{"id":14489,"date":"2013-09-13T11:58:53","date_gmt":"2013-09-13T11:58:53","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-09-13T11:58:53","modified_gmt":"2013-09-13T11:58:53","slug":"a-criminosa-intervencao-imperialista-encontra-dificuldades-a-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/a-criminosa-intervencao-imperialista-encontra-dificuldades-a-cada-dia\/","title":{"rendered":"A criminosa interven\u00e7\u00e3o imperialista encontra dificuldades a cada dia"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"164\" hspace=\"4\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/rechazo_siria.jpg?resize=293%2C164\" vspace=\"6\" width=\"293\" \/>H&aacute; poucas semanas a interven&ccedil;&atilde;o imperialista &ldquo;limitada e pontual&rdquo; sobre a S&iacute;ria parecia iminente. &ldquo;Decidi que os EUA devem atuar militarmente na S&iacute;ria&rdquo;, anunciava um Obama desafiador, e, mesmo sem a cobertura da<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;ONU e da OTAN, estava praticamente certo que a empreitada aconteceria ao menos com o apoio do Reino Unido &ndash;seu principal aliado&ndash; e da Fran&ccedil;a.<\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">Mas as coisas se complicaram e o ataque iminente se transformou numa opera&ccedil;&atilde;o incerta. No dia 29 de agosto, como raras vezes ocorreu na hist&oacute;ria, o parlamento brit&acirc;nico freou as inten&ccedil;&otilde;es de um premi&ecirc; (David Cameron) de atacar um pa&iacute;s estrangeiro. Cameron, frente ao papel&atilde;o internacional, n&atilde;o teve outra op&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser &ldquo;acatar&rdquo; a decis&atilde;o da C&acirc;mara dos Comuns, e, com isso, complicou ainda mais os planos que haviam sido anunciados com tanta pompa por Obama. De acordo com algumas pesquisas, apenas 25% dos brit&acirc;nicos apoiariam uma interven&ccedil;&atilde;o militar na S&iacute;ria.<\/span><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Na Fran&ccedil;a, a partir deste fato, a oposi&ccedil;&atilde;o ao presidente Hollande come&ccedil;ou a pression&aacute;-lo para que qualquer tipo de decis&atilde;o militar fosse aprovada pela Assembleia Nacional, algo sem precedentes em um dos pa&iacute;ses com maior peso presidencialista na Europa. O presidente franc&ecirc;s, que mostrou interesse em participar de uma empreitada que pudesse melhorar suas posi&ccedil;&otilde;es no Oriente M&eacute;dio e na arena internacional, sobretudo diante da sa&iacute;da de cena inesperada do Reino Unido, parece ter contornado esse obst&aacute;culo ao se manter firme frente &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o e convocar um simples &ldquo;debate extraordin&aacute;rio n&atilde;o deliberativo&rdquo; no parlamento franc&ecirc;s. No entanto, esses atritos lan&ccedil;aram um manto de d&uacute;vidas sobre a oportunidade dessa decis&atilde;o, o que aumenta a press&atilde;o sobre Hollande.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">N&atilde;o &eacute; casual que Hollande tenha suavizado seus discursos e tenha procurado manter certa dist&acirc;ncia da contund&ecirc;ncia e pressa de seu hom&oacute;logo norte-americano sobre atacar a S&iacute;ria, esgrimindo argumentos como &ldquo;esperar o relat&oacute;rio da ONU sobre o uso de armas qu&iacute;micas&rdquo; ou a insist&ecirc;ncia em &ldquo;buscar o maior consenso internacional poss&iacute;vel&rdquo;, ainda que Hollande esteja disposto, obviamente, a apoiar uma a&ccedil;&atilde;o dos EUA. Na Fran&ccedil;a, de acordo com pesquisas, 68% da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o contr&aacute;rios a um envolvimento militar de seu pa&iacute;s na S&iacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Para termos uma ideia do ponto em que chegaram as contradi&ccedil;&otilde;es entre as fra&ccedil;&otilde;es do imperialismo, at&eacute; o papa Francisco se manifestou contra essa interven&ccedil;&atilde;o militar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Foi nessas condi&ccedil;&otilde;es que Obama chegou &agrave; reuni&atilde;o do G-20, onde tamb&eacute;m n&atilde;o conseguiu um posicionamento favor&aacute;vel categ&oacute;rico a seus planos militares. N&atilde;o saiu de m&atilde;os vazias, mas teve que se conformar com uma declara&ccedil;&atilde;o assinada por uns 10 pa&iacute;ses (Espanha, Fran&ccedil;a, Reino Unido, Alemanha, It&aacute;lia, Turquia, Jap&atilde;o, Cor&eacute;ia do Sul, Ar&aacute;bia Saudita e Austr&aacute;lia) que prop&otilde;e, em geral, que o regime de Assad receba uma &ldquo;resposta contundente&rdquo;, sem definir claramente &ldquo;quando&rdquo; ou &ldquo;como&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>As