ter jul 23, 2024
terça-feira, julho 23, 2024

41 anos da guerra das Malvinas: recuperar as ilhas

Outro aniversário da guerra nos encontra com o FMI ditando a economia, empresas estrangeiras avançando sobre nossos recursos e fazendeiros ingleses como donos de porções de território; e com os usurpadores das ilhas reforçando a presença militar que apoia essa pilhagem, enquanto saqueiam os recursos do mar. Enquanto isso, para os trabalhadores esse avanço sobre a soberania se traduz em fome, poluição e repressão. É preciso acabar com esse esvaziamento expulsando os imperialistas das Malvinas e de todo o país. Mas isso só pode ser feito pela classe trabalhadora e pelo povo com sua luta.

Por: PSTU Argentina

Há 41 anos, a ditadura genocida fez um movimento desesperado para escapar da crescente fúria popular; lançando uma operação militar que recuperou as Ilhas Malvinas, Sandwich e Geórgias; usurpado pelo imperialismo inglês. E assim, eles desafiaram a ordem mundial imperialista que eles defenderam cometendo todos os tipos de crimes.

Os trabalhadores apoiaram a causa com todas as suas forças; mas ao mesmo tempo rejeitando a ditadura. Milhões de pessoas, cidades inteiras fizeram o mesmo em outros países; vendo a oportunidade de se vingar de séculos de agressão imperialista. No entanto, a classe dominante argentina queria evitar um novo Vietnã por todos os meios; e a ditadura, com a ajuda de peronistas, radicais e da igreja, organizou a derrota, traindo e deixando à própria sorte os milhares de soldados – em sua maioria jovens do serviço militar obrigatório – que resistiram heroicamente à superioridade militar britânica, à falta de recursos e ao sadismo covarde de seus patrões, assim como as amplas massas que se mobilizaram em apoio ao lado argentino.

Uma classe dominante, dominada pelas potências

A ditadura pagou o preço máximo por isso: Galtieri teve que fugir de La Rosada diante da crescente ameaça de um levante popular, e a junta de comandantes foi dissolvida; nomeando Bignone para pactuar a impunidade. Não podia ter sido pior para eles.

Mas, em vez de punir tal traição, os governos posteriores a 1983 decidiram “virar a página”, optando por se humilhar perante as potências mundiais. Assim, os sucessivos governos concordaram não só em permitir o saque por meio da aceitação da dívida externa assumida pela ditadura ou do incentivo às privatizações; mas também renunciaram a aumentar as capacidades militares para defender a soberania, enquanto o Reino Unido reforçava sua presença militar nas ilhas.

E como se não bastasse, os setores do poder se empenharam em impor uma espécie de culpa coletiva, movida pela ideia de que era crime desafiar militarmente a ordem mundial. Esta ideia implicou, entre outras coisas, a estigmatização dos ex-combatentes; tachados de “vítimas” de uma loucura política, para negar-lhes o caráter de heróis que lutaram por uma causa justa e traída. Uma política que foi adotada inclusive por setores que se autodenominam “progressistas” – ou mesmo “de esquerda” – que tentaram colocar um sinal de igual entre os lados, e focar na denúncia da ditadura; ignorando que a Inglaterra é uma potência imperialista com um histórico de invadir países, que a Argentina é uma nação pobre do terceiro mundo, e que desde a ocupação colonial das ilhas, a OTAN projeta seu poder sobre nosso continente.

Na realidade, não se pode esperar outra posição de uma classe dominante como a deste país; que nasceu e cresceu ao ritmo de entregar o país aos caprichos do mercado mundial. Uma classe dominante absolutamente sujeita ao capital estrangeiro; e que geração após geração vai aumentando o jugo colonial que os trabalhadores e o povo pagam com o seu sofrimento. E embora o impacto produzido pelas grandes lutas de 2001 na ordem patronal tenha forçado seus políticos a abandonar a faceta mais extrema dessa política (conhecida como “desmalvinização”), os setores do poder continuam raciocinando como sempre

Fora ingleses das Malvinas! Fora imperialistas da Argentina e do nosso continente!

Foto: Telam Digital

Mas os trabalhadores nunca esqueceram. Não só porque foram seus filhos e filhas que deixaram seu sangue nas Malvinas, mas porque todos os dias enfrentam o imperialismo para defender seus salários, suas condições de trabalho e sua própria terra.

E cabe ao povo trabalhador, com a classe operária na vanguarda, continuar a luta até que termine de expulsar o imperialismo e seus subordinados, não só das Malvinas, mas de todo o país; conseguindo de uma vez por todas acabar com o colonialismo em nosso território, e conquistando uma independência definitiva.

Para isso, é necessário forjar uma nova direção política e sindical para os trabalhadores e para o povo; uma direção que não tenha compromissos com os patrões e a lei, e esteja à altura do heroísmo das massas. O PSTU se dedica à tarefa de construir essa nova direção, e convoca os melhores lutadores e lutadoras para se somar nessa tarefa.

