{"id":11174,"date":"2012-03-19T14:52:51","date_gmt":"2012-03-19T14:52:51","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-03-19T14:52:51","modified_gmt":"2012-03-19T14:52:51","slug":"china-potencia-mundial-ou-submetropole-dependente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/china-potencia-mundial-ou-submetropole-dependente\/","title":{"rendered":"China: Pot\u00eancia mundial ou submetr\u00f3pole dependente?"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"color: windowtext; font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"185\" hspace=\"3\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/favela%20chinesa.jpg?resize=244%2C185\" vspace=\"3\" width=\"244\" \/>O chin&ecirc;s &eacute; um modelo baseado na superexplora&ccedil;&atilde;o e na ditadura, amea&ccedil;ado pela crise mundial e pelas lutas oper&aacute;rias.<\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Partimos do fato de que o capitalismo foi restaurado na China e sua economia hoje est&aacute; totalmente integrada &agrave; economia capitalista mundial. E de que a restaura&ccedil;&atilde;o, iniciada em 1978, deu-se de forma subordinada ao imperialismo.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"color: windowtext; font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Basta lembrar que entre as primeiras medidas de &ldquo;abertura ao mundo ocidental&rdquo; de Deng Xiaoping estava o estabelecimento de Zonas Econ&ocirc;micas Especiais abertas aos investimentos privados estrangeiros, com a supress&atilde;o do controle estatal do com&eacute;rcio exterior, dando origem ao que ficou conhecido como a &ldquo;f&aacute;brica do mundo&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"color: windowtext; font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Trinta anos depois n&atilde;o houve nenhuma mudan&ccedil;a de rumos nesta pol&iacute;tica de abertura; ao contr&aacute;rio, esta se ampliou a todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) aumentaram ano a ano, alcan&ccedil;ando US$1,05 trilh&atilde;o entre 1982 e 2009.<\/span><\/p>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O afluxo de capital estrangeiro, o roubo do ex-Estado oper&aacute;rio promovido pelo PCCh, com a apropria&ccedil;&atilde;o de empresas estatais por seus membros transformados em novos burgueses e a superexplora&ccedil;&atilde;o da classe oper&aacute;ria fizeram com que o PIB crescesse 10% em m&eacute;dia nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas. Este crescimento excepcional, no entanto, beneficiou basicamente a burguesia. A participa&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios no PIB encolheu de 57% em 1983 para 36,7% em 2003.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O desenvolvimento subordinado ao imperialismo beneficiou primeiramente as multinacionais. As estatais reduziram sua participa&ccedil;&atilde;o na economia para 38% em 2010 (73% em 1988), com participa&ccedil;&atilde;o privada entre 10 e 30% de a&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s a transforma&ccedil;&atilde;o de todas elas em sociedades de capital aberto. Al&eacute;m disso, &eacute; cada vez maior o peso de empresas produtoras de bens de alto valor agregado onde a participa&ccedil;&atilde;o das multinacionais &eacute; dominante.&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Estas, segundo Theodore H. Moran<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a>, da <i>School of Foreign Service<\/i>, Universidade de Georgetown, em 2006 eram respons&aacute;veis pela exporta&ccedil;&atilde;o de 84% destas mercadorias (contra 45% em 1992). A burguesia chinesa tem presen&ccedil;a majorit&aacute;ria na produ&ccedil;&atilde;o de produtos de baixa tecnologia. A &ldquo;f&aacute;brica do mundo&rdquo; &eacute;, portanto, uma base das multinacionais instaladas na China, e suas maiores benefici&aacute;rias, pois o valor das exporta&ccedil;&otilde;es de produtos de alto valor agregado chegou a 67% do total em 2005, um neg&oacute;cio de US$ 500 bilh&otilde;es.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Assim, uma &ldquo;lei de domina&ccedil;&atilde;o colonial&rdquo; se imp&otilde;e na China: a participa&ccedil;&atilde;o das multinacionais aumenta com o aumento do valor agregado dos produtos fabricados no pa&iacute;s dependente. Por exemplo, em 2002 as empresas estrangeiras representavam 39,2% do total de ind&uacute;strias t&ecirc;xteis do pa&iacute;s. Mas na ind&uacute;stria de computadores estes valores sobem a impressionantes 99,4%. Na ind&uacute;stria de telecomunica&ccedil;&atilde;o, a porcentagem de componentes importados &eacute; de 91,6%.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Um exemplo interessante mostra a verdadeira rapina efetuada pelas multinacionais em solo chin&ecirc;s: uma pesquisa realizada pela Universidade da Calif&oacute;rnia<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a> mostra que do pre&ccedil;o de US$299 por um iPod em 2005, &ldquo;o valor adicionado ao produto atrav&eacute;s da montagem na China &eacute; provavelmente de alguns d&oacute;lares no m&aacute;ximo&rdquo;, o resto vai direto para os bolsos dos fornecedores dos componentes importados.