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Estimados companheiros/as de organizações sindicais e populares. Enviamos essa mensagem a vocês porque, como sabemos, estamos em um momento em que nossa classe está sofrendo uma série de ataques.

Por: MIT-Chile

A política da fome e de falta de proteção na saúde desse governo e dos empresários afetou a todos nós, embora de maneira desigual. É por isso que protestos espontâneos aumentaram em alguns bairros e a auto-organização está começando a retomar através de centros de coleta, panelas comuns, Assembleias Territoriais – AATT ou outros. Nesse contexto, também ressurgem as campanhas lançadas desde o início da explosão de 18 de outubro, nos referimos em particular à campanha pela liberdade dos presos políticos.

Hoje, a campanha pela liberdade dos presos políticos assume uma dimensão diferente: como muitas lutas hoje, é uma luta pela vida. A situação de superlotação e superlotação nas prisões, a falta de água nas instalações penitenciárias, entre outras medidas, tornaram qualquer protocolo de atendimento que se tenta aplicar totalmente ineficaz. Piñera até fala em conceder mudanças de medidas cautelares aos violadores de direitos humanos, no entanto, os presos por lutar permanecem encarcerados esperando que sejam infectados e, pela falta de atenção médica nas prisões, inclusive possam morrer.

É verdade que, graças à pressão social e instituições como a Defensoria Popular, dezenas de companheiros foram libertados, mas ainda existem mais de 2.000 encarcerados e os que estão sendo condenados variam de 3 anos a acusações que podem chegar a mais de 20 anos, uma irracionalidade. Esta é nitidamente uma política governamental assassina, dirigida aos companheiros da primeira linha, parte mais avançada da revolução iniciada no ano passado. É uma tentativa de exterminar um setor que foi fundamental para a persistência de nossa luta.

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Nesse sentido, acreditamos que, como classe trabalhadora, temos o dever moral de nos posicionar em apoio a esses companheiros presos. Nos unindo a iniciativas como as da OFAPP (familiares e amigos de presos políticos), Familiares de Santiago 1, Coordinadora 18 de Octubre, entre outras. Essa iniciativa é concretamente se somar à campanha pela liberdade dos presos políticos e exigindo, no mínimo, que o governo mude de medida cautelar para prisão domiciliar.

Para isso, o Movimento Internacional de Trabalhadores, propõe 3 possibilidades:

  • Enviar solicitações às autoridades chilenas para exercer pressão pela mudança de medida cautelar para prisão domiciliar e a liberdade total.
  • Enviar vídeos ou fotos de seus membros com cartazes escritos: Porque a pandemia mata, liberdade aos presos políticos! Ou uma mensagem semelhante.
  • Divulgar esta iniciativa a outros contatos de organizações sindicais ou populares, para poder replicar a campanha e exercer uma maior pressão.

A luta pela liberdade dos presos políticos é uma tarefa ampla e uma demanda democrática básica que nós, como classe trabalhadora, devemos assumir. Esperamos contar com a sua solidariedade.

Abraços de solidariedade do Movimento Internacional de Trabalhadores (MIT)

Tradução: Lena Souza