{"id":11108,"date":"2012-01-26T08:46:00","date_gmt":"2012-01-26T08:46:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-01-26T08:46:00","modified_gmt":"2012-01-26T08:46:00","slug":"cronologia-da-vida-de-moreno-sp-1383334792","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/cronologia-da-vida-de-moreno-sp-1383334792\/","title":{"rendered":"Cronologia da vida de Moreno"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"170\" hspace=\"3\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/2007_retrato2.jpg?resize=224%2C170\" vspace=\"3\" width=\"224\" \/> <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Hugo Miguel Bressano Capacete, conhecido politicamente como Nahuel Moreno, nasceu em 24 de abril de 1924 em Juan Bautista Alberdi (povoado agr&iacute;cola e de pecu&aacute;ria da prov&iacute;ncia de Buenos Aires, Argentina). Faleceu em 25 de janeiro de 1987, em Buenos Aires.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Quando Nahuel Moreno morreu, seu antigo companh<\/span>eiro e advers&aacute;rio pol&iacute;tico, Ernest Mandel o recordou com as seguintes palavras: &ldquo;<i>Com ele desaparece um dos &uacute;ltimos representantes do grupo de quadros dirigentes que, ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, mantiveram a continuidade da luta de Le&oacute;n Trotsky em condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis&#8230;&rdquo;<\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Nada mais verdadeiro. O m&eacute;rito de Moreno foi justamente ter sido um continuador &#8211; em nossa opini&atilde;o o mais digno dos tantos que existiram &ndash; da luta de Le&oacute;n Trotsky. Continuador dessa longa marcha que tem um ponto de refer&ecirc;ncia no triunfo da gloriosa Revolu&ccedil;&atilde;o Russa, que continuou na III Internacional, na Oposi&ccedil;&atilde;o de Esquerda e depois na funda&ccedil;&atilde;o da IV Internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">S&oacute; pode se entender a vida e obra de Moreno no marco dessa batalha, que a partir da&iacute; cada um de seus atos se entremescla com grandes acontecimentos ocorridos em uma &eacute;poca pr&oacute;diga em guerras e revolu&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1939 &#8211; <\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno come&ccedil;a sua milit&acirc;ncia em 1939: aos quinze anos de idade entra no trotskismo atrav&eacute;s de um oper&aacute;rio mar&iacute;timo chamado Faraldo que, em 1977, foi sequestrado pela ditadura militar de Videla e atualmente est&aacute; desaparecido. Junto a Faraldo e tr&ecirc;s militantes anarquistas, participa da funda&ccedil;&atilde;o de um centro cultural: o Teatro da Lua.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1941<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &ndash; Incentivados pelo militante norte-americano Terence Phelan, representante do secretariado da Quarta Internacional, a maioria dos pequenos grupos trotsquistas argentinos unificam-se no PORS (Partido Oper&aacute;rio da Revolu&ccedil;&atilde;o Socialista), como se&ccedil;&atilde;o da IV no pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Hugo Bressano incorpora-se ao PORS, organiza&ccedil;&atilde;o que, como todo o trotskismo argentino da &eacute;poca, est&aacute; completamente afastado da classe oper&aacute;ria e se limita a reuni&otilde;es intermin&aacute;veis em bares e caf&eacute;s de Buenos Aires. Moreno tenta romper com essa marginalidade, tomando contato com o movimento oper&aacute;rio. Na f&aacute;brica t&ecirc;xtil Alpargatas conhece um dirigente que lhe causa uma enorme impress&atilde;o: Fidel Ortiz Saavedra, um boliviano semianalfabeto, grande orador e com muito talento pol&iacute;tico.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1942<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Bressano rompe com o PORS. Explica suas raz&otilde;es no artigo intitulado <i>Tr&ecirc;s meses de vida no confusionismo<\/i>. Critica os m&eacute;todos do PORS (intrigas e cal&uacute;nia) e sua pol&iacute;tica. Defende a tese de Liborio Justo (conhecido como Quebracho) para quem a tarefa central nos pa&iacute;ses semicoloniais devia ser a luta pela liberta&ccedil;&atilde;o nacional contra o imperialismo. Entra na LOR, a organiza&ccedil;&atilde;o de Liborio Justo, que lhe p&otilde;e o nome que adotaria pelo resto de sua vida pol&iacute;tica (Nahuel significa &ldquo;tigre&rdquo; no idioma araucano e Moreno pela cor de seu cabelo). Na LOR conhece Mateo Fossa, dirigente oper&aacute;rio que se encontrou com Trotsky em 1938, no M&eacute;xico. Moreno questiona Quebracho por seu m&eacute;todo de fazer acusa&ccedil;&otilde;es pessoais para dirimir diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas. Liborio Justo expulsa-o da LOR.