{"id":11498,"date":"2012-11-12T18:18:46","date_gmt":"2012-11-12T18:18:46","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-11-12T18:18:46","modified_gmt":"2012-11-12T18:18:46","slug":"quem-defende-assad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/quem-defende-assad\/","title":{"rendered":"Quem defende Assad?"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"167\" hspace=\"5\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/PRESIDENT-BASHAR-AL-ASSAD_%281%29.jpg?resize=250%2C167\" vspace=\"5\" width=\"250\" \/>A guerra civil aberta na S&iacute;ria abriu uma intensa pol&ecirc;mica na esquerda sobre que posi&ccedil;&atilde;o adotar no enfrentamento entre a luta popular e o regime dos Assad.<\/span><span class=\"apple-converted-space\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A luta do povo s&iacute;rio contra a ditadura de Bashar Al Assad j&aacute; dura mais de um ano. O regime dos Assad &eacute; uma esp&eacute;cie de &ldquo;dinastia&rdquo;: o atual presidente herdou, h&aacute; dez anos, o poder de seu pai, Hafez, que havia governado desde 1971.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Bashar iniciou seu governo em 2000, prometendo algumas &ldquo;reformas democr&aacute;ticas&rdquo;. Mas, frente ao atual processo de lutas, implementou uma dur&iacute;ssima repress&atilde;o que, inclusive, utiliza tanques contra civis desarmados ou ataca fam&iacute;lias durante os funerais das v&iacute;timas.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Para os revolucion&aacute;rios, &eacute; chave definir onde est&aacute; a revolu&ccedil;&atilde;o e onde est&aacute; a contrarrevolu&ccedil;&atilde;o imperialista-burguesa em cada um dos processos do mundo &aacute;rabe. Errar nessa defini&ccedil;&atilde;o leva a duas pol&iacute;ticas opostas, mas simetricamente criminosas. Por um lado, capitular ao imperialismo, como faz um setor da esquerda europ&eacute;ia. Por outro, a pol&iacute;tica da corrente castro-chavista, que defendeu Kadafi contra as massas e agora defende Bashar Al Assad.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Em declara&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, o presidente venezuelano Hugo Ch&aacute;vez chamou o ditador s&iacute;rio de &ldquo;irm&atilde;o&rdquo; e afirmou que, em condi&ccedil;&otilde;es parecidas, ele &ldquo;faria o mesmo&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">No caso do ditador l&iacute;bio, esta corrente recordou o passado antiimperialista de Kadafi, mas &ldquo;esqueceu&rdquo; tanto seu atual car&aacute;ter entreguista quanto sua a&ccedil;&atilde;o genocida frente &agrave; luta popular. Depois da interven&ccedil;&atilde;o militar da OTAN, tentaram justificar seu apoio ao ditador dizendo que o centro era lutar &ldquo;somente&rdquo; contra esta interven&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o enfrentar Kadafi ao mesmo tempo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">No caso s&iacute;rio, tamb&eacute;m utilizam como argumento o discurso antiimperialista do regime dos Assad e do partido Baath. &Eacute; verdade que este regime enfrentou no passado, inclusive militarmente, o imperialismo e Israel, e chegou a ser considerado parte do &ldquo;eixo do mal&rdquo; por Bush em 2001.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Contudo, o certo &eacute; que a S&iacute;ria, j&aacute; h&aacute; alguns anos, faz parte da &ldquo;ordem&rdquo; na regi&atilde;o: traindo v&aacute;rias vezes a luta dos palestinos e apoiando a estabilidade e o regime burgu&ecirc;s no L&iacute;bano. O mais importante de tudo, sem d&uacute;vida, &eacute; que, com isso, mant&eacute;m de fato uma situa&ccedil;&atilde;o de paz com Israel e com o imperialismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Por exemplo, o governo israelense considera que sua fronteira com a S&iacute;ria &eacute; uma das mais &ldquo;tranquilas&rdquo;, embora ainda mantenha em seu poder, desde 1967, o territ&oacute;rio s&iacute;rio das colinas do Gol&atilde;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>A pol&iacute;tica do imperialismo e de Israel<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A corrente castro-chavista diz que a situa&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria &eacute; o resultado de uma provoca&ccedil;&atilde;o imperialista e as mobiliza&ccedil;&otilde;es das massas contra Assad seriam, na realidade, uma a&ccedil;&atilde;o contrarrevolucion&aacute;ria para permitir um golpe ou um ataque imperialista.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Mas isto n&atilde;o tem nada que ver com a pol&iacute;tica do imperialismo e de Israel que, em um primeiro momento, apoiaram o regime atual e sua repress&atilde;o.