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“A crise climática e ambiental não é produto de um desastre natural. O afã de lucro do capitalismo imperialista é o responsável dessa destruição. O que hoje está acontecendo com a Amazônia é uma trágica prova disso. A selva amazônica está em chamas, os animais estão morrendo queimados, a flora está sendo destruída, o clima está sendo contaminando não somente na região, como a milhares de quilômetros de distância, produto do desmonte enlouquecido promovido para favorecer os lucros de fazendeiros, empresas mineradoras e madeireiras”.

Por PST-Colômbia

20 a 27 de setembro, Greve Mundial pelo Clima

Há alguns meses, uma onda de protestos liderados pela juventude na Europa e Estados Unidos, vem alertando aos trabalhadores e sobretudo, aos maus governos, o desastre ambiental e social. Os ricos são os culpados do aprofundamento da desigualdade social e da contaminação, com impacto em nossa saúde pública, pela apatia de suas políticas de ação e omissão.

“Não há planeta B”, “Mudança do sistema, não mudança climática”, “Rebelemos contra a extinção ecológica já”, “12 anos para salvar a Terra”, “Greve climática”, “Digam a verdade sobre o aquecimento global”, “O capitalismo mata o planeta”, “Declarar emergência climática”, são suas consignas. Exigem nas ruas que os governos diminuam as emissões de dióxido de carbono no transporte e na indústria, cumprir as leis e tratados ambientais e proteger o meio ambiente, prover informação e educação ao povo. Em suma, dado os informes da ONU e da comunidade científica, “fazer algo” para assegurar um futuro sustentável para todos e mudança de rumo civilizatório que não pode ser outro que o socialismo com democracia operária.

A crise ambiental: uma questão de classe

Dizer que a culpa da atual situação é do “comportamento humano” (assim, em geral), ou fundamentalmente dos hábitos de consumo individual é mascarar a realidade. A mudança climática tem responsáveis com nome e sobrenome. Só 100 grandes companhias são responsáveis por 70% das emissões globais. São grandes companhias petrolíferas, energéticas ou extrativistas de carvão e gás. Eles acumulam fortunas gigantescas no bolso de uns poucos, à custa de destruir o planeta.

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A luta ambiental na Colômbia

Nós socialistas vemos como positivas estas iniciativas. Entre elas a convocatória global da “greve mundial pelo clima”. Vemos também que a esta jornada tem que se somar a luta contra o governo de Duque que com seu Plano de Desenvolvimento Nacional (PND) promove o extrativismo e a destruição da natureza em grande escala. Igualmente denunciamos que o assassinato de lutadores sociais, camponeses, indígenas e afrodescendentes nas regiões, é precisamente porque resistem à primeira prova de fogo das políticas não equitativas e poluidoras do capitalismo em seus territórios. Sigamos seu exemplo. Paralisemos o país e as políticas de morte dos de cima.

Chamamos o conjunto da classe trabalhadora urbana, a juventude e os setores oprimidos, as centrais sindicais CUT, CTC e CGT, junto às organizações sociais como a UNEES e Cumbre Agraria, os partidos de esquerda. Todos unidos para lutar por uma verdadeira greve construída desde as bases e um plano de luta que vá até a raiz do problema:

Defesa da soberania nacional e dos recursos naturais! Defender as consultas populares! Proteger as colinas orientais e árvores, pulmão da cidade, não à voracidade imobiliária e ao desmatamento! Suspender Hidroituango e reparar as vítimas! Em defesa da reserva Van Der Hammer! Deter projetos extrativos de La Colosa, expropriar as multinacionais! Defesa da Amazônia, pântanos e rios!

Por uma nova economia social e sustentável a serviço dos trabalhadores e em equilíbrio com a natureza. Derrotar o Plano de Desenvolvimento, Paralisação Nacional e plano alternativo! Não à contaminação do ar e de nossos pulmões. Saúde pública e gratuita para todos. Sim a um metrô elétrico gratuito, não ao Transmilenio com velhos motores Volvo, já em desuso e proibidos em outros países. Salário mínimo de acordo com a cesta básica familiar e diminuição da jornada de trabalho, para combater o desemprego. Nacionalização sob controle operário da indústria energética e do transporte, agroindústria e indústria extrativa! Plano de reconversão e trânsito para energias renováveis!

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Por um governo dos trabalhadores, camponeses pobres e setores populares. Abaixo Duque e o uribismo! Paz, pão e terra! Que os trabalhadores se rebelem contra o mau governo, tomem o poder em suas mãos e expulsem os capitalistas ecocidas e genocidas. Só o povo trabalhador pode salvar o planeta, nosso país e nosso futuro.

Votar em Branco e Organizar a Luta: Por mais que falem de meio ambiente ninguém dos atuais candidatos defende estas medidas, ninguém é a favor de medidas de fundo que mudem o sistema de raiz, alguns são por continuar destruindo em grande escala como os candidatos do Centro Democrático ou Cambio Radical; outros independentes bem intencionados esperam com  tímidas reformas  colocar panos quentes, ou atirar copinhos com agua ao incêndio da Amazônia; alguns candidatos locais com propostas mais radicais não tem garantias para suas vidas e correm o risco constante de serem assassinados.

Chamamos a votar em branco em sinal de protesto e a organizar a luta conformando uma grande unidade pela defesa da natureza e contra os planos de continuar destruindo-a.

JUNTE-SE AO PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES DA COLÔMBIA (PST)

Tradução: Lilian Enck.