dificuldades de Obama no Congresso norte-americano<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Vendo seu arco de alian&ccedil;as cada vez mais reduzido, Obama anunciou no s&aacute;bado 31 de agosto que submeteria sua decis&atilde;o ao Congresso, algo in&eacute;dito, pelo menos na hist&oacute;ria recente, quando se trata de a&ccedil;&otilde;es militares. Sem d&uacute;vida, trata-se de uma jogada arriscada, pois existe um amplo leque de interesses e um setor oposicionista forte no Capit&oacute;lio, mas, ao mesmo tempo, &eacute; uma jogada h&aacute;bil, pois lan&ccedil;a o peso da decis&atilde;o \u2011com todos os seus custos pol&iacute;ticos\u2011 sobre o Congresso. Por essa raz&atilde;o, a decis&atilde;o de atacar ou n&atilde;o poderia demorar v&aacute;rios dias, pois os congressistas norte-americanos est&atilde;o em recesso.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Apesar das declara&ccedil;&otilde;es que tentam diminuir a import&acirc;ncia da negativa brit&acirc;nica e apesar de Obama reafirmar que, se necess&aacute;rio, atuaria sozinho, a verdade &eacute; que se abriu uma incerteza nas altas esferas pol&iacute;ticas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Nesse marco, Obama come&ccedil;ou uma s&eacute;rie de consultas com os l&iacute;deres parlamentares dos partidos republicano e democrata, John Boehner e Nancy Pelosi, respectivamente. Ambos declararam seu apoio, mas n&atilde;o garantem a disciplina total de suas respectivas bancadas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Metidos em um beco sem sa&iacute;da onde encalhou a quest&atilde;o da &ldquo;credibilidade&rdquo; da principal pot&ecirc;ncia militar do mundo, John Kerry, secret&aacute;rio de Estado, faz declara&ccedil;&otilde;es quase todos os dias com exorta&ccedil;&otilde;es inflamadas aos parlamentares: &ldquo;a credibilidade dos Estados Unidos est&aacute; em jogo e o Congresso far&aacute; aquilo que &eacute; certo&rdquo;. &ldquo;Temos que demonstrar que este pa&iacute;s est&aacute; unido e atua unido em defesa de seus interesses&rdquo;, insiste o chanceler de Obama.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">At&eacute; John McCain, conhecido senador republicano e opositor a Obama, somou-se a estes chamados dizendo: &ldquo;Se o Congresso recusasse uma resolu&ccedil;&atilde;o como esta, ap&oacute;s o presidente dos Estados Unidos ter se comprometido a levar a cabo uma a&ccedil;&atilde;o militar, as consequ&ecirc;ncias seriam catastr&oacute;ficas&rdquo;, assegurou ao sair de uma reuni&atilde;o na Casa Branca.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Nesse vaiv&eacute;m de consultas, &agrave; luz de toda a opini&atilde;o p&uacute;blica mundial, vemos um Obama insistindo que seu objetivo na S&iacute;ria ser&aacute; &ldquo;um ato limitado, reduzido &agrave; resposta que queremos dar&rdquo;, uma a&ccedil;&atilde;o &ldquo;breve&rdquo;, que &ldquo;em hip&oacute;tese alguma incluir&aacute; tropas terrestres&rdquo; e que n&atilde;o tem como objetivo &ldquo;derrubar&rdquo; Assad, mas sim &ldquo;debilitar a capacidade do regime&rdquo;. Kerry repete, na defensiva, que &ldquo;nossa resposta ser&aacute; incrivelmente pequena e limitada&rdquo;. Em s&iacute;ntese, todo o esfor&ccedil;o do governo de Obama &eacute; convencer a opini&atilde;o p&uacute;blica de que seu plano na S&iacute;ria &ldquo;n&atilde;o &eacute; como no Iraque&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Nos Estados Unidos, a maioria da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; contra uma nova aventura militar: s&oacute; 9% apoiam as inten&ccedil;&otilde;es do governo e 59% acham que o Congresso deve dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; ao presidente. Ainda que fosse &ldquo;comprovada&rdquo; a utiliza&ccedil;&atilde;o de armas qu&iacute;micas por parte da ditadura s&iacute;ria, s&oacute; 25% respaldariam uma interven&ccedil;&atilde;o, segundo uma pesquisa do <i>Washington Post<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Uma poss&iacute;vel negocia&ccedil;&atilde;o?