41 anos da guerra das Malvinas: recuperar as ilhas

Outro aniversário da guerra nos encontra com o FMI ditando a economia, empresas estrangeiras avançando sobre nossos recursos e fazendeiros ingleses como donos de porções de território; e com os usurpadores das ilhas reforçando a presença militar que apoia essa pilhagem, enquanto saqueiam os recursos do mar. Enquanto isso, para os trabalhadores esse avanço sobre a soberania se traduz em fome, poluição e repressão. É preciso acabar com esse esvaziamento expulsando os imperialistas das Malvinas e de todo o país. Mas isso só pode ser feito pela classe trabalhadora e pelo povo com sua luta.

Por: PSTU Argentina

Há 41 anos, a ditadura genocida fez um movimento desesperado para escapar da crescente fúria popular; lançando uma operação militar que recuperou as Ilhas Malvinas, Sandwich e Geórgias; usurpado pelo imperialismo inglês. E assim, eles desafiaram a ordem mundial imperialista que eles defenderam cometendo todos os tipos de crimes.

Os trabalhadores apoiaram a causa com todas as suas forças; mas ao mesmo tempo rejeitando a ditadura. Milhões de pessoas, cidades inteiras fizeram o mesmo em outros países; vendo a oportunidade de se vingar de séculos de agressão imperialista. No entanto, a classe dominante argentina queria evitar um novo Vietnã por todos os meios; e a ditadura, com a ajuda de peronistas, radicais e da igreja, organizou a derrota, traindo e deixando à própria sorte os milhares de soldados – em sua maioria jovens do serviço militar obrigatório – que resistiram heroicamente à superioridade militar britânica, à falta de recursos e ao sadismo covarde de seus patrões, assim como as amplas massas que se mobilizaram em apoio ao lado argentino.

Uma classe dominante, dominada pelas potências

A ditadura pagou o preço máximo por isso: Galtieri teve que fugir de La Rosada diante da crescente ameaça de um levante popular, e a junta de comandantes foi dissolvida; nomeando Bignone para pactuar a impunidade. Não podia ter sido pior para eles.

Mas, em vez de punir tal traição, os governos posteriores a 1983 decidiram “virar a página”, optando por se humilhar perante as potências mundiais. Assim, os sucessivos governos concordaram não só em permitir o saque por meio da aceitação da dívida externa assumida pela ditadura ou do incentivo às privatizações; mas também renunciaram a aumentar as capacidades militares para defender a soberania, enquanto o Reino Unido reforçava sua presença militar nas ilhas.

E como se não bastasse, os setores do poder se empenharam em impor uma espécie de culpa coletiva, movida pela ideia de que era crime desafiar militarmente a ordem mundial. Esta ideia implicou, entre outras coisas, a estigmatização dos ex-combatentes; tachados de “vítimas” de uma loucura política, para negar-lhes o caráter de heróis que lutaram por uma causa justa e traída. Uma política que foi adotada inclusive por setores que se autodenominam “progressistas” – ou mesmo “de esquerda” – que tentaram colocar um sinal de igual entre os lados, e focar na denúncia da ditadura; ignorando que a Inglaterra é uma potência imperialista com um histórico de invadir países, que a Argentina é uma nação pobre do terceiro mundo, e que desde a ocupação colonial das ilhas, a OTAN projeta seu poder sobre nosso continente.

Na realidade, não se pode esperar outra posição de uma classe dominante como a deste país; que nasceu e cresceu ao ritmo de entregar o país aos caprichos do mercado mundial. Uma classe dominante absolutamente sujeita ao capital estrangeiro; e que geração após geração vai aumentando o jugo colonial que os trabalhadores e o povo pagam com o seu sofrimento. E embora o impacto produzido pelas grandes lutas de 2001 na ordem patronal tenha forçado seus políticos a abandonar a faceta mais extrema dessa política (conhecida como “desmalvinização”), os setores do poder continuam raciocinando como sempre

Fora ingleses das Malvinas! Fora imperialistas da Argentina e do nosso continente!

Foto: Tela Digital

Mas os trabalhadores nunca esqueceram. Não só porque foram seus filhos e filhas que deixaram seu sangue nas Malvinas, mas porque todos os dias enfrentam o imperialismo para defender seus salários, suas condições de trabalho e sua própria terra.

E cabe ao povo trabalhador, com a classe operária na vanguarda, continuar a luta até que termine de expulsar o imperialismo e seus subordinados, não só das Malvinas, mas de todo o país; conseguindo de uma vez por todas acabar com o colonialismo em nosso território, e conquistando uma independência definitiva.

Para isso, é necessário forjar uma nova direção política e sindical para os trabalhadores e para o povo; uma direção que não tenha compromissos com os patrões e a lei, e esteja à altura do heroísmo das massas. O PSTU se dedica à tarefa de construir essa nova direção, e convoca os melhores lutadores e lutadoras para se somar nessa tarefa.

Tradução: Tae Amaru

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