O Movimento Internacional dos Trabalhadores – MIT, seção chilena da Liga Internacional dos Trabalhadores – LIT, declaramos nosso apoio irrestrito à greve que hoje, 11 de maio de 2020, 274 trabalhadores começaram na Mina de Guanaco, em Taltal, Antofagasta.

Por: MIT-Chile

A mina realiza extração de ouro e faz parte do conglomerado imperialista “Austral Gold”, cujas operações são realizadas no Chile e na Argentina. Os grevistas representam os dois sindicatos majoritários da empresa e o fato faz parte do processo legal de negociação coletiva. A empresa se recusou a ceder à lista de reivindicações dos trabalhadores, com ênfase especial nas extensas jornadas de trabalho, protegendo-se dos efeitos econômicos da Pandemia. No entanto, a verdade é que a produção da mina Guanaco não parou nem por um único dia e, além do mais, o alto preço do ouro (dois mil dólares por onça) lhe garantiu milhões de lucros.

Existe uma necessidade urgente de mostrar solidariedade a essa greve, cujos trabalhadores fazem parte do processo de luta revolucionária aberta no Chile desde 18 de outubro. Enquanto a pandemia é usada pelos empregadores e seu governo para fazer com que os trabalhadores paguem os custos da crise econômica, esses mineiros mostram que a classe operária chilena está pronta para lutar.

Cercar a greve mineira de Guanaco em solidariedade deve fazer parte da luta de toda a classe operária e do povo chileno. Porque para conquistar as demandas que alimentaram a luta revolucionária do povo chileno, devemos atacar os altos lucros das empresas de mineração nacionais e transnacionais. Aí está o dinheiro para educação, saúde, salários, moradia e todas as nossas demandas.

Infelizmente, as direções sindicais das principais organizações de mineração do país não têm estado à altura das circunstâncias. Os mineiros de Outubro tiveram que lutar a partir de seus bairros e nos dias de folga, e não a partir de seus locais de trabalho. Isso possibilitou a erupção de mitos sobre a suposta ausência dos mineiros em Outubro. No entanto, a verdade é que os mineiros participaram em seus bairros, nas batalhas nas ruas lutando na Primeira Linha, e agora em solidariedade com os trabalhadores da saúde em Antofagasta. Não podemos deixar isolada esta importante batalha no coração da classe operária.

Para resolver definitivamente todas as demandas do movimento dos mineiros, é necessária a unidade das fileiras operárias. Precisamos acabar com a terceirização de mão-de-obra, que cria trabalhadores de primeira e segunda classe nas minas. Devemos avançar na luta pela renacionalização, sem pagamento e sob o controle dos trabalhadores, de toda a mineração no país. Aí está o dinheiro não apenas para os trabalhadores da mineração, mas para toda a classe operária e o povo chileno.

Viva a greve dos mineiros de Guanaco! Pela efetivação de todas as suas demandas!

Tradução: Lena Souza