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Isso n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o exista uma burguesia chinesa que se beneficie dessa rapina, por&eacute;m como s&oacute;cios menores e dependentes do imperialismo. Terry Gou, o taiwan&ecirc;s propriet&aacute;rio da Foxconn, onde o iPod &eacute; fabricado, tem uma fortuna de US$5,7 bilh&otilde;es, mas para isso ele necessita explorar um milh&atilde;o de trabalhadores em suas f&aacute;bricas de aluguel &agrave;s multinacionais. Obviamente, os dirigentes do PCCh n&atilde;o ficam de fora. Segundo Minki Li<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn3\" name=\"_ftnref3\" title=\"\">[3]<\/a>, &ldquo;Wen Jiabao, &eacute; um dos primeiros-ministros mais ricos do mundo. Seu filho &eacute; propriet&aacute;rio da maior empresa privada da China e sua esposa controla a ind&uacute;stria de joalheria. Sua fortuna &eacute; calculada em US$ 4,65 bilh&otilde;es. Estima-se que Jiang Zemin (ex-presidente e secret&aacute;rio geral do PCCh) possua US$ 1,1 bilh&atilde;o e Zhu Rongji (ex-primeiro-ministro) US$ 800 milh&otilde;es&rdquo;. Certamente todos eles, dedicados &ldquo;comunistas&rdquo; do PCCh, aproveitaram-se das vantagens dos cargos, da influ&ecirc;ncia nas estatais e da corrup&ccedil;&atilde;o desenfreada (que, segundo Li, pode chegar a movimentar 18% do PIB) para transformarem-se num setor importante da burguesia chinesa.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">As estatais tamb&eacute;m voltaram a ter import&acirc;ncia, com participa&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria nos ramos de energia, petr&oacute;leo e g&aacute;s natural, telecomunica&ccedil;&otilde;es e armamentos. O governo chin&ecirc;s aproveitou-se da crise econ&ocirc;mica mundial para fortalec&ecirc;-las com um generoso financiamento, inclusive com a aquisi&ccedil;&atilde;o de empresas no exterior. No ranking da revista <i>Fortune<\/i>, entre as 10 maiores empresas em valor de mercado do mundo (isto &eacute;, o valor das a&ccedil;&otilde;es negociadas na Bolsa) em 2010, quatro s&atilde;o estatais chinesas: a China Mobile com sede em Hong Kong, a Petrochina, o Banco Industrial e Comercial da China e o Banco de Constru&ccedil;&atilde;o da China. As outras seis maiores s&atilde;o norte-americanas. Esta poderosa presen&ccedil;a chinesa &eacute; mais difusa se considerarmos as 50 maiores empresas. Entre elas, 25 s&atilde;o norte-americanas e sete s&atilde;o estatais chinesas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Este fortalecimento pode ter duas causas. A primeira &eacute; o aumento geral dos pre&ccedil;os das <i>commodities<\/i>, devido &agrave; demanda crescente por mat&eacute;rias primas nos pa&iacute;ses imperialistas. A segunda &eacute; a necessidade da pr&oacute;pria China de alimentar sua fome por energia, de manter o controle ditatorial das comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s e de controlar o capital financeiro, como fonte de cr&eacute;dito e de corrup&ccedil;&atilde;o. Este &eacute;, por sinal, o pr&oacute;ximo setor a ser aberto ao capital internacional, devido &agrave;s exig&ecirc;ncias feitas pelo imperialismo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">&Eacute; neste contexto que definimos a China como uma submetr&oacute;pole. Tal como o Brasil, &eacute; um pa&iacute;s economicamente dependente do imperialismo, exercendo um papel combinado de semicol&ocirc;nia e de submetr&oacute;pole &ldquo;regional&rdquo; e n&atilde;o t&ecirc;m como livrar-se dessa depend&ecirc;ncia, a n&atilde;o ser atrav&eacute;s de uma guerra de classes sob a dire&ccedil;&atilde;o da classe oper&aacute;ria. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Os tra&ccedil;os principais desse papel s&atilde;o: as riquezas chinesas s&atilde;o saqueadas pelo imperialismo, n&atilde;o as riquezas naturais, que s&atilde;o uma das principais car&ecirc;ncias da China, mas a riqueza de sua for&ccedil;a de trabalho. A burguesia nacional, formada a partir da restaura&ccedil;&atilde;o, busca expandir-se &agrave; sombra e como s&oacute;cia menor do imperialismo, o que pode levar a choques eventuais com o pr&oacute;prio imperialismo, mas sem questionar seu dom&iacute;nio. Por fim, a China &eacute; utilizada como plataforma de exporta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o de <i>commodities<\/i>, mas de produtos industrializados; e n&atilde;o apenas para os pa&iacute;ses vizinhos, mas para todo o mundo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">No entanto, a China n&atilde;o tem uma d&iacute;vida externa impag&aacute;vel. Ao contr&aacute;rio do Brasil, &eacute; credora dos EUA. Por isso, &eacute; necess&aacute;rio avaliar de perto a rela&ccedil;&atilde;o entre os dois Estados.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><span style=\"color:windowtext\">Conflitos gerados pela crise econ&ocirc;mica<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t{module Propaganda 30 anos}<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; descrita na imprensa como sendo simbi&oacute;tica, isto &eacute;, um dependeria do outro para sobreviver. A China beneficia-se do mercado norte-americano para suas exporta&ccedil;&otilde;es e os EUA dos pre&ccedil;os baixos dos produtos chineses. Isso mant&eacute;m uma infla&ccedil;&atilde;o insignificante nos EUA, que podem praticar juros baix&iacute;ssimos para alimentar o cr&eacute;dito e a China &eacute; beneficiada com um enorme super&aacute;vit da balan&ccedil;a comercial. O c&iacute;rculo &eacute; fechado com o retorno deste super&aacute;vit aos EUA por meio da compra de t&iacute;tulos do tesouro americano e a realimenta&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito norte-americano. Al&eacute;m disso, este mecanismo cria uma situa&ccedil;&atilde;o de pleno emprego nos dois pa&iacute;ses, um no setor industrial e o outro no de servi&ccedil;os. E, assim, os dois pa&iacute;ses cresceriam indefinidamente, numa esp&eacute;cie de moderno moto-perp&eacute;tuo econ&ocirc;mico.