Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 25 milhões de abortos inseguros são realizados por ano e pelo menos 22.800 mulheres morrem por causa de complicações durante um aborto inseguro.

Por PT-Costa Rica

Ilegalidade do aborto

Em todo o mundo as mulheres abortam independente se essa prática é legalizada ou não. No entanto, a ilegalidade arrasta as mulheres pobres para o aumento destes dados, ao serem obrigadas a recorrer a procedimentos clandestinos e inseguros para interromper uma gravidez.

A Costa Rica é um dos países onde o aborto não é legalizado e só está permitido quando a vida da mulher está em risco, que é conhecido como aborto terapêutico. Entretanto, não existe uma norma técnica que regule sua aplicação, o que limita a que muitas mulheres possam ater acesso a este direito.

A luta pelo aborto legal, é parte da luta por uma maternidade digna

A descriminalização do aborto é somente um passo necessário para acabar com um problema mais profundo, que são as condições miseráveis em que as mulheres são obrigadas a viver a sua maternidade sob o capitalismo.
Nesse sistema, a maternidade não é uma escolha, as mulheres são obrigadas a serem mães quando são estupradas, quando são crianças,  ou quando não têm acesso à educação sexual ou a contraceptivos para preveni-la. E quando se decide pela maternidade, a falta de recursos econômicos, o pouco acesso à saúde de qualidade, à educação ou ao emprego, impede que elas possam viver a maternidade dignamente.

Na Costa Rica o governo está de mãos dadas com a precariedade

A Costa Rica é um reflexo atual dessas condições. O governo apesar de autodenominar-se defensor dos direitos das mulheres, em poucos meses de gestão deixou claro que não essa pauta não se encontra dentro de suas prioridades.
O presidente Carlos Alvarado, não somente disse que a normativa que regula o acesso ao aborto terapêutico será assinada quando ele acreditar ser o melhor momento, mas, junto com a FA (Frente Ampla) e o PUSC (Partido Unidade Social Cristã) dão prioridade e preparam uma reforma fiscal que será um verdadeiro ataque ao conjunto da classe trabalhadora e em especial às mulheres, que vão viver a pobreza de forma mais profunda.

Continuar as lutas no mundo

Há 28 anos, frente a quantidade de mortes por abortos clandestinos, foi proposta a necessidade de um dia internacional de luta em defesa do aborto legal. Hoje essa luta continua vigente, por isso nós do Partido dos Trabalhadores (PT) nos estaremos participando e convidamos para a manifestação do dia 28 de setembro no Parque Central de São José, onde seguiremos o exemplo das lutas da Argentina e em todo o mundo para se somar ao grito de aborto legal, seguro e gratuito já!

Tradução: Lena Souza