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domingo, setembro 25, 2022

Em 15 de setembro marchamos: precisamos de unidade para lutar

Neste 15 de setembro, depois de um ano desde que o povo organizado e consciente saiu às ruas de San Salvador para levantar uma voz de protesto e repúdio contra a investida autoritária do governo de Nayib Bukele, estamos prontos para voltar às ruas. Não para celebrar a falsa independência, mas levantar mais uma vez nossa voz de protesto e repúdio contra a tirania que os Bukeles e a nova facção da burguesia dominante estão construindo.

Por: Plataforma da Classe Trabalhadora | E salvador

Mas as condições desta manifestação não são as mesmas, como contexto para esta mobilização temos a sexta aprovação de um regime de exceção que, a sob o pretexto da “Guerra às gangues”, acumula cerca de 70 mil detenções sem garantias processuais. Muitas, entre elas, contra membros de gangues, mas carregando graves violações aos direitos humanos, invadindo as comunidades da classe trabalhadora, espancando mulheres, crianças e idosos, aprisionando também milhares de inocentes, e até líderes sindicais, comunitários, religiosos e sociais. Intimidando e coagindo jornalistas, com escutas telefônicas livres e indiscriminadas, tortura e até a morte de cerca de 80 pessoas em condições desumanas e sem qualquer explicação e responsabilização do Estado. Como a morte recente do companheiro sindicalista da Prefeitura de Mejicanos José Leônidas Bonilla ou as denúncias de violações de direitos relatadas por organizações de direitos humanos, que são mais de 3.000.

Além do regime de exceção e de todas as humilhações a que nos submeteu, temos outro grave problema que aos poucos está minando a vida das famílias pobres e da classe trabalhadora salvadorenha, é o alto custo de vida. Nosso pão para cada dia dos salvadorenho está cada vez mais caro, menor e gera menos sustento, verduras, laticínios, farinhas, grãos básicos, tortilhas, entre outros produtos da cesta básica salvadorenha. O governo tem tomado medidas tímidas, e a única medida efetiva e direta é o subsídio para manter os preços dos combustíveis, medida que beneficia diretamente as empresas importadoras de combustíveis, que recebem esse benefício direto que repassam aos consumidores finais.

Um terceiro elemento que reúne aqueles de nós que #El15SMarchamos é a ameaça de reeleição do presidente Nayib Bukele, mas mais do que a reeleição, é o marcado caminho antidemocrático e autoritário que essa medida toma. E como isso só consolidaria o caráter bonapartismo deste governo que hoje controla todas as instituições e que impõe suas medidas tendo o exército como seu melhor aliado, além de destruir e subjugar qualquer indício de oposição.

Diante desta situação, da Plataforma da Classe Trabalhadora clamamos pela Unidade dos lutadores, para que as colunas que se manifestam neste 15 de setembro abandonem as diferenças e busquem um terreno comum, para deter a investida autoritária do governo de Bukele. Só com a unidade dos que lutam venceremos.

Contra o autoritarismo e o regime de exceção!

Não ao aumento do custo de vida! Por um plano anticrise da classe trabalhadora e do povo pobre!

Não à reeleição, por um novo Estado dos trabalhadores e do povo e sem exploradores!

PELA SEGUNDA INDEPENDÊNCIA CENTRO-AMERICANA

São Salvador 15 de setembro de 2022

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