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">S&oacute; n&atilde;o contavam com a crise econ&ocirc;mica mundial, que transformou o moto-perp&eacute;tuo no &ldquo;salve-se quem puder&rdquo;. Assim, depois da primeira d&eacute;cada do novo s&eacute;culo recheada de elogios ao &ldquo;modelo chin&ecirc;s&rdquo; <a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn4\" name=\"_ftnref4\" title=\"\">[4]<\/a>, o governo norte-americano passou a desferir amargas cr&iacute;ticas: leis protecionistas para participa&ccedil;&atilde;o de licita&ccedil;&otilde;es do governo chin&ecirc;s; amea&ccedil;a militar &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es dos EUA na &Aacute;sia; agigantamento das estatais em detrimento das empresas privadas; apropria&ccedil;&atilde;o de tecnologia e, finalmente, a manuten&ccedil;&atilde;o de uma taxa artificial de c&acirc;mbio e o d&eacute;ficit comercial.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn5\" name=\"_ftnref5\" title=\"\">[5]<\/a>&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Segundo o Congresso norte-americano, &ldquo;desde a entrada da China na OMC, o d&eacute;ficit comercial dos EUA chegou a US$ 1,76 trilh&atilde;o. A China adotou medidas para encorajar as empresas estrangeiras a transferir sua produ&ccedil;&atilde;o, tecnologia e pesquisa em troca de acesso a seu mercado&#8230; Em julho de 2008, em resposta &agrave; crise financeira global, a China congelou a taxa de c&acirc;mbio de sua moeda&#8230; At&eacute; 13 de outubro de 2010, o yuan havia valorizado apenas 2,3%, muito abaixo da desvaloriza&ccedil;&atilde;o &#8211; estimada pelos &oacute;rg&atilde;os imperialistas &#8211; entre 20 e 40%&rdquo;.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext;background:white;\">Quando o imperialismo reclama do &quot;expansionismo e protecionismo&quot; chin&ecirc;s, &eacute; para obter ainda mais concess&otilde;es, n&atilde;o porque haja uma amea&ccedil;a real &agrave; sua hegemonia. Com a retra&ccedil;&atilde;o da economia mundial no pr&oacute;ximo per&iacute;odo e as perspectivas pouco animadoras nos EUA, n&atilde;o h&aacute; possibilidade de lucro para todos. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A transfer&ecirc;ncia da mais-valia obtida pelas empresas estrangeiras na China atrav&eacute;s da compra de t&iacute;tulos do Tesouro n&atilde;o &eacute; mais satisfat&oacute;ria para o conjunto da burguesia norte-americana. &Eacute; necess&aacute;rio, agora, extrair a mais-valia diretamente da classe oper&aacute;ria norte-americana, que teve seu sal&aacute;rio rebaixado pelos acordos coletivos assinados pela burocracia sindical e tem uma produtividade muito maior.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A China, por sua vez, n&atilde;o aproveita sua suposta posi&ccedil;&atilde;o de superioridade. Frente &agrave; quest&atilde;o das reservas o do c&acirc;mbio mant&eacute;m a compra de t&iacute;tulos, mesmo que a um n&iacute;vel menor <a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn6\" name=\"_ftnref6\" title=\"\">[6]<\/a>, e volta a valorizar o yuan. Ap&oacute;s o rebaixamento da avalia&ccedil;&atilde;o dos t&iacute;tulos norte-americanos e a queda das bolsas, o Banco Central da China anunciou a valoriza&ccedil;&atilde;o do yuan em 0,23% &#8211; a maior desde novembro passado -, para &ldquo;segurar&rdquo; uma queda dos t&iacute;tulos.&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext;\nbackground:white\">E para deixar claro que n&atilde;o est&aacute; havendo &ldquo;protecionismo&rdquo;, Bai Ming, do Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio, afirmou que &ldquo;em conson&acirc;ncia com o 12&ordm; Plano Quinquenal, a China far&aacute; mais esfor&ccedil;os para melhorar o clima de investimentos e oferecer mais oportunidades de investimentos &agrave;s empresas estrangeiras&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A reserva acumulada pela China de US$ 3 trilh&otilde;es, dos quais a metade em t&iacute;tulos do Tesouro dos EUA, n&atilde;o a torna mais forte e independente, mas mais vulner&aacute;vel e dependente. Bastaria dar a impress&atilde;o de que vai vender seus t&iacute;tulos para causar uma corrida de venda pelos demais pa&iacute;ses, o que provocaria uma enorme desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar; um suic&iacute;dio financeiro para a China. Isto &eacute; assim porque o d&oacute;lar ainda &eacute; a moeda mais forte do mundo. E sua for&ccedil;a &eacute; apenas um reflexo monet&aacute;rio do pa&iacute;s que a emite.&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><span style=\"color:windowtext\">O PIB &eacute; a prova definitiva?<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Por&eacute;m, se a China ainda &eacute; dependente dos EUA, existe uma grande pol&ecirc;mica em torno ao seu futuro, com uma quantidade enorme de t&iacute;tulos nas livrarias qualificando a China de nova pot&ecirc;ncia mundial<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn7\" name=\"_ftnref7\" title=\"\">[7]<\/a>. Para isto, a grande maioria destes autores utiliza-se do crit&eacute;rio do aumento do PIB ou do com&eacute;rcio &ndash; o que d&aacute; no mesmo, pois o PIB &eacute; uma medida do consumo (das pessoas, do capital e do governo) de um determinado pa&iacute;s.