{"id":14839,"date":"2013-05-02T23:20:55","date_gmt":"2013-05-02T23:20:55","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-05-02T23:20:55","modified_gmt":"2013-05-02T23:20:55","slug":"unir-a-classe-e-o-desafio-da-nova-direcao-do-sindicato-dos-estivadores-do-centro-e-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/unir-a-classe-e-o-desafio-da-nova-direcao-do-sindicato-dos-estivadores-do-centro-e-sul\/","title":{"rendered":"Unir a classe \u00e9 o desafio da nova dire\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><i><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"160\" hspace=\"3\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/Estivadoresgreve_315_210.jpg?resize=240%2C160\" vspace=\"3\" width=\"240\" \/>&nbsp;<\/i><\/b><b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><i><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">&ldquo;No dia que estivermos todos juntos nesse combate, a segunda batalha n&atilde;o vai ser ganha pelo governo.&rdquo;<\/span><\/i><\/b><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Tomou posse no dia 19 de abril a chapa vencedora na recente elei&ccedil;&atilde;o para o Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, presidida por Ant&oacute;nio Mariano.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"color: rgb(51, 51, 51); font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Os membros da sua chapa estiveram ao lado da anterior diretoria, presidida por Vitor Dias, na greve &agrave;s horas extraordin&aacute;rias que marcaram a agenda pol&iacute;tica do pa&iacute;s durante os &uacute;ltimos quatro meses do ano passado. Uma greve dura e radicalizada, que enfrentou a patronal dos portos, o governo e a campanha cerrada de grande parte dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, que tentava desacreditar a imagem e a luta dessa classe profissional. O objetivo da luta foi impedir a aprova&ccedil;&atilde;o de uma nova lei do trabalho portu&aacute;rio, cuja finalidade &eacute; implantar a precariedade e os baixos sal&aacute;rios nos portos portugueses, a exemplo do que j&aacute; acontece em Sines e Leix&otilde;es. A lei acabou por ser aprovada em dezembro, e a greve foi suspensa, mas os trabalhadores portu&aacute;rios comprometem-se a n&atilde;o baixar a guarda. Entrevistamos Ant&oacute;nio Mariano, o novo presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, para saber o que pretendem fazer.<\/span><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Por que duas listas a concorrer &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do sindicato? <\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Penso que o que est&aacute; em causa essencialmente s&atilde;o diferentes estilos de atuar na vida sindical. Porque os elementos tanto de uma chapa quanto de outra, e os estivadores coletivamente, andaram nesta luta que travamos em 2012 perfeitamente unidos e defendendo o mesmo, que era a rejei&ccedil;&atilde;o daquela lei de trabalho portu&aacute;rio, que o governo quis e acabou por aprovar em dezembro. Andamos todos juntos nesse processo de luta. Mas, como em tudo, as pessoas e grupos t&ecirc;m diferentes estilos de atua&ccedil;&atilde;o. Concretamente, no meu caso, o que defendi foi uma determinada visibilidade, uma maior informa&ccedil;&atilde;o para a opini&atilde;o p&uacute;blica daquilo que estava se passando, o que penso que n&atilde;o foi totalmente conseguido nesse processo. O Sindicato dos Estivadores, embora tivesse tido um processo bastante longo de luta, n&atilde;o foi muito esclarecedor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; luta que desenvolv&iacute;amos, evidentemente por culpa da comunica&ccedil;&atilde;o social, controlada pelos grupos econ&ocirc;micos e pelo poder pol&iacute;tico. Mas, mesmo assim, penso que muito mais coisas poderiam ter sido feitas. E tamb&eacute;m pelo estilo de formas de luta. Sou defensor de processos reivindicativos mais pr&aacute;ticos e eficientes e n&atilde;o t&atilde;o arrastados no tempo como foi o nosso processo de luta. Depois, porque relativamente a essa efici&ecirc;ncia que se pretende na a&ccedil;&atilde;o de um sindicato, penso que h&aacute; muitos aspectos para serem melhorados, nomeadamente na unidade de todos os estivadores a n&iacute;vel nacional. E esse foi tamb&eacute;m um aspeto que n&atilde;o foi devidamente acompanhado, e deveria t&ecirc;-lo sido.