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Com seus planos cada vez mais questionados, Kerry voltou a afirmar que &ldquo;apostam numa alternativa pol&iacute;tica&rdquo; e abriu uma porta que poderia significar uma poss&iacute;vel negocia&ccedil;&atilde;o com o regime de Al Assad. Consultado sobre se existiria alguma possibilidade de frear o ataque &agrave; S&iacute;ria, disse: &ldquo;Claro que sim. Poderiam entregar todas e cada uma de suas armas qu&iacute;micas &agrave; comunidade internacional ao longo da semana&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A R&uacute;ssia, aliada da ditadura s&iacute;ria, rapidamente adotou essas palavras e transformou-as em uma poss&iacute;vel &ldquo;alternativa de paz&rdquo;. Apoiou a &ldquo;proposta&rdquo; e seu ministro do Exterior, Serguei Lavrov, afirmou: &ldquo;Exortamos os dirigentes s&iacute;rios a se colocar de acordo n&atilde;o s&oacute; para por os arsenais de armas qu&iacute;micas sob controle internacional, mas tamb&eacute;m para destru&iacute;-los em seguida e tamb&eacute;m para se incorporar plenamente &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o de Proibi&ccedil;&atilde;o de Armas Qu&iacute;micas&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Na oportunidade, o premi&ecirc; brit&acirc;nico David Cameron declarou que essa sa&iacute;da &ldquo;seria um grande passo adiante&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O regime s&iacute;rio, atrav&eacute;s de seu chanceler, Walid Mualem, disse: &ldquo;Escutamos a declara&ccedil;&atilde;o do ministro Lavrov com aten&ccedil;&atilde;o e saudamos a iniciativa&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Diante dessas declara&ccedil;&otilde;es, um porta-voz da Casa Branca prometeu &ldquo;estudar minuciosamente&rdquo; essa proposta.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Evidentemente, este ir e vir n&atilde;o significa nenhuma garantia de que o imperialismo n&atilde;o v&aacute; atacar a S&iacute;ria, inclusive &agrave; revelia de seu pr&oacute;prio Congresso, mas propostas como essa podem lhe garantir uma &ldquo;sa&iacute;da elegante&rdquo; se, por algum motivo, for obrigado a suspender o ataque.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&Eacute; poss&iacute;vel derrotar a interven&ccedil;&atilde;o imperialista!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Todos esses fatos demonstram as enormes dificuldades que o imperialismo encontra para intervir militarmente hoje no mundo, especialmente no norte da &Aacute;frica e no Oriente M&eacute;dio.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Isto se deve, sobretudo, &agrave; chamada &ldquo;s&iacute;ndrome do Iraque&rdquo;, que se expressa na recusa de amplos setores de massas nos pa&iacute;ses imperialistas de que seus governos embarquem em novas e caras aventuras militares, consequ&ecirc;ncia da derrota pol&iacute;tica e militar em que terminaram as &uacute;ltimas invas&otilde;es do Afeganist&atilde;o e do Iraque.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ainda sobrevive, 10 anos depois, o impacto dos soldados mortos, as despesas bilion&aacute;rias, os abusos e atrocidades cometidos contra as popula&ccedil;&otilde;es locais e \u2011o que neste momento tem um impacto especial\u2011 o enorme fiasco que foi aquela inven&ccedil;&atilde;o sobre as supostas &ldquo;armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa&rdquo; no Iraque. Em momentos de crise, onde tanto nos EUA quanto na Europa os governos atacam direitos e cai o n&iacute;vel de vida da classe oper&aacute;ria e do povo, novas aventuras militares s&atilde;o vistas como um desperd&iacute;cio absurdo de recursos cada vez mais escassos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Esse sentimento das massas e a consequente rejei&ccedil;&atilde;o contra a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; um elemento muito progressivo, que deve ser estimulado at&eacute; se transformar em oposi&ccedil;&atilde;o consciente e organizada, mobilizada, contra os planos dos governos imperialistas de atacar outros pa&iacute;ses.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Da&iacute; o extremo cuidado, as idas e vindas dos governos das principais pot&ecirc;ncias para intervir militarmente na S&iacute;ria e em outros pa&iacute;ses. N&atilde;o &eacute; que n&atilde;o possam, n&atilde;o queiram ou n&atilde;o venham a intervir efetivamente. Mas o fato &eacute; que a a&ccedil;&atilde;o militar n&atilde;o foi a primeira op&ccedil;&atilde;o do imperialismo, sobretudo no meio do poderoso processo de revolu&ccedil;&otilde;es que abala a regi&atilde;o. O norte da &Aacute;frica e Oriente M&eacute;dio se transformaram em barris de p&oacute;lvora, e os EUA sabem disso.