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A juventude e a classe trabalhadora no Chile, Bolívia e Colômbia estão marcando o caminho a seguir. A luta deles é a mesma que a nossa, contra os pacotes e a austeridade da oligarquia, do FMI e do imperialismo, que mantêm milhões na miséria e pretendem acabar com os recursos naturais em benefício de um punhado de multinacionais imperialistas.

No Chile, já são 41 dias de protestos, com 7 greves gerais e manifestações multitudinárias. Uma verdadeira revolução social contra o regime herdado da ditadura de Pinochet e o conjunto do sistema capitalista.

Na Bolívia, camponeses e operários se levantaram para deter um golpe de estado dirigido a partir de Washington, que colocou no poder Jeanine Añez, representante da oligarquia racista e fascista.

Na Colômbia, um pacote do governo reacionário de Duque, que, entre outras coisas, visa reduzir o salário mínimo, enfrentou duas greves gerais e mobilizações de massa.

Apesar da brutal repressão, e apesar da campanha de criminalização, milhões disseram: Basta! De fato, a repressão não está conseguindo impedir essa autêntica rebelião, apesar do silêncio cúmplice da Comunidade Internacional e do apoio dos “democráticos” governos europeus, incluindo o de Pedro Sánchez. O ministro do Interior Grande Marlaska já anunciou que enviará instrutores ao Chile para treinar a polícia de choque, a fim de reprimir os protestos com mais dureza. Que vergonha!

O governo do PSOE e a UE não hesitaram em manter seu total apoio aos governos assassinos de Piñera e Duque, enquanto correm para reconhecer oficialmente o governo do golpe de Añez. Esses mesmos “democratas” que reivindicam um “cordão sanitário” contra a extrema direita de Vox, não hesitam em apoiá-la na América Latina.

Agora, mais do que nunca, a solidariedade internacionalista é necessária, a melhor garantia de que nossas irmãs e irmãos chilenos, bolivianos e colombianos possam ser vitoriosos contra a reação e a repressão.

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O povo unido jamais será vencido!

Todos e todas para ao ato da solidariedade!

Tradução: Lena Souza