{"id":11478,"date":"2012-10-19T02:12:06","date_gmt":"2012-10-19T02:12:06","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-10-19T02:12:06","modified_gmt":"2012-10-19T02:12:06","slug":"china-luta-de-classes-e-reflexos-da-crise-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/china-luta-de-classes-e-reflexos-da-crise-internacional\/","title":{"rendered":"Crise mundial amea\u00e7a equil\u00edbrio chin\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"136\" hspace=\"5\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/foxconn_%283%29.jpg?resize=275%2C136\" vspace=\"5\" width=\"275\" \/>Embora o mundo esteja com os olhos voltados, principalmente, &agrave; Europa, o cen&aacute;rio chin&ecirc;s, seja pela situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, seja pelo elemento pol&iacute;tico, coloca motivos suficientes para preocupar <span style=\"color: black;\">o governo<\/span>, a burguesia mundial e o imperialismo.<\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Iniciemos por acontecimentos espec&iacute;ficos: Nas &uacute;ltimas semanas, a taiwanesa Foxconn <span style=\"color: black;\">Technology Group, instalada na China e montadora de produtos para grandes multinacionais do ramo da tecnologia (O IPhone da Apple, por exemplo), voltou a fazer parte dos notici&aacute;rios. A empresa, que ficou conhecida por casos de suic&iacute;dio de trabalhadores nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, tem sido palco de conflitos e protestos de oper&aacute;rios desde o final de setembro. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">No dia 24, domingo &agrave; noite, foram registrados confrontos nos dormit&oacute;rios da unidade na cidade de Taiyuan (que emprega 79 mil oper&aacute;rios), prov&iacute;ncia de <span style=\"background: none repeat scroll 0% 0% white;\">Shenzhen<\/span><\/span>,<span style=\"color: black;\"> ao norte do pa&iacute;s, o que causou o fechamento da f&aacute;brica na segunda-feira seguinte. Enquanto a dire&ccedil;&atilde;o da empresa alegou serem os confrontos resultado de disputas entre os pr&oacute;prios oper&aacute;rios, provenientes de diferentes prov&iacute;ncias, o verdadeiro motivo, denunciado por funcion&aacute;rios, foi o tratamento brutal por guardas da montadora aos trabalhadores. Em resposta ao abuso contra uma trabalhadora, os trabalhadores, revoltados, incendiaram bicicletas <\/span><span style=\"color: black;\">e camas, atirando-as pelas janelas dos dormit&oacute;rios, tombaram carros policiais,<\/span><span style=\"color: black;\">destru&iacute;ram cercas e muitos afirmam que v&aacute;rias lojas do complexo foram destru&iacute;das. Cerca de 5 mil policiais teriam sido acionados para reprimi-los e 40 pessoas, segundo a Foxconn, foram levadas a hospitais para atendimento m&eacute;dico.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">Segundo um trabalhador desta unidade, &ldquo;alguns supervisores e seguran&ccedil;as nunca nos respeitam. Todos n&oacute;s temos raiva e a forma de liberar esta raiva foi destruindo as instala&ccedil;&otilde;es&rdquo;.&nbsp;<\/span><span style=\"color: black;\">Este sentimento &eacute; generalizado. <\/span><span style=\"color: black;\">Trabalhadores das unidades de Henan, Shandong e Shenzhen postaram cartas na internet parabenizando os de Taiyuan por sua coragem de rebelarem-se.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">J&aacute; no dia 05 de outubro, entre 3 e 4 mil oper&aacute;rios paralisaram a produ&ccedil;&atilde;o na planta de Zhengzhou, capital da prov&iacute;ncia central de Henan, embora j&aacute; tenham retornado ao trabalho.<span style=\"color: black;\">Desta vez o motivo foi a exig&ecirc;ncia da Apple para endurecer o controle de qualidade de seu &uacute;ltimo lan&ccedil;amento, o iPhone 5, o que gerou uma tremenda press&atilde;o sobre os trabalhadores da produ&ccedil;&atilde;o, obrigados a trabalhar em um ritmo alucinante, e sobre os trabalhadores do Controle de Qualidade (CQ), que n&atilde;o conseguiam aprovar a quantidade exigida devido aos novos requisitos. Para &ldquo;resolver&rdquo; o problema, a empresa obrigou-os a trabalhar num feriado nacional a fim de recuperar a produ&ccedil;&atilde;o. A combina&ccedil;&atilde;o destes fatores levou &agrave; greve do setor de CQ.