Há poucas horas faleceu nosso camarada Óscar Ángel, depois de uma dura batalha contra a Covid-19, o vírus e suas consequências venceram seu corpo. Até o último momento, o camarada Óscar estava consciente da batalha que travava, uma batalha contra a morte e, consequentemente, uma batalha contra o próprio capitalismo, responsável por este genocídio.

Com a mesma convicção com que lutou durante décadas pela construção do Partido Socialista dos Trabalhadores, com a mesma moral e integridade revolucionária com que enfrentou os momentos de ascensão e os momentos de retrocesso, bem como as duras crises pelas quais passamos, nosso camarada enfrentou o vírus mortal.

Óscar Ángel, além de militante revolucionário, foi um renomado arquiteto e professor universitário, apaixonado por arte e música. Ele estava convencido de que somente a classe operária com seu partido revolucionário poderia derrotar o capitalismo e a barbárie em que mergulha humanidade. Uma barbárie que ataca a natureza e nega toda a dignidade humana. Por isso, fiel aos seus princípios, construiu e defendeu até o fim o Partido Socialista dos Trabalhadores e a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional, convencido da necessidade de superar a crise da direção revolucionária.

Sempre ao lado da classe operária, acompanhando seus triunfos e derrotas, foi uma figura fundamental para o PST e a LIT desde sua fundação até seus últimos dias, quando ao combater o vírus que atacava seu corpo, mandava mensagens ao partido, chamando a não afrouxar na luta cotidiana pela sua construção. Ele estava convencido da necessidade de construir o PST entre o proletariado, de formar e construir uma nova direção que continuasse a carregar bem alto as bandeiras do legado de Nahuel Moreno, as bandeiras do marxismo e do trotskismo.

A morte de Óscar Ángel é um golpe imenso e doloroso para o PST, para a LIT, para a sua família e para os seus amigos. Um grande dirigente nos deixou, e a melhor homenagem que podemos fazer a ele é continuar com todas as nossas forças na construção do nosso partido.

Perdemos um baluarte da construção do partido internacional para a revolução socialista, portanto, devemos fazer da nossa tristeza, raiva e dor, um acúmulo de coragem e força para continuar o legado político e a tarefa histórica de construir o partido da classe trabalhadora.

Continuaremos com toda integridade no enfrentamento aos exploradores, inimigos de classe e seus governos, fazendo da luta pela revolução socialista a melhor homenagem ao nosso camarada.

Camarada Oscar, até o socialismo sempre!

Partido Socialista dos Trabalhadores – Colômbia