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Em outubro do ano passado começou um processo revolucionário no Chile que ainda segue aberto. Com a bandeira de: Não são 30 pesos, são 30 anos! as massivas mobilizações de trabalhadores e jovens aprofundaram uma batalha que superou amplamente a consigna inicial do aumento da tarifa do transporte. O estopim chileno acendeu o fogo em toda a extensão latino americana e as mobilizações e greves se estenderam à Colômbia.

Por: PSTU Argentina

A revolução Chilena botou em cheque todo o sistema político no país, e o governo de Piñera a combateu com uma feroz repressão. As imagens e denúncias se estenderam por todo o mundo. Mortos, feridos, manifestantes que perderam sua visão e milhares de presos se repetiram, nas sextas, nas mobilizações da “Plaza de la Dignidad”.

Com a chegada da COVID 19 ao país, as mobilizações foram adiadas. Mas o processo segue aberto, e podemos ver como a primeira linha tomou a luta contra a pandemia em suas mãos organizando atividades de desinfecção. Da mesma forma, a luta pela liberdade dos presos políticos está mais vigente que nunca. Amontoados em presídios onde não se existe medidas de segurança e higiene, milhares de manifestantes que foram detidos e ainda não tem condenação, convivem com presos comuns, porque o Estado decidiu que são “perigosos para a sociedade”.

A situação é desesperadora para os e as ativistas que estão presos e para seus familiares. O governo de Piñera que se nega a dar sequer a prisão domiciliar é completamente responsável pela saúde e a vida dos e das presos/as políticos. Os grandes meios de comunicação, os outros governos e inclusive partidos políticos progressistas não estão refletindo esta terrível situação, construindo um muro para que não se revele este panorama. Por outro lado, aqueles que estão colocando tudo em defesa dos/as lutadores presos são os companheiros e companheiras da Defensoria Popular, que representam a muitos/as dos/as detidos/as e dão a batalha contra o aparelho judicial e policial do Estado. Por este trabalho, María Rivera, dirigente do MIT, (partido irmão do PSTU no Chile) foi ameaçada em inúmeras oportunidades, assim como foi processada pelo comando dos Carabineiros.

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Diante desta conjuntura, o PSTU, junto aos nossos partidos irmãos em todo o mundo, nucleados na Liga Internacional dos Trabalhadores, lançamos uma campanha de solidariedade e colaboração com os lutadores chilenos. Acreditamos que os organismos internacionais de Direitos Humanos, e as organizações sindicais e estudantis precisam se pronunciar imediatamente contra esta arbitrariedade. No Chile violam os Direitos Humanos mais básicos diante da situação catastrófica e pandêmica e não devemos permitir.

A liberdade dos presos e presas políticos tem uma vital importância para o desenvolvimento da revolução chilena. Convidamos a todos/as aqueles que seguiram com simpatia este processo revolucionário para que se somem à campanha. Mandando sua assinatura, tirando uma foto com um cartaz, colando no seu uniforme de trabalho ou doando dinheiro para a campanha. Desta maneira você poderá fazer sua parte para que no Chile mude tudo que precisa ser modificado.

Tradução: Pedro Akangatu