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">Por tr&aacute;s desses epis&oacute;dios est&atilde;o as realidades j&aacute; rotineiras na China, das quais a Foxconn &eacute; uma forte express&atilde;o: superexplora&ccedil;&atilde;o, jornadas extenuantes de at&eacute; 12 horas di&aacute;rias, horas extras mal remuneradas, metas absurdas de produtividade, controle de qualidade desumano, regime interno militar, maus tratos, p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, falta de direitos trabalhistas e um longo etec&eacute;tera.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\"><span style=\"color: black;\">[1]<\/span><\/a> <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A situa&ccedil;&atilde;o da Foxconn e os fatos mencionados, longe de estarem isolados, trazem a possibilidade de refletirmos e analisarmos qual a rela&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s com a economia mundial e com a turbulenta conjuntura internacional, no marco das mudan&ccedil;as ocorridas, durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas, neste ex-estado oper&aacute;rio.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Restaura&ccedil;&atilde;o do capitalismo, depend&ecirc;ncia e superexplora&ccedil;&atilde;o<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O exemplo da Foxconn e de suas f&aacute;bricas de aluguel &agrave;s multinacionais (Apple, Microsoft, Dell, Amazon, Sony, Nokia, etc) que empregam em torno de 1 milh&atilde;o de pessoas, d&aacute; uma boa pista do car&aacute;ter atual da economia chinesa: capitalista e subordinada ao imperialismo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">E isso s&oacute; se aprofundou nas tr&ecirc;s &uacute;ltimas d&eacute;cadas. A revolu&ccedil;&atilde;o de 1949, ao expropriar a burguesia e enfrentar o imperialismo, proporcionou, como no restante dos Estados Oper&aacute;rios surgidos na primeira metade do s&eacute;culo XX ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o Russa de Outubro, grandes avan&ccedil;os sociais e econ&ocirc;micos a uma popula&ccedil;&atilde;o prioritariamente agr&aacute;ria, <span style=\"color: black;\">apesar das<\/span> pol&iacute;ticas desastrosas da burocracia dirigente, em conson&acirc;ncia com os ditames pol&iacute;ticos e &ldquo;te&oacute;ricos&rdquo; do stalinismo (isolamento da revolu&ccedil;&atilde;o nas fronteiras nacionais, teoria do &ldquo;socialismo e um s&oacute; pa&iacute;s&rdquo;).<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">Esta condu&ccedil;&atilde;o desastrosa de um Estado oper&aacute;rio, combinada com a ofensiva neoliberal do imperialismo<\/span> nas d&eacute;cadas de 70\/80 <span style=\"color: black;\">levaram o pa&iacute;s &agrave;<\/span> restaura&ccedil;&atilde;o do capitalismo e &agrave; recoloniza&ccedil;&atilde;o de sua economia.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Isso quer dizer: abertura ao capital estrangeiro, incorpora&ccedil;&atilde;o ao circuito do desigual com&eacute;rcio internacional e enorme diminui&ccedil;&atilde;o do peso econ&ocirc;mico das estatais, com o fechamento e privatiza&ccedil;&atilde;o de muitas delas. Ou seja, as chamadas &ldquo;quatro moderniza&ccedil;&otilde;es&rdquo; de Deng Shiao Ping solaparam os pilares de um Estado Oper&aacute;rio: monop&oacute;lio do com&eacute;rcio exterior, propriedade Estatal dos meios de produ&ccedil;&atilde;o e planejamento central da economia (planifica&ccedil;&atilde;o).<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Todo esse processo ocorreu contando com um elemento particular (que tem paralelo com o caso de Cuba): a restaura&ccedil;&atilde;o do capitalismo levada a cabo pela pr&oacute;pria burocracia sem que essa fosse derrubada pela mobiliza&ccedil;&atilde;o de massas como no leste europeu. <span style=\"color: black;\">Na China, o massacre da Pra&ccedil;a de Tiananmen simbolizou a consolida&ccedil;&atilde;o da restaura&ccedil;&atilde;o capitalista e a transforma&ccedil;&atilde;o da burocracia dirigente numa nova burguesia<\/span>.&nbsp;Assim, a transforma&ccedil;&atilde;o da economia foi facilitada e garantida por um regime fechado e de partido &uacute;nico (O do Partido Comunista Chin&ecirc;s), fazendo com que o antigo Estado Oper&aacute;rio se tornasse uma ditadura burguesa.