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Por que a luta foi suspensa em dezembro?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Em termos estrat&eacute;gicos, n&atilde;o valeria a pena naquelas condi&ccedil;&otilde;es, continuar com uma luta quando todas as cargas estavam sendo desviadas dos portos que estavam em luta. Pela forma progressiva, e n&atilde;o eficiente, talvez, como essas formas de luta foram feitas, deu tempo para os armadores desviarem as cargas. Em dezembro fomos obrigados, entre aspas, a suspender as formas de luta; t&iacute;nhamos a lei aprovada, temos agora um ano para a negocia&ccedil;&atilde;o do contrato coletivo de trabalho, n&atilde;o valeria a pena estar nos desgastando mais enquanto n&atilde;o organizassemos a n&iacute;vel nacional e internacional uma resposta mais efetiva. A n&iacute;vel nacional juntar todos os estivadores nesse processo, e a n&iacute;vel internacional encontrar formas eficientes de o fazer. Isso correspondeu a um aliv&iacute;o da tens&atilde;o que n&oacute;s pr&oacute;prios est&aacute;vamos criando, temosno&ccedil;&atilde;o disso. Embora fosse uma greve em que praticamente todos os dias trabalhamos um turno; e conseguimos provar com isso que faltavam trabalhadores nos portos. Mas, claro, face a essas pol&iacute;ticas que s&atilde;o de destrui&ccedil;&atilde;o do emprego, isso n&atilde;o convenceu os governantes, cujos objetivos eram exatamente opostos, criar precariedade. Mas os estivadores n&atilde;o est&atilde;o esquecidos nem est&atilde;o parados, e os portuguesestamb&eacute;m n&atilde;o est&atilde;o. Est&aacute; nessemomentoem curso um processo crescente de reivindica&ccedil;&atilde;o e exig&ecirc;ncia para que esse governo se demita. Como estivador e como cidad&atilde;o tamb&eacute;m estou lateralmente envolvido nesse movimento de criar condi&ccedil;&otilde;es para manifesta&ccedil;&otilde;es de protesto.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">A divis&atilde;o nacional foi, portanto, um elemento importante a fragilizar a vossa luta.<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Basicamente, houve sindicatos e portos e estivadores que fragilizaram essa nossa greve, ao trabalharem em outros portos com as cargas que foram desviadas dos portos que estavam em greve. Isso &eacute; algo que tem de ser previamente muito bem organizado para que n&atilde;o possa acontecer. Se houvesse unidade nacional dos estivadores, n&atilde;o conseguiriam ter aprovado a lei, porque n&atilde;o seriam os portos espanh&oacute;is que fariam escoar as nossas cargas. &Eacute; uma quest&atilde;o chave.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">E depois tamb&eacute;m penso que a n&iacute;vel internacional, embora tivesse havido apoio e uma manifesta&ccedil;&atilde;o internacional muito forte e muito grande como aconteceu no dia 29 de novembro, penso que a&iacute; tamb&eacute;m h&aacute; muito mais a fazer, no sentido de tornar esse apoio muito mais eficaz do que passar s&oacute; por 1 hora de paralisa&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel europeu, ou duas, ou por uma manifesta&ccedil;&atilde;o. A&iacute; tem de avan&ccedil;ar para outras formas de solidariedade e apoio, que t&ecirc;m de ser organizadas, t&ecirc;m de ser faladas com as diferentes organiza&ccedil;&otilde;es internacionais. A&iacute; tamb&eacute;m h&aacute; muito a fazer, e a minha chapa pensa que est&aacute; em melhores condi&ccedil;&otilde;es para desenvolver todo esse processo de uma forma mais eficaz.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Como foi a participa&ccedil;&atilde;o dos estivadores no processo eleitoral?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Do universo que poderia votar, cerca de 80% ter&atilde;o votado, o que &eacute; uma boa participa&ccedil;&atilde;o. Somos menos de 400 estivadores, no Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tr&aacute;fego e Conferentes Mar&iacute;timos do Centro e Sul de Portugal, ou seja, o nosso sindicato representa os estivadores de Figueira da Foz, Lisboa, Set&uacute;bal e uma parte dos estivadores de Sines.