O Partido Socialista dos Trabalhadores rechaça o vil atentado que a Guarda Indígena sofreu ontem 9 de maio na cidade de Cali, quando indivíduos vestidos à paisana rodeados por uma horda de furiosos uribistas, tentavam impedir a passagem de insumos básicos para o abastecimento da Minga[1] e da própria cidade.

Por: PST-Colômbia

Estes sujeitos que aparecem na mídia como “os cidadãos”, são na realidade paramilitares e polícia à paisana atacando de maneira descarada e à plena luz do dia com armamento letal, causando ferimentos em 9 companheiros, 4 deles gravemente.

Rechaçamos as declarações do Governo que justificam o ataque dizendo que os bloqueios são “violentos” e que essa é a reação natural dos “cidadãos” diante dos mesmos. Este mesmo discurso, repetido pelos meios de comunicação, tem sido acompanhado por uma campanha de desprestígio contra a Minga, com um depreciável tom racista no qual são chamados de maneira desrespeitosa de “índios” e se incentiva a tirá-los da Cidade de Cali onde chegaram para proteger a vida dos manifestantes frente aos ataques constantes da polícia uniformizada e à paisana.

Luisa González, Reuters

Fica evidente que para o Governo e a mídia não é ilegal que civis armados disparem nas ruas, pelo contrario incentivam essa ação. Da mesma forma, fica evidente que para eles cidadãos são os ricos e as pessoas estrato 7, o resto dos colombianos são índios e ralé.

Defendemos como legítima a autoridade da Guarda indígena, e o direito, tanto deles como de todos os manifestantes, de tomar medidas de auto-organização para defenderem-se dos ataques estatais e paraestatais. Por isso mesmo, respaldamos a primeira linha que foi formada e chamamos todos aqueles que fazem parte do processo da paralisação nacional a apoiá-los e defendê-los.

NÃO à estigmatização da Minga e da Primeira Linha

Fora Racistas e Assassinos de Cali

Abaixo Duque Assassino e seu ministro Molano

[1] Em quíchua, a palavra “minga” ou “minka” refere-se à reunião de diversos atores, conhecimentos e ferramentas em busca de um objetivo comum (ndt,).

Tradução: Lilian Enck