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Essa ditadura cumpre um papel de peso a favor do imperialismo, da burguesia mundial e nacional: Domesticar a classe oper&aacute;ria chinesa, for&ccedil;ando-a a aceitar baixos sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de superexplora&ccedil;&atilde;o (sem esquecermos de sua numerosa popula&ccedil;&atilde;o e de uma grande disponibilidade de for&ccedil;a de trabalho).&nbsp;Cen&aacute;rio &oacute;timo para o afluxo de capitais (os investimentos estrangeiros Diretos &ndash; IED &ndash; alcan&ccedil;aram a cifra de 1,05 trilh&atilde;o entre 1982 e 2009)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a>, &nbsp;e instala&ccedil;&atilde;o de multinacionais, cujo resultado &eacute; conhecido: a China tornou-se a &ldquo;f&aacute;brica do mundo&rdquo; tendo um papel central na economia mundial globalizada ao inundar o mercado internacional de produtos baratos e importar um alto volume de mat&eacute;rias primas.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Obviamente, nesse contexto, a China foi &ldquo;presenteada&rdquo; com um importante crescimento econ&ocirc;mico (crescimento m&eacute;dio do PIB de 10% nas tr&ecirc;s &uacute;ltimas d&eacute;cadas)<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\">[3]<\/a>, acompanhado pelo mito de que o pa&iacute;s caminhava a passos largos em dire&ccedil;&atilde;o a uma na&ccedil;&atilde;o pr&oacute;spera e &nbsp;moderna, uma nova pot&ecirc;ncia capaz de fazer frente ao poderio estadunidense e de seus aliados.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Comparemos com a realidade:<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">J&aacute; mencionamos as condi&ccedil;&otilde;es de superexplora&ccedil;&atilde;o e maus tratos as quais &eacute; submetida a classe oper&aacute;ria chinesa. Quanto ao n&iacute;vel de vida de sua popula&ccedil;&atilde;o de conjunto, este diminuiu em propor&ccedil;&atilde;o inversa &agrave;s altas taxas de lucros conseguidas pela burguesia. Enquanto o capitalismo crescia na China na d&eacute;cada de 90 e nos anos 2000, o consumo familiar baixava a 36% do PIB<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>. Entre 1983 e 2003, por exemplo, a participa&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios no PIB desceu de 57% para 36,7%.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\">[5]<\/a> Em contrapartida, al&eacute;m da burguesia, setores da burocracia de Estado, do ex&eacute;rcito e de uma &ldquo;nova classe m&eacute;dia&rdquo; enriqueceram-se, inclusive com membros do PCCh &ldquo;passando para o lado l&aacute;&rdquo;, tornando-se burgueses ao apropriarem-se de empresas estatais. Ou seja, a &ldquo;prosperidade econ&ocirc;mica&rdquo; passa ao largo da maioria da popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas do ponto de vista dos ganhos da burguesia, seria a China uma pot&ecirc;ncia capitalista tal e qual os EUA, Jap&atilde;o e os pa&iacute;ses centrais da Europa? Afirmamos que n&atilde;o. Enquanto a burguesia chinesa participa majoritariamente da produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias de baixa tecnologia (em 2002 as empresas estrangeiras ocupavam 32,9% do total de ind&uacute;strias t&ecirc;xteis), a produ&ccedil;&atilde;o de produtos de alto valor agregado, n&atilde;o s&oacute; &eacute; o carro chefe da economia chinesa (67% do total de exporta&ccedil;&otilde;es em 2005) como tamb&eacute;m &eacute; dominada pelas multinacionais (99,4% na ind&uacute;stria de computadores, por exemplo)<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\">[6]<\/a>. Isto &eacute;, a burguesia chinesa, <span style=\"color: black;\">formada a partir da restaura&ccedil;&atilde;o capitalista dentro do pr&oacute;prio PCCh<\/span>, &eacute; s&oacute;cia menor da burguesia imperialista, assim como nos demais pa&iacute;ses semicoloniais. A economia chinesa, segundo o modelo adotado, &eacute; extremamente dependente da tecnologia e do capital internacional, o que impede qualquer passo significativo e estrutural no sentido de uma autonomia econ&ocirc;mica, mesmo que, politicamente, procure muitas vezes fazer frente aos EUA em p&eacute; de igualdade.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Recentemente, o peri&oacute;dico <i>Le Monde Brasil Diplomatique, <\/i>edi&ccedil;&atilde;o de Setembro (Ano 06, n&uacute;mero 62) publicou um artigo do professor Michael Klare do Hampshire College, intitulado &ldquo;A China &eacute; imperialista?