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1943<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno come&ccedil;a a reunir-se com um grupo de adolescentes, em sua maioria oper&aacute;rios de origem judia. Com eles estuda o <i>Que fazer?<\/i> de L&ecirc;nin e leva-os ao trotskismo com a ajuda de Fidel Ortiz Saavedra. O grupo realiza sua primeira atividade internacionalista: publica a <i>Carta a Bol&iacute;via<\/i>, em solidariedade aos exilados desse pa&iacute;s na Argentina.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em um ato do Primeiro de Maio o grupo forma uma pequena coluna de quatro ou cinco integrantes, desfila ao grito de <b>Quarta!<\/b> e s&atilde;o agredidos pela Juventude Socialista. O PORS desaparece e a LOR fica reduzida a dois militantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve seu primeiro texto partid&aacute;rio, a brochura <i>O Partido<\/i>, no qual assinalava como conclus&atilde;o central: <i>&quot;O urgente, o imediato, hoje como ontem &eacute;: aproximar-nos da vanguarda prolet&aacute;ria&quot;<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1944<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Com esse grupo de jovens oper&aacute;rios, funda o GOM (Grupo Oper&aacute;rio Marxista). Mateo Fossa ajuda-os a penetrar no movimento oper&aacute;rio. No 1&ordm; de Maio aparecem os primeiros cartazes do GOM e da IV Internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1945<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O GOM tem uma importante atua&ccedil;&atilde;o no apoio &agrave; greve do frigor&iacute;fico Anglo Ciabasa (uma das f&aacute;bricas mais importantes do pa&iacute;s, com 12.000 oper&aacute;rios). Ao finalizar a greve, um grupo de ativistas e dirigentes da f&aacute;brica incorporara-se ao GOM.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ap&oacute;s essa greve, Moreno e grande parte dos militantes do GOM rompem definitivamente com o &quot;trotskismo bo&ecirc;mio&quot; dos bares e v&atilde;o viver na Vila Pobladora, um bairro da cidade de Avellaneda, a concentra&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria mais importante do pa&iacute;s. Em pouco tempo, Vila Pobladora converte-se em uma &quot;fortaleza trotsquista&quot;. Moreno &eacute; eleito secret&aacute;rio geral do clube do bairro e ali os militantes do GOM ensinam os oper&aacute;rios a ler e escrever e d&atilde;o cursos sobre as revolu&ccedil;&otilde;es francesa e russa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1946<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Juan Domingo Per&oacute;n &eacute; eleito pela primeira vez presidente da Argentina e ganha cada vez mais prest&iacute;gio e peso na classe oper&aacute;ria. O GOM edita seu primeiro jornal (Frente Prolet&aacute;ria) e chega a quase 100 militantes, a maioria de oper&aacute;rios.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1948<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O II Congresso da IV Internacional (o primeiro ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial) re&uacute;ne-se em Paris. O debate central &eacute; a quest&atilde;o do car&aacute;ter social da URSS. Os novos acontecimentos (expropria&ccedil;&atilde;o da burguesia no Leste europeu e Revolu&ccedil;&atilde;o Chinesa) n&atilde;o s&atilde;o discutidos. Moreno participa como delegado do GOM. Ali conhece os dirigentes do movimento trotsquista internacional: o grego Michel Raptis (Pablo), os ingleses Gerry Healy e Bill Hunter, o belga Ernest Mandel, os franceses Pierre Lambert e Pierre Frank, os norte-americanos Joe Cannon, Joseph Hansen, Farrel Dobbs e George Novack. Participa de tr&ecirc;s comiss&otilde;es e &eacute; informante do ponto sobre a Am&eacute;rica Latina.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ap&oacute;s o Congresso, o GOM realiza uma importante atividade internacional e organiza uma reuni&atilde;o com delegados das organiza&ccedil;&otilde;es trotsquistas do Peru, Bol&iacute;via, Uruguai, Brasil, Chile e os tr&ecirc;s grupos argentinos. Nessa reuni&atilde;o, surge o BLA (Bir&ocirc; Latino-americano) com o objetivo de construir a IV Internacional no Cone Sul.