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 7.5pt 0cm;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Como diz&iacute;amos no nosso programa de a&ccedil;&atilde;o, havia de fazer alguma mudan&ccedil;a, porque a atual equipe j&aacute; estava &agrave; frente do sindicato h&aacute; sete anos, portanto os s&oacute;cios entenderam que era hora de mudar, embora, no meu caso concreto, seja um regresso, porque j&aacute; tinha sido presidente do sindicato de 2002 a 2005.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Temos muita participa&ccedil;&atilde;o nas plen&aacute;rias, nas assembleias, temos muita liga&ccedil;&atilde;o entre n&oacute;s, conhecemo-nos bem, mas, como qualquer grupo profissional, pol&iacute;tico ou social, temos as nossas diverg&ecirc;ncias. A nossa &ldquo;Assembleia da Rep&uacute;blica&rdquo;, no que diz respeito &agrave; nossa profiss&atilde;o, s&atilde;o as nossas assembleias. &Eacute; l&aacute; que discutimos, que debatemos, &agrave;s vezes com bastante vivacidade, as nossas diverg&ecirc;ncias. Mas quando se trata de processos de luta, ent&atilde;o com a dimens&atilde;o do que aconteceu em 2012, essas diverg&ecirc;ncias n&atilde;o afetam o nosso comportamento exterior. Pelo menos n&oacute;s temos essa pr&aacute;tica, como o sindicato dos estivadores mais antigo de Portugal, aparecemos em 1896. Se &eacute; tomada a decis&atilde;o de ir para uma greve, todos vamos para essa greve. Se n&atilde;o &eacute; tomada essa decis&atilde;o, n&atilde;o vamos. Temos essa pr&aacute;tica de unidade na a&ccedil;&atilde;o, que &eacute; essencial. Se a temos a n&iacute;vel do nosso sindicato, &eacute; evidente que querer&iacute;amos t&ecirc;-la a n&iacute;vel nacional.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Como pensam em conseguir essa unidade nacional?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">A&iacute; h&aacute; muito a fazer, essencialmente em dois portos, com realidades diferentes. Em Leix&otilde;es, onde h&aacute; uma dire&ccedil;&atilde;o sindical que defende uma realidade trabalhista prec&aacute;ria, ou, se n&atilde;o a defende, permite-a. Em Leix&otilde;es temos de fazer uma aproxima&ccedil;&atilde;o com os trabalhadores, porque n&atilde;o pensamos que na estrutura de dirigentes sindicais haja alguma mudan&ccedil;a a fazer, porque as posi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o completamente diferentes. Ao n&iacute;vel dos trabalhadores &eacute; que devemos explicar que n&atilde;o &eacute; aquele o caminho. A realidade de Sines &eacute; um pouco diferente, tem a ver com o fato de em Sines estar operando um armador de Singapura, com pr&aacute;ticas sindicais que n&atilde;o s&atilde;o propriamente europeias, em que os trabalhadores, quando assinam a admiss&atilde;o na empresa &#8211; admiss&atilde;o em termos prec&aacute;rios -, praticamente em simult&acirc;neo assinam a sua ades&atilde;o ao sindicato da empresa. Como fazem em Singapura, eles s&oacute; est&atilde;o passando para c&aacute; o modelo asi&aacute;tico. Temos de ter uma aproxima&ccedil;&atilde;o com os trabalhadores, mas tendo a no&ccedil;&atilde;o que existe uma alta precariedade ali instalada e uma elevada fragilidade daquele coletivo profissional, &eacute; um sindicato muito novo, &eacute; de 2005\/2006.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Como analisam o resultado da greve frente &agrave;s horas extraordin&aacute;rias em 2012? &Eacute; poss&iacute;vel comparar, resguardadas as devidas propor&ccedil;&otilde;es, essa luta dos estivadores com a dos mineiros brit&acirc;nicos contra Tatcher em 1984?