&rdquo;, no qual desenvolve uma tese de que a China, atualmente, se encontraria numa situa&ccedil;&atilde;o delicada e d&uacute;bia, tendo que assumir uma postura semelhante &agrave;s velhas pot&ecirc;ncias coloniais de compactuar com governos corruptos e autorit&aacute;rios da &Aacute;frica e &Aacute;sia para manter est&aacute;vel o fornecimento de mat&eacute;rias primas indispens&aacute;veis, como hidrocarbonetos e minerais. Ora, como j&aacute; apontamos, o desenvolvimento do capitalismo chin&ecirc;s &eacute; dependente e subordinado. Portanto, o abastecimento de seu parque industrial obedece a essa mesma l&oacute;gica, principalmente em se tratando da ind&uacute;stria automotiva e eletr&ocirc;nica de ponta (nas quais o capital estrangeiro &eacute; majorit&aacute;rio). <span style=\"color: black;\">Esse fornecimento &eacute; feito atrav&eacute;s de<\/span> estatais chinesas remanescentes, que tamb&eacute;m se beneficiam, <span style=\"color: black;\">mas sempre a servi&ccedil;o do<\/span> principal favorecido, o imperialismo, o que revela a posi&ccedil;&atilde;o da China de submetr&oacute;pole, associando-se em patamar de desigualdade com o imperialismo nessa busca de recursos naturais estrat&eacute;gicos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O modelo chin&ecirc;s foi, nessas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a &ldquo;menina dos olhos&rdquo; do capital imperialista. Por&eacute;m, h&aacute; sinais de desgaste, resultantes, sobretudo, da evolu&ccedil;&atilde;o da crise econ&ocirc;mica mundial.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>A crise econ&ocirc;mica, as lutas oper&aacute;rias e o cen&aacute;rio pol&iacute;tico<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t{module Propaganda 30 anos &#8211; MORAL}<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A china como &ldquo;f&aacute;brica do mundo&rdquo;, exportadora de produtos industriais e compradora de mat&eacute;rias primas do Brasil, &Aacute;frica, &Aacute;sia, R&uacute;ssia, Austr&aacute;lia e outros, n&atilde;o passa imune &agrave; crise econ&ocirc;mica, mesmo que ainda registre um &iacute;ndice de crescimento econ&ocirc;mico elevado em compara&ccedil;&atilde;o ao restante do mundo. Mas h&aacute; uma desacelera&ccedil;&atilde;o preocupante, reflexo, principalmente da desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento nos EUA &ndash; de 3,1% para 1,5% entre o &uacute;ltimo trimestre de 2011 e segundo de 2012 e da recess&atilde;o europeia (queda 0,2% do PIB na zona do euro no segundo trimestre de 2012)<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>, principal mercado importador chin&ecirc;s. Os n&uacute;meros s&atilde;o categ&oacute;ricos, enquanto o PIB do pa&iacute;s cresceu 10,4% no ano de 2010 e 9,2% em 2011, a previs&atilde;o do pr&oacute;prio governo &eacute; de um crescimento de 7,5% em 2012 (7,8% para o FMI), com crescimento m&eacute;dio de 7% at&eacute; 2015<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a>, sendo que cresceu 7,6% no segundo trimestre, devendo crescer 7,4% no terceiro.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\">[9]<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A redu&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica j&aacute; provocou uma s&eacute;rie de revoltas e greves no final de 2011 no sul e sudeste do pa&iacute;s, quando as previs&otilde;es econ&ocirc;micas ainda eram mais otimistas. Foi considerada uma segunda onda de greves, sucedendo a dos oper&aacute;rios da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica em 2010, que arrancou importantes aumentos salariais.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A burguesia reage, para retomar suas taxas de lucro, em v&aacute;rias frentes: deslocando capitais para onde os sal&aacute;rios s&atilde;o mais baixos, como o interior do pa&iacute;s ou a pa&iacute;ses vizinhos, optando pela sa&iacute;da cl&aacute;ssica do aumento da explora&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios e demiss&otilde;es ou at&eacute; mesmo voltando a produzir nos locais de origem das multinacionais. O governo, por sua vez, tenta contornar a situa&ccedil;&atilde;o com medidas fiscais &#8211; redu&ccedil;&atilde;o de juros &#8211; e investimento pesado em infraestrutura para continuar