&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O pr&oacute;prio FMI fez a previs&atilde;o de que em 2016 a China ultrapassar&aacute; os EUA no valor do PIB (ppc) <a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn8\" name=\"_ftnref8\" title=\"\">[8]<\/a>, que em 2010 foi de US$ 10,1 e US$ 14,7 trilh&otilde;es, respectivamente, trabalhando com uma taxa de crescimento constante do PIB de 2,7% para os EUA e 9,5% para a China. O PIB da China, inclusive, j&aacute; ultrapassou os da Alemanha e do Jap&atilde;o<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O crescimento do PIB &eacute;, por&eacute;m, suficiente para determinar a posi&ccedil;&atilde;o relativa de for&ccedil;a entre os pa&iacute;ses? Isto &eacute;, o fato da China ter o segundo maior PIB do mundo torna-a a segunda pot&ecirc;ncia mundial?&nbsp; Por exemplo, a Argentina foi a 5&ordf; economia do mundo na d&eacute;cada de 30, a &quot;d&eacute;cada infame&quot;, e, no entanto, era uma col&ocirc;nia da Inglaterra. O Brasil foi a oitava economia do mundo durante o &quot;milagre econ&ocirc;mico&quot; e viveu uma d&eacute;cada de &ldquo;crescimento chin&ecirc;s, com &iacute;ndice m&eacute;dio do PIB de 8,9% entre 1970 e 1980<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn9\" name=\"_ftnref9\" title=\"\">[9]<\/a>, mas seu crescimento estava baseado na exporta&ccedil;&atilde;o de capital dos EUA. &nbsp;Os dois pa&iacute;ses tinham uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada no com&eacute;rcio mundial e sua industrializa&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ava, mas nunca deixaram de ser completamente dependentes e subservientes do imperialismo hegem&ocirc;nico em cada &eacute;poca e nunca questionaram essa hegemonia.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Trotsky tamb&eacute;m n&atilde;o concordava com a &ldquo;ditadura do PIB&rdquo;. Mesmo no caso da jovem URSS, cujo crescimento poderia amea&ccedil;ar concretamente o imperialismo, por se tratar de um Estado oper&aacute;rio (a n&atilde;o ser, &eacute; claro, pela pol&iacute;tica da burocracia sovi&eacute;tica) ele dizia em <i>A Revolu&ccedil;&atilde;o Tra&iacute;da<\/i>: &ldquo;Quando nos dizem que a URSS ocupar&aacute;, em 1936, o primeiro lugar na Europa quanto &agrave; produ&ccedil;&atilde;o industrial, despreza-se n&atilde;o s&oacute; a qualidade e o pre&ccedil;o de custo, mas ainda o n&uacute;mero da popula&ccedil;&atilde;o. Ora, o n&iacute;vel de desenvolvimento geral do pa&iacute;s e, mais particularmente, a condi&ccedil;&atilde;o material das massas n&atilde;o podem ser determinadas, a n&atilde;o ser em tra&ccedil;os gerais, <b>sen&atilde;o dividindo a produ&ccedil;&atilde;o pelo n&uacute;mero de consumidores<\/b>&rdquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn10\" name=\"_ftnref10\" title=\"\">[10]<\/a>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Em rela&ccedil;&atilde;o a isso, basta lembrar que o PIB (ppc) <i>per c&aacute;pita<\/i> dos EUA previsto pelo FMI para 2016 continuaria quatro vezes maior que o da China, enquanto o PIB nominal <i>per c&aacute;pita<\/i> seria sete vezes maior (em 2010 os n&uacute;meros foram 6,3 e 11 vezes, respectivamente).<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas isso n&atilde;o basta; para Trotsky: &ldquo;A correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, hoje, &eacute; determinada n&atilde;o pela din&acirc;mica de crescimento, mas, sim, pela contraposi&ccedil;&atilde;o do todo o poderio de ambos os campos de for&ccedil;a, expressa na acumula&ccedil;&atilde;o material, na t&eacute;cnica, na cultura e, <b>sobretudo,<\/b> <b>na produtividade do trabalho humano<\/b>&rdquo;. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Em cada um destes itens &ndash; acumula&ccedil;&atilde;o material, t&eacute;cnica e cultura &ndash; a superioridade das atuais pot&ecirc;ncias mundiais, com os EUA &agrave; frente, &eacute; evidente. Mas a produtividade<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn11\" name=\"_ftnref11\" title=\"\">[11]<\/a> &eacute; o fator determinante, o que nos leva a perguntar qual &eacute; a produtividade chinesa em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses avan&ccedil;ados.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Segundo Carsten A. Hozl<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn12\" name=\"_ftnref12\" title=\"\">[12]<\/a>, pesquisador da Universidade de Princeton (EUA), &ldquo;conforme o trabalho &eacute; transferido da agricultura de baixa produtividade para os setores de ind&uacute;stria e servi&ccedil;os de alta produtividade, o PIB real por trabalhador, isto &eacute;, a produtividade do trabalho, aumenta, somente porque estes trabalhadores que mudaram de setor agora produzem um m&uacute;ltiplo de sua produ&ccedil;&atilde;o anterior&rdquo;. Este &eacute; o caso da China, com mais de 200 milh&otilde;es de migrantes do campo transferidos para os trabalhos industriais nas grandes cidades. Enquanto esta migra&ccedil;&atilde;o continuar, a produtividade do trabalho na China continuar&aacute; a aumentar &ldquo;naturalmente&rdquo;, mas apenas para alcan&ccedil;ar um est&aacute;gio bastante inferior em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses industrializados.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Segundo Robert E. Scott<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn13\" name=\"_ftnref13\" title=\"\">[13]<\/a>, economista, em 2010 &ldquo;as empresas estrangeiras empregaram 3% da for&ccedil;a de trabalho chinesa, mas geraram 22% de sua produ&ccedil;&atilde;o. Sua produtividade geral era nove vezes maior que as empresas chinesas. Na manufatura, esta rela&ccedil;&atilde;o era de 4:1, sendo respons&aacute;veis por cerca de 40% do recente crescimento econ&ocirc;mico da China&rdquo;.