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em Avellaneda, Nahuel Moreno &eacute; um dos oradores nos atos organizados pelo GOM em homenagem a Leon Trotsky, nos quais participam entre 200 e 500 pessoas. Em base &agrave; experi&ecirc;ncia acumulada o GOM decide transformar-se em partido e, em dezembro, realiza-se o Congresso de Funda&ccedil;&atilde;o do POR (Partido Oper&aacute;rio Revolucion&aacute;rio).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve seu primeiro trabalho te&oacute;rico: <i>Quatro teses sobre a coloniza&ccedil;&atilde;o espanhola e portuguesa na Am&eacute;rica<\/i>, no qual questiona a vis&atilde;o da maioria da esquerda, que considerava que a coloniza&ccedil;&atilde;o tinha um car&aacute;ter feudal e n&atilde;o capitalista. Tamb&eacute;m escreve <i>A situa&ccedil;&atilde;o agr&aacute;ria argentina<\/i>, <i>Tese industrial<\/i> e <i>Tese Latino-americana<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1949<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; No interior da IV Internacional surge um importante debate sobre o car&aacute;ter social dos novos Estados do Leste europeu onde a burguesia havia sido expropriada. H&aacute; duas posi&ccedil;&otilde;es opostas: Mandel e Cannon afirmam que continuam sendo estados capitalistas. Por outro lado, Pablo, Hansen e Moreno afirmam que s&atilde;o novos Estados oper&aacute;rios.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1951<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno e Jos&eacute; Speroni participam como delegados do POR no III Congresso da IV Internacional. Com a oposi&ccedil;&atilde;o de Moreno e outros delegados, &eacute; aprovada a pol&iacute;tica de Michel Pablo de &ldquo;entrismo&rdquo; nos Partidos Comunistas tradicionais para militar ali.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">O Congresso reconhece o grupo encabe&ccedil;ado por Jos&eacute; Posadas (que defendia as posi&ccedil;&otilde;es de Pablo e Mandel) como se&ccedil;&atilde;o oficial argentina. Frente a este fato, os delegados do SWP dos EUA prop&otilde;em uma modifica&ccedil;&atilde;o dos Estatutos da Internacional de modo a permitir a exist&ecirc;ncia de se&ccedil;&otilde;es simpatizantes. A proposta &eacute; aprovada e o POR &eacute; reconhecido como se&ccedil;&atilde;o simpatizante.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em pol&ecirc;mica com o posadismo, Moreno escreve <i>O grupo Quarta Internacional, agente ideol&oacute;gico do peronismo<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1952<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Explode a revolu&ccedil;&atilde;o boliviana: uma insurrei&ccedil;&atilde;o popular na qual as mil&iacute;cias populares venceram o Ex&eacute;rcito boliviano. A luta era dirigida pela Central Oper&aacute;ria boliviana (COB), apoiada pelo Partido Oper&aacute;rio Revolucion&aacute;rio (POR), se&ccedil;&atilde;o boliviana da IV. Moreno defende a pol&iacute;tica de lutar por &ldquo;<b>Todo poder &agrave; COB<\/b>&rdquo;; Pablo, Mandel e os pr&oacute;prios dirigentes do POR optam por apoiar criticamente o governo nacionalista burgu&ecirc;s de V&iacute;ctor Paz Estenssoro.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">A situa&ccedil;&atilde;o interna da IV explode em um conflito quando Pablo ordena &agrave; se&ccedil;&atilde;o francesa que inicie sua pol&iacute;tica de entrismo no PC franc&ecirc;s e expulsa aqueles que se negam (a maioria).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Per&oacute;n ganha a elei&ccedil;&atilde;o presidencial argentina pela segunda vez.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1953<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; A pol&iacute;tica de Pablo e Mandel frente ao stalinismo e aos ataques &agrave; se&ccedil;&atilde;o francesa provoca a divis&atilde;o da IV Internacional. O POR argentino, com Moreno, rompe com Pablo e o Secretariado Internacional, bem como os trotsquistas ingleses, norte-americanos (SWP, o maior partido da &eacute;poca), e a maioria dos militantes franceses e sul americanos. Forma-se o Comit&ecirc; Internacional (CI).