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Insistimos: nada disso significa que o imperialismo esteja completamente impossibilitado de intervir. O mais prov&aacute;vel &eacute; que intervenha. A quest&atilde;o &eacute; que isto se tornou bem mais dif&iacute;cil, tanto para iniciar a a&ccedil;&atilde;o militar como para definir seus objetivos e dura&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; praticamente descartado, como o pr&oacute;prio Obama n&atilde;o cansa de repetir, que os EUA invadam a S&iacute;ria com tropas terrestres. N&atilde;o porque n&atilde;o queiram, n&atilde;o porque n&atilde;o tenham interesses, mas sim porque n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as favor&aacute;vel, para fazer isto. E isso &eacute; produto da heroica resist&ecirc;ncia iraquiana e afeg&atilde;, que derrotaram o imperialismo em uma guerra prolongada. &Eacute; produto tamb&eacute;m do impacto que este fato causou sobre a popula&ccedil;&atilde;o dos principais pa&iacute;ses imperialistas. Essa limita&ccedil;&atilde;o do imperialismo mostrou ser muito importante para o desenvolvimento atual das revolu&ccedil;&otilde;es no chamado &ldquo;mundo &aacute;rabe&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Agora &eacute; o momento para redobrar esfor&ccedil;os e intensificar a oposi&ccedil;&atilde;o e a mobiliza&ccedil;&atilde;o contra os planos imperialistas de intervir na S&iacute;ria, organizando mobiliza&ccedil;&otilde;es nos pa&iacute;ses imperialistas. Frear um ataque militar contra a S&iacute;ria seria, sem d&uacute;vida, uma vit&oacute;ria do movimento de massas e um s&eacute;rio trope&ccedil;o para Obama e seus s&oacute;cios imperialistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Seria uma conquista do movimento de massas, pois essa interven&ccedil;&atilde;o tem o objetivo de tentar controlar e derrotar a revolu&ccedil;&atilde;o por dentro, para que os EUA e seus s&oacute;cios possam estabilizar o pa&iacute;s e a regi&atilde;o. O imperialismo n&atilde;o tem nenhum interesse humanit&aacute;rio na S&iacute;ria, e sim as mais vis inten&ccedil;&otilde;es colonialistas e contrarrevolucion&aacute;rias. Um ataque militar norte-americano sem d&uacute;vida causaria mais sofrimento e morte para o povo s&iacute;rio, que h&aacute; dois anos e meio vem suportando todo tipo de mart&iacute;rios.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">&Eacute; por isso que somos completamente contra a interven&ccedil;&atilde;o militar que Obama planeja e, ao mesmo tempo, denunciamos as pr&oacute;prias dire&ccedil;&otilde;es do campo rebelde, como as c&uacute;pulas do Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria e do Conselho Nacional S&iacute;rio, que clamam por uma a&ccedil;&atilde;o militar imperialista, o que significa abrir as portas para a contrarrevolu&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ao mesmo tempo em que recusamos qualquer tipo de interven&ccedil;&atilde;o militar na S&iacute;ria, precisamos fazer uma dura exig&ecirc;ncia a todos os governos do mundo para que rompam rela&ccedil;&otilde;es comerciais e diplom&aacute;ticas com a ditadura s&iacute;ria e que enviem armas pesadas, medicamentos e todo tipo de ajuda material, sem imposi&ccedil;&otilde;es ou condi&ccedil;&otilde;es de qualquer natureza, &agrave;s mil&iacute;cias rebeldes e aos Comit&ecirc;s Locais de Coordena&ccedil;&atilde;o, para que eles pr&oacute;prios possam derrotar o sanguin&aacute;rio ditador s&iacute;rio.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A luta implac&aacute;vel contra os planos militares de Obama na S&iacute;ria deve ser travada no marco de um apoio incondicional &agrave; causa da revolu&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria e uma posi&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica a favor de uma vit&oacute;ria militar rebelde, levantando as palavras de ordem: Abaixo a ditadura de Assad! N&Atilde;O &agrave; interven&ccedil;&atilde;o imperialista!<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; poucas semanas a interven&ccedil;&atilde;o imperialista &ldquo;limitada e pontual&rdquo; sobre a S&iacute;ria parecia iminente. &ldquo;Decidi que os EUA devem atuar militarmente na S&iacute;ria&rdquo;, anunciava um Obama desafiador, e, mesmo sem a cobertura da&nbsp;ONU e da OTAN, estava praticamente certo que a empreitada aconteceria ao menos com o apoio do Reino Unido &ndash;seu principal aliado&ndash; e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":25381,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"litci_post_political_author":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2861,4518,2993],"class_list":["post-14489","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-archive","tag-eua","tag-intervencao-imperialista","tag-siria-2"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/rechazo_siria.jpg?fit=293%2C164&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/rechazo_siria.jpg?fit=293%2C164&ssl=1","categories_names":["Archive"],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14489","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14489"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14489\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}