COMPARTILHAR

No Brasil e no mundo manifestantes voltarão a tomar as ruas nas principais cidades nesse 20 de setembro, em mais um ato em defesa de direitos e do Meio Ambiente. E nesta segunda-feira (16), em reunião realizada em São Paulo, as Centrais Sindicais determinaram apoio e se integrarão aos atos de 20/9.

Por: CSP Conlutas

Em nota, as Centrais afirmam que integrar esse grande movimento global é necessário “por entendermos que os efeitos catastróficos das mudanças climáticas atingem em cheio a classe trabalhadora, já que a elevação nas temperaturas globais afetará mais as pessoas desfavorecidas e vulneráveis por meio da insegurança alimentar, de preços mais altos dos alimentos, da perda de trabalho, renda e de oportunidades de subsistência”.

As Centrais participam da organização, mas o formato foi acordado a partir das atividades mundiais. Não haverá balões nem caminhão de som. Haverá um palco montado no Masp, na Avenida Paulista em São Paulo.

CONFIRA A NOTA COMPLETA 

O movimento pelas Greves Globais pelo Clima já conta com mais de dois mil protestos confirmados em cerca de 120 países. A CSP-Conlutas e a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas participarão e fortalecem a convocatória, considerando que, em todo o mundo, por meios diferenciados, o que degrada o meio ambiente é o mesmo capitalismo e a busca incessante por lucro.

No Brasil, não nos faltam motivos para protestar. Em oito meses de mandato de Jair Bolsonaro, o que vimos foram centenas de autorizações para exploração na região amazônica, queimadas desenfreadas, afrouxamento da fiscalização do Meio Ambiente, além de demissões e muito deboche às instituições de pesquisa, como o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a profissionais cientistas.

A data trará também os protestos das centrais sindicais contra a Reforma da Previdência, uma vez que poderá ser votada até o dia 18/9. As mobilizações do que foi determinado pelas Centrais como Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em Defesa do Meio Ambiente, Direitos, Educação, Empregos e Contra a Reforma da Previdência, começarão logo no início da manhã, com atos e assembleias nos locais de trabalho, e com participação, na parte da tarde, nos atos já programados nas diversas capitais.

Leia também:  O projeto da CSP-Conlutas se fortalece e se faz ainda mais necessário

Já estão confirmados atos, conforme site oficial da Greve Global pelo Clima, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Piauí e Pará.

Em SP, a Coalização pelo Clima São Paulo, principal organização que planeja – junto a outros movimentos – a mobilização na capital, esta chamando junto com as centrais um ato às 16h, com concentração no Vão do Masp.