Reproduzimos a apresentação e o índice do novo número da Revista Marxismo Vivo.

Aos nossos leitores

Depois de onze meses, voltamos a publicar a Revista Marxismo Vivo – Nova Época, agora em versão digital.

A pandemia do coronavírus nos obrigou, por prudência contra possíveis novos contágios, a parar com a publicação da revista em papel.

No entanto, a decisão de não publicar a revista durante a pandemia entrou em contradição com as necessidades da vanguarda operária e popular, para quem a mesma está dirigida.

A nova situação mundial, marcada pelo coronavírus de um lado e a brutal crise econômica do outro, nos exige levar a cabo estudos profundos de uma realidade que muda todos os dias. Mas, para a análise e a política, se faz necessário que a vanguarda operária e popular se fortaleça teoricamente, pois, como dizia Lenin, sem teoria revolucionária não há política revolucionária.

Por todos os motivos anteriores e porque a pandemia continuará, decidimos publicar esta revista em forma digital.

Em um primeiro momento, a pandemia era uma ameaça à vida de milhões de pessoas, especialmente as mais pobres. Da mesma maneira, a crise da economia capitalista ameaçava também a sobrevivência de um número ainda maior de pessoas.

Hoje a pandemia deixou de ser uma ameaça e se tornou uma realidade. Todos os países do mundo já sofrem suas consequências. Da mesma forma, uma segunda onda deixou de ser uma possibilidade para se transformar em uma realidade, como confirma a atual situação de toda Europa e, por sua vez, há países que já sofrem uma terceira onda, como o Irã.

Num primeiro momento, muitos consideraram que era um exagero falar da possiblidade de milhares de mortos. Mas, quase um ano depois do início da pandemia, os números não deixam dúvidas. Oficialmente já há, em nível mundial, mais de 55 milhões de pessoas contaminadas e mais de um milhão e trezentos mil mortos, cifra que pode chegar, segundo vários especialistas, a mais de cinco milhões, levando-se em conta a subnotificação que existe por parte da maioria dos governos.

Frente a esta realidade, os setores mais pobres, que são as grandes vítimas da pandemia e da crise econômica, depois de um período de refluxo, estão protagonizando levantamentos de massas em muitos países, sendo os Estados Unidos um dos maiores. Por outro lado, esta resposta inicial das massas à ofensiva do capital começa a ter reflexos superestruturais como se pode ver na recente derrota eleitoral de Trump nos Estados Unidos.

Esta nova situação mundial coloca velhos e novos desafios, no terreno programático, aos revolucionários de todo o mundo.

Nossa revista não é e não pretende se transformar em um manual de respostas para cada um dos desafios colocados. Ao contrário, com ela pretendemos abordar os problemas teóricos que estão por trás de cada situação, para ajudar a ter uma compreensão dos mesmos e, desta forma, facilitar respostas políticas.

Enquanto durar a pandemia manteremos a revista em forma digital. Quando a pandemia terminar, veremos se voltamos à edição impressa, se mantemos apenas a edição digital, ou as duas. Em grande medida, a resposta a esta pergunta dependerá do balanço que fizermos sobre a experiência da Marxismo Vivo digital.

Os editores

TEMAS E CONTEÚDOS

08 Aos nossos leitores

10 A questão negra na revolução socialista

Teses sobre a questão negra

Nazareno Godeiro – Brasil

28 A estatização dos meios de produção, é uma medida socialista?

Marcos Margarido – Brasil

30 Engels sobre a nacionalização dos meios de produção

34 A proposta de nacionalização de Lenin em 1917

36 Trotsky e as nacionalizações da década de 1930

39 A política de nacionalização e o controle operário no programa revolucionário

44 Dossiê: A 200 anos do nascimento de Engels

45 Em defesa de Friedrich Engels, em defesa do marxismo

Daniel Sugasti – Paraguai

55 As contribuições de Engels ao marxismo

José Welmowicki – Brasil

57 O primeiro ataque: Lukács

60 Outros críticos

62 O materialismo mecanicista na sua versão stalinista

. uma decorrência da dialética da natureza de Engels?

64 Robert Havemann: o combate ao stalinismo

na ex‐ Alemanha Oriental, apoiado em Engels

66 Engels tinha uma concepção oposta. de Marx

na aplicação da dialética à natureza?

69 Consequências programáticas das distintas críticas à obra de Engels

José Welmowicki – Brasil

78 Rosa Luxemburgo recorre a Engels na luta

contra os reformistas da Segunda Internacional

79 Lenin teria superado Engels e seu ‘mecanicismo’?

83 Trotsky e Engels

85 Por que reivindicar Engels contra os ataques infundados

. decisivo hoje para desenvolver o marxismo?

90 Engels teria se transformado em um reformista ao final da sua vida?

Marcos Margarido – Brasil

92 A relação entre Marx e Engels e o partido alemão

94 O contexto histórico no que Engels interveio

101 O que Engels defendia?

105 O que dizia a Introdução?

111 Engels, o general

Américo Gomes – Brasil

114 A arte da insurreição

115 Guerra Civil norte‐americana

119 Lutas de barricadas

124 Engels e a violência

127 O trabalho militar na Alemanha

129 As conclus.es de Engels sobre a tomada do poder

pelo proletariado

132 Debates Programáticos

133 Não existe uma lógica marxista?

Alicia Sagra – Argentina

135 Lógica dialética como sinónimo de idealismo?

136 As leis da dialética

138 Marx, Engels, Lenin e Trotsky

sobre a dialética materialista

140 Engels: as leis da dialética

142 O método marxista‐ a dialética como método de conhecimento

143 Lenin: Relação dialética ‐ teoria do conhecimento

144 A dialética como método ‐ Aplicação do materialismo dialético à história

145 Relação da dialética com as ciências naturais

145 Trotsky: a dialética como método de conhecimento

146 A dialética materialista e sua aplicação no Materialismo Histórico

148 A luta contra a deformação stalinista

152 Por fim, o que diz Marx de seu método dialético, existe ou não?

156 Com quem debate Gustavo Machado?

156 Algumas perguntas finais

158 As categorias e seus conteúdos

Alejandro Iturbe – Brasil

158 A relação entre análise e definição

159 Trotsky sobre a URSS

160 A relação entre definição e categoria

161 A definição de situação revolucionária de Lenin

162 A análise de Trotsky em 1931

164 A formulação de 1940

165 Moreno retoma a definição de Lenin

166 As diferentes “revoluções de fevereiro”

167 A necessidade de categorias mais flexíveis

168 A contradição na elaboração e o uso das categorias

169 “Os de cima” em nível mundial

171 A “ordem mundial”

172 “Os de baixo”

173 Os quatro primeiros congressos da III Internacional

176 Algumas questões sobre Ditadura do Proletariado

Hans Meyer – Alemanha

179 I ‐ Ditadura do Proletariado: para além da definição social

do Estado

192 II ‐ Ditadura do proletariado, stalinismo e restauração

203 III ‐ A crise do trotskismo diante da restauração capitalista

210 IV ‐ A Ditadura do Proletariado e o nosso programa

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Marxismo Vivo N°16 – Español