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Carta de ruptura com o pablismo<\/i>. Continua a pol&ecirc;mica sobre a Bol&iacute;via e Moreno publica <i>Duas linhas, a oportunista e a revolucion&aacute;ria, frente &agrave;s massas bolivianas<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1954<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O SI de Pablo e Mandel realiza seu Congresso Mundial no qual se reafirma a orienta&ccedil;&atilde;o de capitula&ccedil;&atilde;o ao stalinismo. Por sua vez, o Comit&ecirc; Internacional, encabe&ccedil;ado pelo SWP, apesar da batalha de Moreno para que atuasse como uma dire&ccedil;&atilde;o para reagrupar o trotskismo ortodoxo e enfrentar decididamente o pablismo, n&atilde;o chama a realiza&ccedil;&atilde;o de nenhum encontro internacional. O POR argentino come&ccedil;a a organizar os trotsquistas ortodoxos do Cone Sul e, com militantes chilenos e peruanos, constituem o CLA (Comit&ecirc; Latino-americano), um organismo para centralizar a atividade na regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Argentina, o POR, que atua na clandestinidade, tenta aproveitar alguns resqu&iacute;cios legais e come&ccedil;a um &ldquo;entrismo&rdquo; no PSRN (Partido Socialista da Revolu&ccedil;&atilde;o Nacional), onde dirige a Federa&ccedil;&atilde;o da Prov&iacute;ncia de Buenos Aires e edita o jornal <i>A Verdade<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>1954, ano chave para o estudo do peronismo<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1955<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Desde <i>A Verdade<\/i>, os trotsquistas dirigidos por Moreno denunciam permanentemente a prepara&ccedil;&atilde;o de um golpe pelo imperialismo, a oligarquia e outros setores contra o governo peronista. Exigem que Per&oacute;n entregue armas aos oper&aacute;rios e que a central sindical (CGT) abandone sua passividade para enfrentar o golpe.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Quando este se d&aacute; (16 de setembro), Per&oacute;n &eacute; obrigado a exilar-se. O POR lan&ccedil;a milhares de panfletos chamando os trabalhadores a enfrentar o golpe, particularmente em 17 de outubro (dia hist&oacute;rico do peronismo) com uma greve geral. Um setor do peronismo acata o chamado, que tem ampla repercuss&atilde;o (com ades&atilde;o de 70% do proletariado industrial). Com a posi&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o do PSRN contra a greve, a Federa&ccedil;&atilde;o Bonaerense rompe com este partido e integra-se &agrave; chamada Resist&ecirc;ncia Peronista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Carta ao Comit&ecirc; Latino-americano (CLA) sobre Bol&iacute;via<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1956<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Tr&ecirc;s anos ap&oacute;s a morte de Josef Stalin, o discurso do secret&aacute;rio geral do PCUS, Nikita Krushchev, no XX Congresso, provoca um profundo impacto no movimento comunista mundial e tamb&eacute;m no trotskismo. Moreno opina que este discurso &eacute; uma manobra da burocracia. Pablo e Mandel, ao contr&aacute;rio, v&ecirc;em um curso progressista da burocracia da URSS.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Argentina, o governo militar decreta a ilegalidade do PSRN. Os trotsquistas dirigidos por Moreno apresentam-se como POR e, nos materiais p&uacute;blicos como Socialismo Revolucion&aacute;rio Trotsquista. Come&ccedil;am a publicar um novo jornal: <i>Unidade Oper&aacute;ria<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1957<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Explode uma importante greve metal&uacute;rgica no pa&iacute;s. O POR, a partir de seu peso nas f&aacute;bricas, codirige a greve. Apesar de n&atilde;o ser metal&uacute;rgico, Moreno participa do Comit&ecirc; Nacional de Greve. A greve &eacute; derrotada e muitos oper&aacute;rios, entre eles militantes do partido, s&atilde;o demitidos e, inclusive, presos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Depois de Per&oacute;n, o que?<\/i>, onde assinala que a tarefa fundamental para a Argentina &eacute; reorganizar o movimento oper&aacute;rio a partir das comiss&otilde;es internas e corpos de delegados das f&aacute;bricas e expulsar os interventores da ditadura militar dos sindicatos e da CGT.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1958<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O SI pablista realiza seu &ldquo;V Congresso Mundial da IV Internacional&rdquo;. O Comit&ecirc; Internacional realiza uma Confer&ecirc;ncia na cidade de Leeds (Inglaterra). Moreno participa como representante do SLATO (Secretariado Latino-americano do Trotskismo Ortodoxo, continuador do CLA) e apresenta a <i>Tese de Leeds<\/i>, sobre a t&aacute;tica de FUR (Frente &Uacute;nica Revolucion&aacute;ria). Na Confer&ecirc;ncia, centralmente, trava uma dura discuss&atilde;o com os delegados do SWP dos EUA sobre a necessidade de enfrentar e derrotar o &quot;pablismo&quot;. Iniciam-se conversas entre o SI e o SWP para reunificar a IV Internacional. Moreno op&otilde;e-se.