sáb set 24, 2022
sábado, setembro 24, 2022

Solidariedade com Edu Gallardo. Pela liberdade sindical no Chile

A LIT-QI apoia e compartilha o pronunciamento do Sindicato Interempresa dos Trabalhadores da Mineração – SIM pedindo a mais ampla campanha pelo direito à liberdade sindical, e a imediata reintegração de Edu Gallardo.

O Sindicato Nacional Interempresa dos Trabalhadores da Mineração, 18 de outubro, SIM 18 O, foi criado em 29 de outubro de 2021, após processo de votação iniciado no dia 12 do mesmo mês, com maior presença entre os trabalhadores subcontratados da estatal Codelco e mineração privada em todo o país. A primeira diretoria eleita é composta pelos seguintes companheiros:

Edward Gallardo Basay. Operador Jumbo/Simba. Presidente.

Franco Barrios Moreira. Operador Jumbo. Vice-presidente.

José Rojas Milla. Operador Jumbo. Secretário geral.

Alejandro San Martin Chuva. Operador de guindaste. Tesoureiro Nacional.

Oscar Palomino Espinoza. Mestre Aço de Perfuração. Diretor Nacional.

Após a criação do SIM, as empresas Acciona Ossa Pizzarotti e Geovita Salfa Corp., procederam à demissão ilegal de três dirigentes sindicais, Edu, Franco e Oscar, e a um companheiro de base do sindicato, a fim de intimidar e desmoralizar e interromper a adesão. O sindicato inicia imediatamente a defesa de seu sócio e dirigentes, depois de um tempo e contra a ineficácia da fiscalização do trabalho de Calama, o caso é levado a tribunal, onde e por pertencerem a empresas diferentes, a causa de Edu é separada da de Oscar e Franco. Pois bem, no caso de Franco e Oscar, consegue-se a reintegração dos companheiros e o pagamento dos cinco meses de salário devidos. A reintegração e os respectivos pagamentos do companheiro de base, Benjamin, também são alcançados. Este é um grande triunfo para o SIM, embora Benjamín decida não retornar à empresa, cansado depois de muitos anos nas minas, mas sai grato ao SIM. Quanto a Franco e Oscar, estão em processo de retorno aos seus turnos.

Em relação ao nosso presidente, Edu, o processo judicial continua, mas temos certeza da vitória e, portanto, de seu retorno ao trabalho. Pela mesma razão, incentivamos nossas bases a se manterem unidas e organizadas e convocamos os e as trabalhadores/as da mineração a continuarem se filiando ao SIM.

Apesar dos ataques que as empresas têm realizado, este sindicato, que se mobilizou por esta e outras razões no ambiente de trabalho, continua a crescer e a construir-se na base. Estamos realizando negociações coletivas nas minas e preparando as próximas com muita força. É por isso que chamamos nossas bases e os que estão entrando, a confiar nesta organização, que se levanta a partir da indignação contra todas as políticas antioperárias dos patrões, contra as burocracias sindicais e as más práticas e contra a espoliação de direitos e benefícios dos últimos anos, tanto nos direitos trabalhistas reduzidos pelos atuais licitações, como nas coletivas, incluindo o próprio acordo base, que não foi aprimorado desde 2013 e que não é aplicado na Chuqui subterrânea. Tudo isso devemos recuperar e é por isso que esse sindicato se organiza. O SIM leva adiante um programa sindical e político que inclui a luta constante pelo respeito aos direitos de seus membros e pela melhoria das condições econômicas, trabalhistas e ambientais inerentes ao trabalho e às demandas coletivas baseadas nos métodos históricos da luta de classes. Impulsionamos também a luta contra a subcontratação, contra o Código do Trabalho, pelo direito à greve sem condições, pela negociação por ramo de produção e uma tarifa nacional para a mineração, para acabar com as AFPs e a batalha central que temos levado, com Edu liderando na Constituinte e em todos os lugares, pela nacionalização das grandes mineradoras, sem indenização, sob o controle dos trabalhadores e das comunidades, para cobrir todas as necessidades do povo como moradia, saúde, educação, aposentadorias, emprego, salário, etc. .

Em relação aos ataques antissindicais, estamos iniciando uma ampla e internacional campanha pela reintegração de nosso presidente, pelo direito democrático de organização e pela mais absoluta liberdade sindical. É nesse contexto que começaremos a receber vídeos e fotos de apoio, realizaremos dias de solidariedade e camaradagem para ir em apoio ao Edu que está sem salário há mais de seis meses. Toda uma rede de ajuda será articulada a partir dos canteiros de obras e em nível internacional. Não descartamos ações de mobilização contra esses ataques dos patrões. Em breve convidaremos para formar o Comitê para a liberdade sindical.

Chamamos abertamente às organizações sindicais, em todos os níveis, organizações sociais e políticas, culturais, estudantis, trabalhadores de base, a se unirem nesta campanha em favor da liberdade sindical e respeito ao direito democrático dos trabalhadores de se organizar.

Como sindicato, não podemos nos abstrair e muito menos nos calar diante da criminalização e repressão do Estado através de sua polícia contra os trabalhadores subcontratados da ENAP, e levantamos nossa voz para repudiar esses fatos e apoiar os trabalhadores em todas as suas demandas. O regime de subcontratação é injusto e regressivo, separando os trabalhadores em categorias. Isso não pode continuar. É por isso que convocamos a lutar por um de nossos eixos programáticos como sindicato, que é acabar com a subcontratação.

Finalmente, conclamamos os trabalhadores do Chile a se organizarem para lutar, porque nenhum governo e nenhuma constituição nos dará nada de graça, devemos conquistar nossas demandas e para isso devemos nos unir, coordenar e lutar juntos.

Finalizamos exigindo do consórcio hispano-italiano que dirige Ossa Pizzarotti a reintegração imediata de nosso companheiro Edu e solicitamos ao governo que respeite, impulsione e faça as empresas e a Codelco cumprirem a liberdade sindical e o direito de organização dos trabalhadores. Ao próprio governo e ao Ministério do Trabalho e suas instituições a colocar em prática o direito democrático dos trabalhadores de se organizar e reintegrar o camarada Edu em suas funções, respeitando o direito ao trabalho acordado.

Pela liberdade de associação, pelo direito de sindicalização e organização, pelo direito de eleger e ser eleito como dirigentes e delegados sindicais, pelo direito de realizar o trabalho acordado. Reintegração já de Edu Gallardo e o pagamento do seu salário!!!

Viva os sindicatos, viva os trabalhadores organizados, abaixo da subcontratação!!

SINDICATO NACIONAL INTEREMPRESA DE TRABALHADORES DA MINERAÇÃO E OUTROS, 18 DE OCTUBRE.  SIM 18-O

Santiago, 16 de maio de 2022.

Vídeo de Edu Gallardo Basay divulgando a situação em que se encontra após ter sido ilegalmente separado de seu trabalho como operador de Jumbo na chuqui subterrânea e convocando para participar desta ampla campanha pelo direito à liberdade de associação, reintegração imediata de Edu Gallardo.

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