atraindo capitais. Medidas essas <span style=\"color: black;\">que n&atilde;o conseguiram<\/span> reverter o quadro geral: redu&ccedil;&atilde;o de investimentos estrangeiros diretos de 3,4% em rela&ccedil;&atilde;o aos &uacute;ltimos 12 meses e redu&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O agravamento da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, com a crise chegando aos pa&iacute;ses centrais da Europa<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\" title=\"\"><b><b>[11]<\/b><\/b><\/a>, intensificou as lutas oper&aacute;rias naquele continente, o que abala a confian&ccedil;a da burguesia para investir, causando o fechamento de postos de trabalho <span style=\"color: black;\">e aumento da resist&ecirc;ncia oper&aacute;ria<\/span>. <span style=\"color: black;\">N&atilde;o se pode falar de uma recess&atilde;o na China, apesar da redu&ccedil;&atilde;o do crescimento, mas tampouco se pode afirmar que o caso da Foxconn seja pontual.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">O fato das <\/span><span style=\"color: black;\">mobiliza&ccedil;&otilde;es na Foxconn<\/span><span style=\"color: black;\"> terem ocorrido em fun&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o pelo aumento do ritmo de produ&ccedil;&atilde;o exigido pela Apple &ndash; o que joga por terra sua afirma&ccedil;&atilde;o de que est&aacute; fiscalizando as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho de seus fornecedores &ndash; demonstra como a crise mundial pode incidir sobre a China, devido &agrave; necessidade de aumento da taxa de lucro das empresas imperialistas. Mas a classe oper&aacute;ria chinesa vem de vit&oacute;rias econ&ocirc;micas importantes, com a conquista de aumentos salariais e valoriza&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios m&iacute;nimos regionais, o que pode fazer com que a necessidade de aumento da explora&ccedil;&atilde;o combinada &agrave;s atuais mobiliza&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e democr&aacute;ticas contra f&aacute;bricas poluidoras, cada vez mais frequentes, levem a uma nova onda de revolta dos trabalhadores chineses<\/span><span style=\"color: black;\">, principalmente se o crescimento econ&ocirc;mico for reduzido a n&iacute;veis pr&oacute;ximos a 6%.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Neste marco, o principal desafio <span style=\"color: black;\">da ditadura<\/span> do PCCh &eacute; impedir a qualquer custo que essas lutas econ&ocirc;micas se liguem a lutas pol&iacute;ticas por liberdades democr&aacute;ticas (tamb&eacute;m intensas em 2011)<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\" title=\"\">[12]<\/a> a ponto de haver um questionamento generalizado do regime por ela sustentada.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Agrave;s v&eacute;speras do d&eacute;cimo oitavo congresso do partido, as diferen&ccedil;as acerca do melhor caminho para manter na China as melhores condi&ccedil;&otilde;es para o saque imperialista t&ecirc;m gerado, desde o in&iacute;cio de 2012 pelo menos, divis&otilde;es p&uacute;blicas no interior do pr&oacute;prio PCCh, como demonstra a recente expuls&atilde;o de Bo Xilai, um dos &ldquo;pr&iacute;ncipes&rdquo;<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\" title=\"\">[13]<\/a> do partido e seu ex-chefe em Chonkging,<span style=\"color: black;\"> e a condena&ccedil;&atilde;o de sua esposa pelo assassinato de um negociante ingl&ecirc;s<\/span>. A verdade &eacute; que o PCCh, que ainda leva o termo &ldquo;comunista&rdquo; em seu nome, n&atilde;o passa, hoje, de um partido pr&oacute;-imperialista, representante da nova burguesia chinesa e, <span style=\"background: none repeat scroll 0% 0% white;\">inclusive, com v&aacute;rios acordos com a velha burguesia, estabelecida em&nbsp;Taiwan&nbsp;e Hong Kong.