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Argentina, o POR e um importante setor de ativistas oper&aacute;rios peronistas constroem o MAO (Movimento de Agrupamentos Oper&aacute;rios), que publica o jornal <i>Palavra Oper&aacute;ria<\/i>. Trata-se de uma Frente &Uacute;nica Revolucion&aacute;ria que, com a t&aacute;tica do &quot;entrismo&quot;, atua dentro do movimento peronista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em La Plata (Argentina) um estudante peruano, chamado Hugo Blanco, entra na <i>Palavra Oper&aacute;ria<\/i>. Anos mais tarde Hugo Blanco se converteria em seu pa&iacute;s, (segundo Moreno) no &quot;maior dirigente de massas trotsquista ap&oacute;s Trotsky&quot;. Nos anos seguintes, Hugo Blanco retorna ao Peru e vai trabalhar em uma f&aacute;brica em Lima. Ap&oacute;s participar em uma violenta manifesta&ccedil;&atilde;o contra a visita de Richard Nixon, a pol&iacute;cia ordena sua pris&atilde;o e Blanco refugia-se em Cuzco, onde se desenvolvia uma importante ascens&atilde;o das lutas populares. Ali trabalha como vendedor de jornais e rapidamente organiza o Sindicato &Uacute;nico de Vendedores de Jornais. Como representante desse sindicato, incorpora-se &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o de Trabalhadores do Cuzco (FTC), une-se a seu setor mais combativo, os camponeses, e inicia um trabalho nesse setor.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>O marco hist&oacute;rico da revolu&ccedil;&atilde;o h&uacute;ngara;<\/i> <i>Quem soube lutar contra a Revolu&ccedil;&atilde;o Libertadora dantes de 16 de setembro de 1955?<\/i>; <i>Coment&aacute;rios de algumas teses do marxismo sobre os movimentos nacionais<\/i> e <i>A estrutura econ&ocirc;mica argentina<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1959<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; A Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana abre um novo debate nas filas do trotskismo e da IV Internacional. Pablo apoia o movimento 26 de Julho, encabe&ccedil;ado por Fidel, desde o in&iacute;cio. O resto tem uma atitude mais reticente. Inicialmente, Nahuel Moreno tem uma posi&ccedil;&atilde;o equivocada e compara o triunfo de Fidel ao golpe militar contra Per&oacute;n. Meses depois, come&ccedil;a a mudar de posi&ccedil;&atilde;o e reconhece que a Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana era parte da luta anti-imperialista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1960<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; &Agrave; medida que passa o tempo, o movimento trotsquista aproxima-se a uma posi&ccedil;&atilde;o comum sobre Cuba. O VI Congresso Mundial do SI define Cuba como um &quot;Estado oper&aacute;rio&quot;. O mesmo faz o SWP. No interior do SLATO Moreno prop&otilde;e uma resolu&ccedil;&atilde;o onde se l&ecirc;: &quot;a defesa ativa da Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana &eacute; uma tarefa importante de nossas se&ccedil;&otilde;es&quot;. Em Cuzco, Peru, Hugo Blanco organiza a primeira greve camponesa, que se converte na vanguarda da ocupa&ccedil;&atilde;o de terras. Moreno escreve <i>Cuba, pol&iacute;tica e luta de classes<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1961<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O SLATO aprova uma resolu&ccedil;&atilde;o que afirma que em Cuba h&aacute; &ldquo;um governo oper&aacute;rio e campon&ecirc;s&rdquo; e um &ldquo;Estado oper&aacute;rio em transi&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Nessa mesma reuni&atilde;o, discute-se a situa&ccedil;&atilde;o peruana e as mobiliza&ccedil;&otilde;es camponesas. Os delegados peruanos, presentes na reuni&atilde;o do SLATO, regressam a seu pa&iacute;s com uma extensa carta de Moreno a Hugo Blanco. Nos meses seguintes, ante o avan&ccedil;o das lutas camponesas e o papel de dire&ccedil;&atilde;o que joga Hugo Blanco, o POR argentino envia v&aacute;rios dirigentes e militantes para ajudar o POR peruano. A dire&ccedil;&atilde;o do SLATO muda-se para Lima, para apoiar e desenvolver o processo revolucion&aacute;rio peruano. O