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Os mineiros foram derrotados, e no nosso caso n&atilde;o considero que tenha havido uma derrota, nem comparo Passos Coelho com a Tatcher, pois, mesmo a esse n&iacute;vel, &eacute; um aprendiz e um incompetente. Porque n&atilde;o &eacute; um l&iacute;der. Tatcher provavelmente arrastou muita gente atr&aacute;s dela pelas suas convic&ccedil;&otilde;es, Passos Coelho &eacute; arrastado pela convic&ccedil;&atilde;o reinante no grupo de amigos, portanto n&atilde;o estamos falando da mesma coisa. No nosso caso, vit&oacute;ria n&atilde;o foi, evidente, mas face ao cen&aacute;rio que estava criado, enfim, &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es desse governo, que pretendeu claramente usar os estivadores como um exemplo de coletivo profissional, que eles, dentro de sua perspectiva ideol&oacute;gica, iriam quebrar, em termos de organiza&ccedil;&atilde;o&#8230; E eles elegeram os estivadores como alvo a abater. Nesse sentido, eles conseguiram o que queriam, rodeados de uma m&aacute;quina da comunica&ccedil;&atilde;o social, assessorada por gabinetes de comunica&ccedil;&atilde;o, que t&ecirc;m por tr&aacute;s tamb&eacute;m gabinetes de advogados que est&atilde;o envolvidos com eles, os pr&oacute;prios grupos econ&ocirc;micos que t&ecirc;m interesse no setor que com certeza tamb&eacute;m apoiaram, todo esse processo, era uma luta um pouco desigual, em que t&iacute;nhamos, no in&iacute;cio pelo menos, toda a opini&atilde;o p&uacute;blica contra n&oacute;s, atrav&eacute;s das mentiras e cal&uacute;nias que lan&ccedil;aram contra os estivadores. Era uma guerra um pouco desigual, mas que n&oacute;s travamos. Penso que poder&iacute;amos ter sido muito mais convincentes. Essa &eacute; uma das raz&otilde;es b&aacute;sicas porque eu concorri agora nesse processo eleitoral.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">De que forma mais convincentes?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Como os jornais nunca iriam dizer aquilo que n&oacute;s gostar&iacute;amos que fosse dito, normalmente escolheriam das nossas declara&ccedil;&otilde;es as partes menos interessantes, ou muitas vezes n&atilde;o passavam nada, foi muitas vezes discutido internamente que se deveria comprar espa&ccedil;o nas p&aacute;ginas dos jornais. Porque uma coisa &eacute; distribuir os panfletos no Cais do Sodr&eacute;, no Rossio, que mesmo assim chegaram a milhares de pessoas, e outra coisa &eacute; usar os grandes &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social para fazer chegar a mensagem a muito mais gente e ao pa&iacute;s todo. Mas isso s&oacute; foi feito uma &uacute;nica vez nesses quatro meses de maior agita&ccedil;&atilde;o. Poderia ter sido muito melhor desmontada essa cabala contra n&oacute;s. Estou lembrando de muitos outros casos em que poderia ter sido utilizado o direito de resposta que est&aacute; previsto na lei, e que tamb&eacute;m nunca foi utilizado pelo meu sindicato, como forma de desmentir essas mentiras e cal&uacute;nias. Por isso &eacute; que eu digo que muito mais coisas poderiam ter sido feitas no sentido de permitir que essa campanha pudesse ter sido desmontada, e que a opini&atilde;o p&uacute;blica percebesse melhor que o ataque que estava sendo feito aos estivadores n&atilde;o era s&oacute; aos estivadores, era um ataque a todos os trabalhadores portugueses. A lei que iria ser aprovada iria provocar a precariedade no coletivo dos estivadores. Tanto isso &eacute; verdade que passado pouco tempo depois da aprova&ccedil;&atilde;o da lei, no final de dezembro, j&aacute; t&iacute;nhamos 18 trabalhadores efetivos permanentes despedidos. N&oacute;s sab&iacute;amos que essa lei ia criar condi&ccedil;&otilde;es para isso, e a denunciamos, mas n&atilde;o com a devida amplitude que tinha de ser feita.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">A campanha negativa que foi feita contra n&oacute;s permitiu aos estivadores que est&atilde;o filiados a sindicatos que n&atilde;o acompanham o nosso processo reivindicativo terem alguma desculpa para n&atilde;o se sentirem envolvidos. Como s&atilde;o ditas mentiras sobre n&oacute;s, &eacute; evidente que eles n&atilde;o sabendo se s&atilde;o verdade ou mentira n&atilde;o v&atilde;o querer estar envolvidos no mesmo processo de luta. Todo esse envenenamento tamb&eacute;m serve para afastar os nossos companheiros de outros portos que eventualmente n&atilde;o est&atilde;o bem informados relativamente ao que se passa nos portos em luta.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Houve apoio do movimento sindical?