A onda de feminicídios (uma mulher assassinada a cada 23 horas) mostra cada vez mais o abandono do estado. A violência machista e seu combate foram um dos tópicos ausentes no discurso de Alberto Fernández no início das sessões legislativas.

Por: PSTU-Argentina

As ações das forças repressivas servem apenas para exercer violência de classe sobre nossos filhos, imigrantes e pobres, mas nunca para nos “cuidar” como os políticos dos partidos do governo querem nos convencer. Nesta situação extrema, toda organização de bairro, estudantil ou sindical deve se manifestar e executar a autodefesa organizada.

Nós mulheres somos duplamente oprimidas apenas porque somos mulheres. Não só o sistema econômico nos oprime, mas também sofremos a opressão em nossas casas, onde devemos realizar as tarefas domésticas e de cuidados, produto da ideologia machista dominante.

As mulheres são metade da classe trabalhadora e somos, juntamente com as dissidências, as que recebem discriminação e violência de todo esse sistema capitalista que nos explora para obter lucros que beneficiam apenas a alguns poucos. As trans e travestis, além da violência física e sexual, também sofrem a discriminação no trabalho, que muitas vezes os leva à prostituição, colocando em risco suas vidas. Embora exista uma lei de cotas de trabalho travesti regulamentada no ano passado, o mesmo acontece com a lei 26.485 que previne, erradica e sanciona a violência contra as mulheres, com um orçamento insuficiente para a situação atual à qual estamos expostos dia a dia. .

É necessário que em cada sindicato, escola, restaurante popular e em todos os espaços em que estamos, sejamos a vanguarda exigindo que a autodefesa seja um direito para enfrentar a violência masculina.

Os CGTs e os CTAs devem se pronunciar a favor da luta contra o machismo, promover a autodefesa em todas as suas áreas e CHAMAR A # 9M para que seja uma greve geral dos trabalhadores, porque a única maneira de mulheres e dissidências poderem conquistar nossos direitos É nas ruas, junto com a classe trabalhadora, porque as ruas são o único lugar onde podemos arrancar nossas conquistas.

O que fazemos enquanto isso?

Nós nos organizamos nos lugares onde estamos com nosses companheres de trabalho, professorado, nos centros estudantis. Incentivando os/as responsáveis pelas cozinhas populares (sendo este um local onde muitos jovens e mães de famílias de bairros operários estão concentrados), a adquirir técnicas de autodefesa, mas, além da prática, fornecer um conteúdo político teórico do por que da autodefesa organizada. O povo trabalhador têm o direito de se defender, e as mulheres mais ainda, diante dos ataques.

Mas não devemos parar de denunciar e exigir às centrais sindicais o direito de nos defendermos contra ataques machistas.

Nós de Lucha Mujer e do PSTU, disponibilizamos às/aos jovens, mulheres que trabalham/desempregadas e dissidências, as ferramentas que temos para poder, juntos, realizar oficinas de autodefesa para nos armar contra a violência machista.

ORGANIZAR A AUTO-DEFESA NOS LOCAIS DE TRABALHO E ESTUDOS!

LEI DE EMERGÊNCIA CONTRA A VIOLÊNCIA MACHISTA!

MAIOR ORÇAMENTO PARA COMBATER A VIOLÊNCIA MACHISTA COM BASE NO NÃO PAGAMENTO DA DÍVIDA!

RUPTURA COM O FMI!

Tradução: Lena Souza