu acesso à cidade. Os estudantes obstruíram, então, a fronteira sudeste de Khartum e setenta estudantes foram presos.

Em 2016, a polícia deteve um estudante da Universidade de Khartum, Aesim Umar, e o manteve na prisão. O seu “crime” foi opor-se aos planos de privatização do governo, de vender a Universidade de Khartum para empresários do Oriente Médio. Em 29 de agosto de 2017, Umar foi levado ao tribunal, que planejava sentenciá-lo à morte.

Em um ato, vários estudantes de Darfur protestavam por sua liberdade e diziam que, “se cortarem seu pescoço, podem cortar todos os nossos”. A polícia atacou os manifestantes com gás lacrimogêneo e prendeu três deles. O tribunal mudou a audiência de Aesim Umar para 25 de setembro.

O governo sudanês ordenou ataques a estudantes de Darfur nos alojamentos estudantis da Universidade de Umdorman. A polícia e os serviços de segurança de Estado atacaram os estudantes às 5h30 em 31 de agosto. Mataram dois estudantes a facadas, Ashraf Alhadi e Jafar Mohammed, e feriram outros dois.

O governo precisa acabar com a violência contra os estudantes de Darfur, pois eles têm o direito à vida, a estudar e a aprender.

Reino Unido, pare de armar governos reacionários

Nós exigimos o fim da entrega de armamentos ao governo sudanês pela Arábia Saudita e pelo Catar. No entanto, o Ocidente provê armas para os regimes saudita e catarense, que atacam o Iêmen, enquanto o governo sudanês apoia grupos como o Boko Haram.

Nós estamos chamando movimentos sociais e sindicatos para apoiar a manifestação.

  • Pelo fim do genocídio pelo governo sudanês!
  • Parem os ataques aos estudantes de Darfur!
  • Mídia britânica, exponha esses crimes!
  • Entrada segura para os refugiados!
  • Libertem os estudantes de Darfur presos ou ameaçados de morte!

Manifestem-se. Ato na segunda-feira, 25 de setembro, às 15:30h, em Liverpool.

Passeata do Asylum Link até a Estação de Lime Street (via universidade)

Apoiado por:

Old Swan Against the Cuts, Sindicato UCU da Universidade de Liverpool, Executiva do TUC de Liverpool.

Tradução: Natália Leal