POR argentino tenta conectar-se diretamente &agrave; dire&ccedil;&atilde;o cubana. Nahuel Moreno encontra-se em Punta del Leste (Uruguai) com o Che Guevara, mas n&atilde;o encontra grande receptividade. Depois viaja ao Peru, onde a organiza&ccedil;&atilde;o do SLATO tinha incorrido em um desvio foquista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Cuba sacode a Am&eacute;rica<\/i> e <i>Cuba, vanguarda da revolu&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1962<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; No Peru, Moreno tenta frear o desvio putschista da FIR (Frente de Esquerda Revolucion&aacute;ria), mas n&atilde;o consegue. Pouco depois, um comando de nove militantes da FIR realiza um assalto espetacular em uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria de Lima.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Um dos assaltantes &eacute; identificado. Logo depois come&ccedil;a a persegui&ccedil;&atilde;o a FIR e v&aacute;rios de seus militantes s&atilde;o presos. Hugo Blanco fica completamente isolado no campo. Moreno, &eacute; detido na Bol&iacute;via com um pedido de extradi&ccedil;&atilde;o pelo governo peruano, que o acusa de ser o &quot;c&eacute;rebro&quot; do assalto ao banco de Miraflores. As organiza&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias desse pa&iacute;s exigem sua liberdade e conseguem-na um m&ecirc;s depois.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Hugo Blanco come&ccedil;a a ser perseguido no campo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno volta, clandestinamente, a seu pa&iacute;s e encontra um desvio putchista no POR argentino que, em sua aus&ecirc;ncia, decidiu iniciar a luta armada. A tarefa central era a instru&ccedil;&atilde;o militar e vota-se que um importante grupo de quadros, encabe&ccedil;ado por &Aacute;ngel Bengoechea, viaje a Cuba para receber treinamento guerrilheiro. Ap&oacute;s uma longa discuss&atilde;o, Moreno consegue reverter a situa&ccedil;&atilde;o. Vota-se que cinco companheiros viajem a Cuba, mas para pedir ajuda material para impedir que Hugo Blanco seja preso pela repress&atilde;o. Moreno &eacute; detido em Buenos Aires, sob a mesma acusa&ccedil;&atilde;o do assalto ao banco em Peru, e s&oacute; o libertam seis meses depois.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>A revolu&ccedil;&atilde;o latino-americana<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1963<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Em junho, realiza-se o Congresso de Reunifica&ccedil;&atilde;o da IV Internacional. A maioria das correntes trotsquistas do Secretariado Internacional e do Comit&ecirc; Internacional, que reconhecem que em Cuba surgiu um novo Estado oper&aacute;rio, unificam-se dando origem ao Secretariado Unificado da IV Internacional. Ficam de fora as correntes encabe&ccedil;ada pelo ingl&ecirc;s Gerry Healy e o franc&ecirc;s Pierre Lambert.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">O POR argentino, apesar de ser parte das correntes que opinam que Cuba &eacute; um Estado oper&aacute;rio, n&atilde;o ingressa neste momento ao SU por suas diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas e metodol&oacute;gicas com o pablismo, e tamb&eacute;m com o SWP norte-americano que dissolve burocraticamente o CI sem nenhum tipo de balan&ccedil;o do pablismo nem do pr&oacute;prio CI. Ante o fato consumado, e para n&atilde;o ficar isolado, o POR argentino, entra no SU um ano depois, apesar de suas diferen&ccedil;as.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em Cuba os cinco militantes do POR argentino n&atilde;o cumprem a resolu&ccedil;&atilde;o e realizam um duro treinamento guerrilheiro no qual se destacam. &Aacute;ngel Bengoechea e o resto do grupo s&atilde;o ganhos por Guevara para a ideia de construir um foco guerrilheiro na prov&iacute;ncia de Tucum&aacute;n. Pouco depois de regressar de Cuba, o grupo rompe com o POR.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Peru, a guerrilha de Hugo Blanco percorre os vales, impulsionando a reforma agr&aacute;ria. Pouco depois, cai preso e, mais tarde, ser&aacute; julgado e condenado &agrave; morte. Sua pris&atilde;o origina uma grande campanha internacional que consegue que as autoridades peruanas comutem a pena de morte por 25 anos de pris&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Argentina, Nahuel Moreno entrevista-se com Mario Roberto Santucho, dirigente da FRIP (Frente Revolucion&aacute;ria Indo-americanista Popular). Concorda-se em iniciar um trabalho comum em Tucum&aacute;n entre os trabalhadores do a&ccedil;&uacute;car.