&nbsp; <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Carsten Holz confirma estes n&uacute;meros: &ldquo;a China permaneceu nesta faixa estreita de (baixo) desenvolvimento, com a produtividade do trabalho de apenas 1,2 a 3,4% do n&iacute;vel norte-americano&#8230; a taxa de crescimento da produtividade do trabalho foi relativamente alta, de 9%&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Esta alta taxa de 9%, devido &agrave; transfer&ecirc;ncia de trabalhadores do campo para a cidade tende a ser reduzida quando a produtividade da pr&oacute;pria ind&uacute;stria passar a ser preponderante no conjunto da sociedade. Para isso &eacute; necess&aacute;ria uma melhoria da t&eacute;cnica, a maior forma&ccedil;&atilde;o do trabalhador, o aumento do ritmo do trabalho, etc. Ao mesmo tempo, a produtividade dos pa&iacute;ses imperialistas continuar&aacute; crescendo, devido &agrave; press&atilde;o da concorr&ecirc;ncia. Nos EUA, o pa&iacute;s com a maior produtividade do mundo, a taxa anual de produtividade industrial foi de 7,3% em 2002 e s&oacute; foi negativa em 2008 e 2009 (-0,4%), anos que se seguiram &agrave; explos&atilde;o da &ldquo;bolha&rdquo; imobili&aacute;ria.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O crescimento vertiginoso da China nesta d&eacute;cada ocorreu devido &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o na divis&atilde;o mundial do trabalho definida pelo imperialismo e de uma forma subordinada ao conjunto da economia mundializada. Dito de outra forma, a condi&ccedil;&atilde;o de submetr&oacute;pole do imperialismo foi determinada e n&atilde;o escolhida pelo governo chin&ecirc;s, a partir do momento em que a restaura&ccedil;&atilde;o do capitalismo foi iniciada. O rompimento desta subordina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se dar&aacute; por meios puramente econ&ocirc;micos, mas pela luta de classes e, certamente, n&atilde;o ser&aacute; realizado pela ditadura chinesa.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><span style=\"color:windowtext\">A situa&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora chinesa<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O que &aacute; a classe oper&aacute;ria na China? E o campesinato? O &uacute;ltimo censo (2010) estimou em 50% a popula&ccedil;&atilde;o urbana. Entre esta, um n&uacute;mero enorme de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. Segundo a Secretaria Nacional de Estat&iacute;sticas da China, eram entre 20 e 30 milh&otilde;es de trabalhadores com registro urbano que, somando-se os membros das fam&iacute;lias, chegavam a 40 ou 50 milh&otilde;es. A estes &eacute; necess&aacute;rio adicionar os migrantes. Entre eles, calcula-se que 15 a 20% vivem abaixo da linha de pobreza, gerando um total de at&eacute; 70 milh&otilde;es em 2001<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn14\" name=\"_ftnref14\" title=\"\">[14]<\/a>, e n&atilde;o h&aacute; motivos para acreditar que estes n&uacute;meros tenham sofrido modifica&ccedil;&otilde;es essenciais. Conv&eacute;m lembrar que existem prov&iacute;ncias com o sal&aacute;rio m&iacute;nimo entre US$ 108 e US$ 120, n&atilde;o sendo considerados abaixo da linha de pobreza moderada (renda menor que US$ 60 mensais). Em 2008 havia 278 milh&otilde;es de trabalhadores urbanos (na ind&uacute;stria e servi&ccedil;os)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn15\" name=\"_ftnref15\" title=\"\">[15]<\/a>, dos quais 140 milh&otilde;es eram migrantes. Destes, cerca de 80% n&atilde;o possu&iacute;am qualquer tipo de benef&iacute;cio social e 75% recebiam o sal&aacute;rio m&iacute;nimo, que correspondia a 55% do sal&aacute;rio m&eacute;dio dos trabalhadores com registro urbano<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn16\" name=\"_ftnref16\" title=\"\">[16]<\/a>. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Entre o campesinato, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda pior; a renda m&eacute;dia da fam&iacute;lia camponesa &eacute; cerca de tr&ecirc;s vezes menor que a urbana e entre os 42% que vivem com menos de dois d&oacute;lares por dia (540 milh&otilde;es de pessoas, sendo que 170 milh&otilde;es vivem com menos de um d&oacute;lar), a maioria &eacute; camponesa. As moradias camponesas s&atilde;o, em geral, de pau-a-pique de c&ocirc;modo &uacute;nico, com piso de terra batida e apenas algumas cadeiras e uma mesa como mob&iacute;lia<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn17\" name=\"_ftnref17\" title=\"\">[17]<\/a>.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">&Eacute; baseada em sua situa&ccedil;&atilde;o material que a classe oper&aacute;ria chinesa vive um ascenso continuado h&aacute; v&aacute;rios anos, atingindo um novo patamar com as greves nas automobil&iacute;sticas no primeiro semestre de 2010. Antes de 2008 as greves eram defensivas, pelo pagamento de sal&aacute;rios atrasados, indeniza&ccedil;&otilde;es por demiss&atilde;o ou contra as p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e envolviam trabalhadores sem especializa&ccedil;&atilde;o. Mas em 2010 as greves se deram por aumento salarial envolvendo oper&aacute;rios especializados, em geral jovens com forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, causando uma rea&ccedil;&atilde;o em cadeia em dezenas de f&aacute;bricas com greves vitoriosas, o que for&ccedil;ou o governo a decretar um aumento generalizado do sal&aacute;rio m&iacute;nimo para evitar uma convuls&atilde;o social. O sal&aacute;rio m&iacute;nimo de Guangzhou, capital da prov&iacute;ncia de Guangdong, com uma enorme concentra&ccedil;&atilde;o de f&aacute;bricas &agrave;s margens do Rio das P&eacute;rolas, passou de US$ 160 em 2010 para US$ 200 em 2011.