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&oacute;s chamamos a popula&ccedil;&atilde;o chinesa e sua classe oper&aacute;ria a n&atilde;o confiar nos patr&otilde;es imperialistas e nos governantes do pa&iacute;s. A economia chinesa n&atilde;o &eacute; uma economia de &ldquo;transi&ccedil;&atilde;o&rdquo; a uma economia socialista e igualit&aacute;ria, &eacute; sim uma economia capitalista, dependente do imperialismo e mantida por uma ditadura <span style=\"color: black;\">burguesa<\/span>. A &uacute;nica sa&iacute;da para que o proletariado chin&ecirc;s livre-se da superexplora&ccedil;&atilde;o e dos efeitos destruidores da crise econ&ocirc;mica que se avizinha por l&aacute; &eacute; confiar em suas pr&oacute;prias for&ccedil;as, &ldquo;destronar&rdquo; <span style=\"color: black;\">o <\/span><span style=\"color: black;\">governo<\/span> &ldquo;comunista&rdquo; em prol do poder oper&aacute;rio e popular, romper com o imperialismo e se ligar aos seus irm&atilde;os trabalhadores de outros pa&iacute;ses. S&oacute; assim ser&aacute; poss&iacute;vel que a China se torne um pa&iacute;s verdadeiramente pr&oacute;spero, moderno, desenvolvido e independente.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-top:12.0pt\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br clear=\"all\" \/><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Sobre isso, ver <a href=\"http:\/\/www.techtudo.com.br\/noticias\/noticia\/2012\/09\/conheca-pessima-experiencia-de-um-operario-na-fabrica-do-iphone-5.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.techtudo.com.br\/noticias\/noticia\/2012\/09\/conheca-pessima-experiencia-de-um-operario-na-fabrica-do-iphone-5.html<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> Marcos Margarido. China: Pot&ecirc;ncia mundial ou submetr&oacute;pole dependente?, &nbsp;LIT-QI, Mar&ccedil;o de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Marcos Margarido. China: Pot&ecirc;ncia mundial ou submetr&oacute;pole dependente?.LIT-QI, mar&ccedil;o de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> LIT-QI. O modelo chin&ecirc;s amea&ccedil;ado pela crise e pelo ascenso oper&aacute;rio, mar&ccedil;o de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> Marcos Margarido. China: Pot&ecirc;ncia mundial ou submetr&oacute;pole dependente?.LIT-QI, mar&ccedil;o de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> LIT-QI. O modelo chin&ecirc;s amea&ccedil;ado pela crise e pelo ascenso oper&aacute;rio, mar&ccedil;o de 2012<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> Eduardo Almeida. Brasil, greves e reflexos da crise internacional questionam governo Dilma. PSTU, Setembro de 2012<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a>&nbsp;LIT-QI. O modelo chin&ecirc;s amea&ccedil;ado pela crise e pelo ascenso oper&aacute;rio.Mar&ccedil;o de 2012<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> REUTERS, 09 de Outubro de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> Marcos Margarido. A primavera &aacute;rabe est&aacute; chegando ao inverno chin&ecirc;s. LIT-QI, Janeiro de 2012.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn11\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\" title=\"\">[11]<\/a> Ver <a href=\"http:\/\/www.litci.org\/es\/?p=8990\">http:\/\/www.litci.org\/pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3338:crise-economica-chega-aos-paises-centrais-da-europa&amp;catid=23:europa<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn12\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\" title=\"\">[12]<\/a> Ver http:\/\/www.litci.org\/pt\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2922:a-primavera-arabe-esta-chegando-ao-inverno-chines&amp;catid=11:china<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn13\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\" title=\"\">[13]<\/a> Como s&atilde;o chamados os filhos dos l&iacute;deres da revolu&ccedil;&atilde;o de 1949 que subiram os degraus do poder em base a privil&eacute;gios adquiridos por heran&ccedil;a.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora o mundo esteja com os olhos voltados, principalmente, &agrave; Europa, o cen&aacute;rio chin&ecirc;s, seja pela situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, seja pelo elemento pol&iacute;tico, coloca motivos suficientes para preocupar o governo, a burguesia mundial e o imperialismo.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":22158,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"litci_post_political_author":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-11478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/foxconn_%283%29.jpg?fit=460%2C228&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/foxconn_%283%29.jpg?fit=460%2C228&ssl=1","categories_names":[],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}