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O general aposentado israelense, Effi Eitan, ex-presidente do Partido Nacional Religioso e uma das personalidades mais extremistas da direita israelense, expressou isso com clareza em uma entrevista: &ldquo;O atual regime s&iacute;rio &eacute; a melhor forma de governo poss&iacute;vel para Israel&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Com o avan&ccedil;o da resist&ecirc;ncia e o prolongamento da luta, o imperialismo foi obrigado a romper com seu fiel servidor Assad. Mas isso n&atilde;o tem nada que ver com humanitarismo. Tampouco com o fato de Al Assad ser um suposto l&iacute;der &ldquo;anti-imperialista&rdquo; .<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O imperialismo optou por derrubar &agrave; Al Assad pela simples raz&atilde;o de que este j&aacute; n&atilde;o pode mais derrotar o processo revolucion&aacute;rio s&iacute;rio. Uma vit&oacute;ria da revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria fortaleceria enormemente todo o processo revolucion&aacute;rio na regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Hoje n&atilde;o h&aacute; na S&iacute;ria uma interven&ccedil;&atilde;o imperialista como na L&iacute;bia. O imperialismo trabalha por uma sa&iacute;da pol&iacute;tica negociada. Busca for&ccedil;ar uma transi&ccedil;&atilde;o sem Al Assad, mas mantendo o regime na sua ess&ecirc;ncia.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>A posi&ccedil;&atilde;o do Hezbollah<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t{module Propaganda 30 anos &#8211; MORAL}<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Tamb&eacute;m est&atilde;o sendo postos &agrave; prova os movimentos de resist&ecirc;ncia dirigidos&nbsp;por setores isl&acirc;micos. Em outro artigo vimos o caso do Hamas na Palestina. No L&iacute;bano, o Hezbollah, que ganhou um grande prest&iacute;gio por haver infligido uma derrota militar e pol&iacute;tica a Israel em 2006, agora sai em defesa de Assad.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Alega os mesmos motivos que o castro-chavismo: a revolu&ccedil;&atilde;o do povo s&iacute;rio seria, na realidade, uma &ldquo;conspira&ccedil;&atilde;o&rdquo; de pol&iacute;ticos sunitas libaneses apoiados pelo imperialismo. Porque esta posi&ccedil;&atilde;o do Hezbollah? Para n&oacute;s ela est&aacute; relacionada com seus compromissos com as burguesias s&iacute;ria, iraniana e libanesa.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O mais grave &eacute; que usa a autoridade pol&iacute;tica obtida na resist&ecirc;ncia a Israel&nbsp;para apoiar uma ditadura que j&aacute; entregou v&aacute;rias vezes a luta palestina e a do pr&oacute;prio povo liban&ecirc;s. E joga confus&atilde;o na cabe&ccedil;a de milhares de ativistas que observam com esperan&ccedil;a as revolu&ccedil;&otilde;es populares, buscando uma nova refer&ecirc;ncia de luta.<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Prova da realidade<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">A revolu&ccedil;&atilde;o &aacute;rabe submete todas as posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &agrave; dura prova da realidade. A corrente castro-chavista e o Hezbollah n&atilde;o passaram pela prova. A defesa dos ditadores por parte destas correntes &eacute; realmente vergonhosa. Ao mesmo tempo, &eacute; criminosa no terreno pol&iacute;tico, porque apoia a sangrenta repress&atilde;o &agrave;s mobiliza&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias das massas &aacute;rabes. Ou seja, colocam-se ao lado da contrarrevolu&ccedil;&atilde;o.<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Chamamos os milhares de lutadores, que na regi&atilde;o &aacute;rabe e no resto domundo simpatizam com estas correntes, que tirem conclus&otilde;es destes fatos e procurem uma verdadeira alternativa de dire&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra civil aberta na S&iacute;ria abriu uma intensa pol&ecirc;mica na esquerda sobre que posi&ccedil;&atilde;o adotar no enfrentamento entre a luta popular e o regime dos Assad.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":19926,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"litci_post_political_author":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-11498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/PRESIDENT-BASHAR-AL-ASSAD_%281%29.jpg?fit=500%2C333&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/PRESIDENT-BASHAR-AL-ASSAD_%281%29.jpg?fit=500%2C333&ssl=1","categories_names":[],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11498\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}