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Por&eacute;m, as lutas continuam crescendo ano a ano. Passaram de 10 mil &ldquo;incidentes de massas&rdquo; em 1993 para 74 mil em 2004. E, segundo Sun Liping, soci&oacute;logo da Universidade de Tsinghua, estes n&uacute;meros dobraram entre 2006 e 2010, chegando a impressionantes 180 mil a&ccedil;&otilde;es do movimento de massas no ano passado (490 por dia!)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn18\" name=\"_ftnref18\" title=\"\">[18]<\/a>.&nbsp; Isso se d&aacute; pelo fato do crescimento econ&ocirc;mico aumentar a confian&ccedil;a dos trabalhadores em suas for&ccedil;as e pela forma&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;nova&rdquo; classe oper&aacute;ria, chamada de &ldquo;segunda gera&ccedil;&atilde;o de migrantes&rdquo;, mais exigente, com mais forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e mais consci&ecirc;ncia de classe. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A ditadura chinesa sabe disso e age com cautela, evitando o confronto direto com a classe, fazendo concess&otilde;es econ&ocirc;micas parciais, mas impedindo qualquer organiza&ccedil;&atilde;o independente dos trabalhadores atrav&eacute;s da pris&atilde;o dos l&iacute;deres, o que envolve maus tratos, tortura, agress&atilde;o psicol&oacute;gica e at&eacute; a pena de morte, e do banimento de qualquer organiza&ccedil;&atilde;o independente dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Sua pol&iacute;tica &eacute; desviar as lutas, com a aprova&ccedil;&atilde;o de leis trabalhistas e uma forte campanha de &ldquo;governar de acordo com a lei&rdquo;, for&ccedil;ando os trabalhadores a recorrer aos tribunais em vez da a&ccedil;&atilde;o direta. Para isso o governo conta com seu bra&ccedil;o sindical, a Federa&ccedil;&atilde;o dos Sindicatos da China, a &uacute;nica organiza&ccedil;&atilde;o sindical legal da China, totalmente subordinada ao PCCh. Sua burocracia tem la&ccedil;os materiais com a burguesia chinesa, al&eacute;m de ser propriet&aacute;ria de empresas, como hot&eacute;is. Foi uma das maiores patrocinadoras da aprova&ccedil;&atilde;o da Lei do Contrato de Trabalho em 2007 e sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; impedir qualquer mobiliza&ccedil;&atilde;o de confronto com o governo. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><span style=\"color:windowtext\">Conclus&otilde;es<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O crescimento da China est&aacute; apoiado em um trip&eacute;: a superexplora&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora, o papel de plataforma de exporta&ccedil;&atilde;o conferido pelo imperialismo, para aproveitar essa m&atilde;o-de-obra barata, e a garantia da explora&ccedil;&atilde;o e dos investimentos estrangeiros dada pela ditadura chinesa. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Com a crise econ&ocirc;mica mundial, o imperialismo norte-americano quer uma mudan&ccedil;a do atual &ldquo;modelo&rdquo;: a redu&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es chinesas e o aumento das importa&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s da valoriza&ccedil;&atilde;o do yuan. Para isso, o novo Plano Quinquenal da China prev&ecirc; a orienta&ccedil;&atilde;o da economia chinesa ao mercado interno e a produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias de maior valor agregado. Isto abrir&aacute; um novo mercado para investimentos nos setores de servi&ccedil;os e financeiro e para exporta&ccedil;&atilde;o de bens de capital &agrave; China, a fim de mecanizar suas f&aacute;bricas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Ao mesmo tempo, este movimento dar&aacute; &agrave;s empresas instaladas nos EUA melhores condi&ccedil;&otilde;es de concorr&ecirc;ncia. Duas not&iacute;cias ilustram bem este fato. Terry Gou declarou que instalar&aacute; um milh&atilde;o de rob&ocirc;s em suas f&aacute;bricas at&eacute; 2013, para &ldquo;mover para cima a cadeia de valor&rdquo;, isto &eacute;, para demitir trabalhadores devido ao aumento dos sal&aacute;rios e aumentar a produtividade. E um estudo da <i>Boston Consulting Group<\/i> (BCG) revelou que, se for levado em conta a maior produtividade e a atual precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho nos EUA, a diferen&ccedil;a de custo salarial entre a China e os estados do sul dos EUA cai para 30%. Aumentos salariais m&eacute;dios da ordem de 17% ao ano na China e a valoriza&ccedil;&atilde;o do yuan levariam os custos de produ&ccedil;&atilde;o e transporte a se igualarem em 2015. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">De fato, algumas empresas j&aacute; est&atilde;o instalando f&aacute;bricas em territ&oacute;rio norte-americano, em vez da China, e at&eacute; trazendo unidades de volta. A <i>Caterpillar<\/i> anunciou a expans&atilde;o de sua f&aacute;brica de escavadeiras no Texas; a <i>NCR Corporation<\/i> est&aacute; trazendo de volta a produ&ccedil;&atilde;o de suas m&aacute;quinas ATM para a Georgia e at&eacute; mesmo uma f&aacute;brica de brinquedos, a Wham-O Inc, que fechou a produ&ccedil;&atilde;o de 50% de algumas linhas de seus produtos na China para fabric&aacute;-los nos EUA. A justificativa n&atilde;o poderia ser mais c&iacute;nica: &ldquo;<i>Trabalhadores e sindicatos est&atilde;o mais receptivos a aceitar concess&otilde;es para trazer os empregos de volta aos EUA. O apoio do Estado e governos locais pode pender a balan&ccedil;a<\/i>&rdquo;, disse Michael Zinser, da BCG.