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Peru: duas estrat&eacute;gias<\/i> e o livro <i>Argentina, um pa&iacute;s em crise<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1964<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O POR ingressa no SU. &Aacute;ngel Bengoechea e quatro militantes de seu grupo morrem em uma explos&atilde;o acidental de um dep&oacute;sito de explosivos. Nahuel Moreno e v&aacute;rios dirigentes s&atilde;o investigados pela pol&iacute;cia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><i><span style=\"font-size: 12pt\">Palavra Oper&aacute;ria<\/span><\/i><span style=\"font-size: 12pt\"> d&aacute; por terminado o &ldquo;entrismo&rdquo; no peronismo e forma-se uma Frente &Uacute;nica Revolucion&aacute;ria com o FRIP, tendente &agrave; unifica&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Dois m&eacute;todos frente &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o latino-americana<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1965<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Re&uacute;ne-se o VIII Congresso Mundial da IV Internacional (o segundo desde a reunifica&ccedil;&atilde;o). Participam delegados de 20 pa&iacute;ses.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Argentina, realiza-se a fus&atilde;o entre <i>Palavra Oper&aacute;ria<\/i> e a FRIP e forma-se o PRT (Partido Revolucion&aacute;rio dos Trabalhadores). Nas elei&ccedil;&otilde;es da Argentina um militante do PRT, Leandro Fote, dirigente dos trabalhadores do a&ccedil;&uacute;car, &eacute; eleito deputado provincial na prov&iacute;ncia de Tucum&aacute;n. &Eacute; o primeiro deputado trotsquista no pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve o livro <i>Bases para a interpreta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da hist&oacute;ria argentina<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1966<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno escreve <i>A situa&ccedil;&atilde;o latino-americana<\/i> e o livro <i>A luta recome&ccedil;a<\/i>, ante um novo golpe militar na Argentina.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1967<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Na Argentina, o PRT divide-se. Um setor, encabe&ccedil;ado por Moreno, defende que a luta armada est&aacute; subordinada &agrave; luta de classes e que o partido deve ser cada vez mais unido &agrave; classe oper&aacute;ria. O outro setor, encabe&ccedil;ado por Santucho, defende o in&iacute;cio da luta armada independentemente do n&iacute;vel da luta de classes e impulsiona a militariza&ccedil;&atilde;o do partido. Surgem, por um lado, o PRT (A Verdade), dirigido por Moreno e, pelo outro, o PRT (O Combatente), dirigido por Santucho. Anos depois, o PRT (O Combatente) construiria o ERP (Ex&eacute;rcito Revolucion&aacute;rio do Povo).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve o livro <i>As revolu&ccedil;&otilde;es Chinesa e Indochinesa<\/i> e <i>Am&eacute;rica Latina e a OLAS<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1968<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Produz-se o Maio Franc&ecirc;s. No CEI da IV Internacional come&ccedil;a o debate a favor e contra o guerrilheirismo. A maioria do SU apoia esta posi&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1969<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Na Argentina, produz-se uma semi-insurrei&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria e estudantil na cidade de C&oacute;rdoba, o &ldquo;Cordobazo&rdquo;, e se abre uma etapa pr&eacute;-revolucion&aacute;ria no pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Fran&ccedil;a, realiza-se o IX Congresso da IV Internacional. Participam delegados e observadores de 30 pa&iacute;ses.&nbsp;Moreno e Ernesto Gonz&aacute;lez s&atilde;o os delegados do PRT-LV. Aprova-se a linha guerrilheirista com a oposi&ccedil;&atilde;o do SWP, do PRT-LV e outras organiza&ccedil;&otilde;es (a &ldquo;minoria&rdquo;). O congresso reconhece o PRT-ERP como se&ccedil;&atilde;o oficial por suas posi&ccedil;&otilde;es guerrilheiristas. Anos depois, esta organiza&ccedil;&atilde;o rompe com a IV Internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno &eacute; detido novamente durante v&aacute;rios meses no Peru. Na pris&atilde;o escreve a brochura <i>Moral bolche ou espontane&iacute;sta<\/i> e, j&aacute; libertado, <i>Ap&oacute;s o Cordobazo<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1970<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; No Chile, a Frente Popular encabe&ccedil;ada pelo socialista Salvador Allende ganha a elei&ccedil;&atilde;o presidencial.