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">A UGT colocou-se ao lado do governo nesse ataque, como mais tarde o PS o fez, ao votar ao lado da maioria a favor da lei; a CGTP, embora tiv&eacute;ssemos andado em muitas manifesta&ccedil;&otilde;es, tivesse havido apoio rec&iacute;proco e sindicatos da CGTP que andaram junto conosco, como o sindicato dos pilotos, em termos mais globais, de apoio, de luta, nunca aconteceu muito. Mas se calhar n&atilde;o estranhamos, pois n&atilde;o estamos filiados a nenhuma central. Embora saibamos que o que est&aacute; nos acontecendo, ou o que pretendem que aconte&ccedil;a aos estivadores, &eacute; para aplicar a todos os setores de servi&ccedil;os. &Eacute; evidente que as centrais sindicais, principalmente a CGTP, poderiam ter aproveitado a nossa mobiliza&ccedil;&atilde;o e o nosso processo de luta. Mas &eacute; evidente que tivemos o apoio inequ&iacute;voco da CGTP.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">N&atilde;o houve uma derrota, mas tamb&eacute;m n&atilde;o houve uma vit&oacute;ria. Houve um empate?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Houve uma primeira batalha perdida. Podemos considerar assim porque, embora a lei esteja aprovada, o processo n&atilde;o acabou a&iacute;. A quest&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho j&aacute; vai mais longe, porque na sequ&ecirc;ncia disso, em mar&ccedil;o, os empregadores de Lisboa e da Figueira da Foz denunciaram os contratos coletivos de trabalho e os protocolos que tinham assinado com o sindicato ao longo dos &uacute;ltimos 20 anos. E portanto, &eacute; mais um aspecto em que eles est&atilde;o pretendendo destruir o edif&iacute;cio organizativo laboral. &Eacute; a lei, s&atilde;o os contratos, s&atilde;o os acordos laterais a esses contratos que nesse momento querem subverter. Denunciaram e apresentaram uma proposta, no caso de Lisboa e de Figueira, com uma s&eacute;rie de cl&aacute;usulas que basicamente dizem que a partir de agora s&atilde;o as empresas que mandam em tudo. Os sindicatos passam a figuras decorativas. Por exemplo, fazem propostas de sal&aacute;rios que s&atilde;o 1\/3 dos sal&aacute;rios que est&atilde;o em vigor. Hoje em dia um trabalhador no topo da carreira, que tem um sal&aacute;rio base por volta de 1.700 euros, que nesse momento s&oacute; se atinge ao fim de 17 anos, a proposta que as entidades empregadoras fazem &eacute; de um sal&aacute;rio de 550 euros, e se for coordenador 900. Esta &eacute; a proposta que o sindicato tem um m&ecirc;s para responder. E depois teremos mais tempo para negociar. Para al&eacute;m de pretenderem precarizar a profiss&atilde;o, pretendem um rebaixamento brutal de sal&aacute;rio. Num setor privado que eu diria que &eacute; dos mais rent&aacute;veis e dos mais ricos do pa&iacute;s, que &eacute; o setor da movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas nos portos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Est&aacute; prevista muita luta para responder a isso?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Sim, a nossa unidade continua intacta. &Eacute; claro que, tendo o edif&iacute;cio legislativo e contratual todo minado, o que nos resta &eacute; a nossa for&ccedil;a de trabalho, &eacute; continuarmos a ter o controle, ou uma parte do controle, sobre o trabalho que desenvolvemos. Essa &eacute; a nossa grande for&ccedil;a. H&aacute; muito a fazer a n&iacute;vel nacional, em termos de tornar essa unidade muito mais abrangente, e h&aacute; muito a fazer em termos da organiza&ccedil;&atilde;o internacional [o Sindicato dos Estivadores &eacute; filiado ao International Dockworkers Council (IDC), com sede em Barcelona] a que pertencemos, e que historicamente sempre teve um papel decisivo nessa luta. E &eacute; bom n&atilde;o esquecer que o que se passa em Portugal est&aacute; neste momento se passando por todo o mundo. Aqui na Europa temos problema em Tilbury, um porto ingl&ecirc;s, onde est&aacute; sendo constru&iacute;do um terminal da DP World, do governo de Dubai, como o que temos em Sines &eacute; do governo de Singapura; existem problemas em Espanha, onde a Comiss&atilde;o Europeia pretende colocar em causa a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho; existem problemas