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Para manter seus neg&oacute;cios na China, sem sofrer com os aumentos salariais ocorridos nos &uacute;ltimos anos<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn19\" name=\"_ftnref19\" title=\"\">[19]<\/a>, a burguesia est&aacute; deslocando suas f&aacute;bricas para o interior, a fim de explorar os camponeses expulsos de suas terras (dez milh&otilde;es foram expulsos nos &uacute;ltimos cinco anos) ou atra&iacute;dos pela possibilidade de melhoria em suas vidas, sem a necessidade de que estes migrem para as grandes cidades do litoral. A popula&ccedil;&atilde;o rural na China ainda &eacute; muito grande &ndash; 50% <a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftn20\" name=\"_ftnref20\" title=\"\">[20]<\/a>&#8211; e significa um enorme &ldquo;ex&eacute;rcito campon&ecirc;s&rdquo; de reserva para pressionar os sal&aacute;rios para baixo. A mecaniza&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias tamb&eacute;m levar&aacute; &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos postos de trabalho e ao aumento do desemprego.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A jovem classe oper&aacute;ria chinesa &ndash; a segunda gera&ccedil;&atilde;o de migrantes &ndash; consolidada em anos de lutas contra a explora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixar&aacute; que suas condi&ccedil;&otilde;es de vida piorem ainda mais, e sempre encontrar&aacute; pela frente a ditadura militar do PCCh e seu bra&ccedil;o sindical, n&atilde;o a d&eacute;bil burguesia chinesa. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O governo chin&ecirc;s tamb&eacute;m enfrenta m&uacute;ltiplos problemas na condu&ccedil;&atilde;o da economia desde que lan&ccedil;ou o pacote de est&iacute;mulo de US$ 585 bilh&otilde;es em 2009. Conseguiu abrandar a crise na China, mas criou v&aacute;rias &ldquo;bolhas&rdquo; devido ao cr&eacute;dito f&aacute;cil, subs&iacute;dios e incentivos ao consumo. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">Na constru&ccedil;&atilde;o civil, que tornaram famosas as cidades fantasmas; no ramo automobil&iacute;stico, que est&aacute; sofrendo retra&ccedil;&atilde;o de consumo com o fim dos subs&iacute;dios e, principalmente, no ramo financeiro. O aumento dos meios de pagamento ampliados (M2) foi de 64,3% desde 2009, superando em muito o crescimento do M2 nos EUA, de 10,4% no mesmo per&iacute;odo. Isto &eacute;, uma quantidade incalcul&aacute;vel de dinheiro foi jogada no mercado. A explos&atilde;o dessa bolha ter&aacute; o mesmo significado para a China que a fal&ecirc;ncia do banco Lehman Brothers teve para os EUA.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">A expans&atilde;o monet&aacute;ria levou ao aumento da infla&ccedil;&atilde;o, que chegou a 6,5% em junho, superando em muito a meta de 4% (economistas independentes dizem que a infla&ccedil;&atilde;o real pode chegar ao dobro do divulgado). O governo vem adotando medidas fiscais para combat&ecirc;-la, como o aumento dos juros e retirada de subs&iacute;dios. Prev&ecirc;, tamb&eacute;m, uma redu&ccedil;&atilde;o do crescimento do PIB para cerca de 7% nos pr&oacute;ximos cinco anos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"color:windowtext\">O recrudescimento da crise nos pa&iacute;ses imperialistas poder&aacute; fazer explodir o trip&eacute; do crescimento chin&ecirc;s. Mas para isso ser&aacute; fundamental que a classe oper&aacute;ria aponte suas armas para um ajuste de contas com a ditadura. A luta contra a explora&ccedil;&atilde;o deve ser combinada com a luta pelas liberdades democr&aacute;ticas, como as liberdades de organiza&ccedil;&atilde;o sindical e pol&iacute;tica e de express&atilde;o, para a transforma&ccedil;&atilde;o das greves isoladas numa &uacute;nica luta nacional, unindo os setores oprimidos da cidade e do campo, com o objetivo de derrubar o governo opressor. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><i><span style=\"color:windowtext\">&nbsp;Fonte: Artigo publicado na Revista Correio Internacional (Terceira &Eacute;poca) n. 06, de setembro de 2011.<\/span><\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br clear=\"all\" \/><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a> Testemunho perante a <i>U.S.-China Economic and Security Review Commission<\/i> do Congresso norte-americano, mar&ccedil;o de 2010.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn2\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a> Greg Linden, Kenneth L, Kraemer, Jason Dedrick, <i>Who Captures Value in a Global Innovation System? The case of Apple&rsquo;s iPod<\/i>, University of California, 2007<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn3\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref3\" name=\"_ftn3\" title=\"\">[3]<\/a> Mink Li, <i>The rise of the working class and the future of the Chinese revolution, <\/i>Monthly Review, v. 63, junho de 2011.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn4\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref4\" name=\"_ftn4\" title=\"\">[4]<\/a> Em agosto de 2005 o Conselho de Neg&oacute;cios EUA-China (USCBC) publicou uma pesquisa entre seus membros. 58% das empresas consideraram a China como prioridade mundial, 74% afirmaram que aumentariam seu compromisso com a China e 67% tiveram seus lucros aumentados.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn5\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref5\" name=\"_ftn5\" title=\"\">[5]<\/a> Relat&oacute;rio da comiss&atilde;o sobre as rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e de seguran&ccedil;a entre EUA e China (US-China Economic and Security Review Comission) do Congresso norte-americano, 2010.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn6\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref6\" name=\"_ftn6\" title=\"\">[6]<\/a> H&aacute; alguns economistas que sugerem que a compra pode at&eacute; ter aumentado atrav&eacute;s de mercados paralelos, por exemplo, de Londres, porque o super&aacute;vit comercial chin&ecirc;s continua crescendo.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn7\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref7\" name=\"_ftn7\" title=\"\">[7]<\/a> Cito alguns: Gunder Frank, <i>Reorient: global economy in the Asian age<\/i>; G. Murray, <i>China: the next superpower<\/i>; E. Timperlake, <i>Red Dragon rising: Communist China&rsquo;s military threat to America<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn8\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref8\" name=\"_ftn8\" title=\"\">[8]<\/a> O PIB-ppc (paridade de poder de compra) visa eliminar a diferen&ccedil;a do poder de compra entre os pa&iacute;ses. Define-se uma &ldquo;cesta b&aacute;sica&rdquo; e divide-se os pre&ccedil;os encontrados, cujo resultado &eacute; um fator que &ldquo;mede&rdquo; esta diferen&ccedil;a. No caso de EUA e China, o fator era de 3,95 em 2010, isto &eacute;, o custo de vida nos EUA era quase quatro vezes maior que na China.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn9\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref9\" name=\"_ftn9\" title=\"\">[9]<\/a> Os valores do PIB no Brasil foram de: 1970 &#8211; 13,86%; 1971 &#8211; 11,4%; 1972 &#8211; 11,9%; 1973 &#8211; 13,8%; 1874 &#8211; 8,2%; 1975 &#8211; 5,1%; 1976 &#8211; 10,4%; 1977 &#8211; 4,8%; 1978 &#8211; 5,1%; 1979 &#8211; 6,7%; 1980 &#8211; 9,1%<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn10\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref10\" name=\"_ftn10\" title=\"\">[10]<\/a> Leon Trotsky, <i>A Revolu&ccedil;&atilde;o Tra&iacute;da<\/i>, Editora Sundermann, 2005, pag. 51<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn11\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref11\" name=\"_ftn11\" title=\"\">[11]<\/a> A produtividade &eacute;, grosseiramente, a quantidade de mercadorias produzida num pa&iacute;s\/setor\/f&aacute;brica dividida pelo n&uacute;mero de horas trabalhadas.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn12\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref12\" name=\"_ftn12\" title=\"\">[12]<\/a> Carsten Holz, <i>China<\/i><i>&rsquo;s economic growth 1978-2025: what we know today about China&rsquo;s economic growth tomorrow<\/i>, World Development, v. 36, n. 10, 2008.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn13\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref13\" name=\"_ftn13\" title=\"\">[13]<\/a> Robert E. Scott, testemunho perante a <i>U.S. China Economic and Security Review Commission<\/i>, mar&ccedil;o 2011<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn14\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref14\" name=\"_ftn14\" title=\"\">[14]<\/a> Dorothy J. Solinger, <i>The creation of a new underclass in China and its implications<\/i>, International Institute for Environment and Development, www.eau.sagepub.com<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn15\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref15\" name=\"_ftn15\" title=\"\">[15]<\/a> Uma pesquisa do Departamento de Estat&iacute;stica do Trabalho dos EUA estimava em 112 milh&otilde;es o n&uacute;mero de oper&aacute;rios industriais em 2006.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn16\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref16\" name=\"_ftn16\" title=\"\">[16]<\/a> Qi Dongtao, <i>Chinese working class in predicament<\/i>, www.eai.nus.edu.sg\/Vol2No2_QiDongtao.pdf<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn17\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref17\" name=\"_ftn17\" title=\"\">[17]<\/a> http:\/\/factsanddetails.com\/china.php?itemid=155&amp;catid=11&amp;subcatid=70<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn18\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref18\" name=\"_ftn18\" title=\"\">[18]<\/a> Mink Li, <i>The rise of the working class and the future of the Chinese revolution, <\/i>Monthly Review, v. 63, junho de 2011. &ldquo;Incidentes de massas&rdquo; &eacute; uma classifica&ccedil;&atilde;o do governo chin&ecirc;s para todos os tipos de mobiliza&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s, desde greves em pequenas f&aacute;bricas at&eacute; revoltas de milhares. Estes n&uacute;meros deixaram de ser informados oficialmente em 2005.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn19\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref19\" name=\"_ftn19\" title=\"\">[19]<\/a> Os aumentos nominais, sem descontar a infla&ccedil;&atilde;o foram: 4,7% em 2005, 10% em 2006, 6,4% em 2007, 3,2% em 2008, 17% em 2009 e 2010.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"ftn20\">\n<div>\n\t\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rosangela\/Documents\/BE 2012 mar\u00e7o\/China - artigo do CI 06.doc#_ftnref20\" name=\"_ftn20\" title=\"\">[20]<\/a> Este n&uacute;mero inclui os migrantes por terem visto de resid&ecirc;ncia no campo. A popula&ccedil;&atilde;o rural nos EUA &eacute; de 18% e na Am&eacute;rica Latina &eacute; de 20%.<\/span><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O chin&ecirc;s &eacute; um modelo baseado na superexplora&ccedil;&atilde;o e na ditadura, amea&ccedil;ado pela crise mundial e pelas lutas oper&aacute;rias. &nbsp; Partimos do fato de que o capitalismo foi restaurado na China e sua economia hoje est&aacute; totalmente integrada &agrave; economia capitalista mundial. 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