na Gr&eacute;cia, no porto do Pireu, onde uma empresa chinesa conseguiu que o governo grego lhe cedesse um dos terminais onde pratica condi&ccedil;&otilde;es muito inferiores aos restantes trabalhadores gregos; temos neste momento em curso uma greve que entrou na terceira semana no porto de Hong Kong, dominado por um dos homens mais ricos da &Aacute;sia, mas onde os trabalhadores n&atilde;o s&atilde;o aumentados h&aacute; quinze anos; &eacute; bom n&atilde;o esquecer que o porto de Hong Kong &eacute; o terceiro maior do mundo em termos de movimento de carga; temos problemas no Brasil, onde a presidente Dilma quer modificar em grande parte a legisla&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, e isso vai afetar com certeza os estivadores, que est&atilde;o a entrar em processo de luta nos diversos portos brasileiros; em Vancouver, no estado de Washington, um dos grandes grupos econ&ocirc;micos asi&aacute;ticos n&atilde;o permite desde fevereiro que os estivadores entrem no terminal para substituir os outros, h&aacute; um processo de lockout&#8230; Isso tudo para dizer que um pouco por todo o mundo h&aacute; um ataque generalizado aos estivadores, por ser uma das profiss&otilde;es mais organizadas, um setor mais estrat&eacute;gico da economia, e que s&atilde;o de alguma forma uma areia na engrenagem do capital. Por isso h&aacute; esse ataque mundial. Mas os estivadores est&atilde;o tamb&eacute;m organizados a n&iacute;vel mundial, e ir&atilde;o come&ccedil;ar a ser dadas respostas a esses casos em que os grupos econ&ocirc;micos est&atilde;o atacando os direitos dos estivadores. Portanto, eu tamb&eacute;m prevejo que a&iacute; as formas de luta e solidariedade possam vir a intensificar-se.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Que mensagem enviaria aos estivadores dos portos que n&atilde;o aderiram &agrave; vossa luta em 2012?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 51);\">Quero fazer chegar a mensagem de que todos t&ecirc;m a ganhar com a vit&oacute;ria dos estivadores de Lisboa, Set&uacute;bal, Figueira da Foz, Aveiro. Que s&atilde;o os portos onde se praticam as melhores condi&ccedil;&otilde;es, contratuais, remunerat&oacute;rias. Porque quando essas condi&ccedil;&otilde;es desaparecerem, se um dia desaparecerem, porque n&oacute;s vamos lutar sempre contra isso, esses estivadores de portos que t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es mais prec&aacute;rias, baixos sal&aacute;rios, falta de regras, falta de condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, esses trabalhadores nunca mais ter&atilde;o um referencial onde chegar, v&atilde;o estar condenados a viver nessas condi&ccedil;&otilde;es mais desumanas toda a vida. &Eacute; por a&iacute; que temos de os trazer para a luta. Faz&ecirc;-los ver que todos temos a ganhar com uma organiza&ccedil;&atilde;o nacional. No dia que estivermos todos juntos nesse combate, a segunda batalha n&atilde;o vai ser ganha pelo governo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%;\">Fonte: http:\/\/www.mas.org.pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=591:unir-a-classe-e-o-desafio-da-nova-direcao-do-sindicato-dos-estivadores-do-centro-e-sul&amp;catid=86:nacional&amp;Itemid=537<\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&ldquo;No dia que estivermos todos juntos nesse combate, a segunda batalha n&atilde;o vai ser ganha pelo governo.&rdquo; Tomou posse no dia 19 de abril a chapa vencedora na recente elei&ccedil;&atilde;o para o Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, presidida por Ant&oacute;nio Mariano.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":26591,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"litci_post_political_author":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2883],"class_list":["post-14839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-archive","tag-portugal-2"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/Estivadoresgreve_315_210.jpg?fit=315%2C210&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/Estivadoresgreve_315_210.jpg?fit=315%2C210&ssl=1","categories_names":["Archive"],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}