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve o livro <i>L&oacute;gica marxista e ci&ecirc;ncias modernas<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1972<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno impulsiona uma posi&ccedil;&atilde;o muito pol&ecirc;mica na esquerda argentina: utilizar as margens legais conquistadas a partir do Cordobazo. O PRT-A Verdade abre sedes semilegais e chega a um acordo com um setor de esquerda do socialismo reformista para legalizar um novo partido e participar das elei&ccedil;&otilde;es. O novo partido &eacute; o PST (Partido Socialista dos Trabalhadores).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Chile, um grupo de exilados brasileiros forma o grupo <i>Ponto de Partida<\/i>. Por interm&eacute;dio de Hugo Blanco (que havia sido libertado e estava nesse pa&iacute;s) entram em contato com a IV Internacional e com Moreno.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Argentina e Bol&iacute;via: um balan&ccedil;o<\/i> (coautor), a brochura <i>Uma campanha eleitoral revolucion&aacute;ria<\/i> e <i>Lora renega o trotskismo<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1973<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; No Chile, o golpe militar encabe&ccedil;ado por Augusto Pinochet derruba o governo de Salvador Allende e desata uma violenta repress&atilde;o. O grupo de exilados brasileiros <i>Ponto de Partida<\/i> sofre as consequ&ecirc;ncias do golpe: T&uacute;lio Quintiliano &eacute; assassinado: Enio &eacute; preso no Est&aacute;dio Nacional, mas consegue asilo na Fran&ccedil;a; Zez&eacute;, Jorge Pinheiro e Waldo Mermelstein fogem para a Argentina, onde entram no PST. Com o objetivo de retornar ao Brasil, fundam a <i>Liga Oper&aacute;ria<\/i> e come&ccedil;am a publicar o jornal <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria.<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">O PST, ao contr&aacute;rio da maioria da esquerda argentina, desenvolve uma campanha eleitoral vitoriosa, multiplica v&aacute;rias vezes seu n&uacute;mero de militantes (supera os mil) e transforma-se em um dos maiores partidos trotsquistas do mundo. O velho dirigente dos oper&aacute;rios madeireiros, Mateo Fossa, entra no partido.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em torno do documento <i>Argentina e Bol&iacute;via: um balan&ccedil;o<\/i> forma-se a TLT (Tend&ecirc;ncia Leninista Trotsquista) encabe&ccedil;ada pelo PST argentino e o SWP. Em agosto a TLT transforma-se em FLT (Fra&ccedil;&atilde;o Leninista Trotsquista).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno, polemizando com Ernest Mandel, escreve <i>Um documento escandaloso<\/i>, trabalho mais conhecido como &quot;O Morenazo&quot; e que foi posteriormente publicado como livro com o t&iacute;tulo <i>O Partido e a Revolu&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1974<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Na Argentina, um setor do governo peronista, chamado lopez-reguismo, impulsiona a <i>Tr&iacute;plice A<\/i> (Alian&ccedil;a Anticomunista Argentina) que publica listas de militantes de esquerda e populares e exigem que saiam do pa&iacute;s. Nahuel Moreno encabe&ccedil;a uma das primeiras listas. Quem n&atilde;o acata come&ccedil;a a ser assassinado, entre eles, militantes do PST como o &quot;&Iacute;ndio&quot; Fern&aacute;ndez, um oper&aacute;rio metal&uacute;rgico. As sedes do PST s&atilde;o metralhadas e atacadas com bombas. Um comando fascista ataca uma sede e assassina tr&ecirc;s oper&aacute;rios do partido. A dire&ccedil;&atilde;o do PST exige publicamente do governo que entregue armas pesadas ao PST para defender suas sedes. O governo n&atilde;o responde. Em um importante ato nos funerais dos tr&ecirc;s militantes mortos, Nahuel Moreno chama publicamente a esquerda a formar grupos de autodefesa comuns para proteger as sedes dos diferentes partidos de esquerda. A esquerda n&atilde;o responde.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">O grupo de exilados brasileiros retorna ao Brasil onde continuam construindo a <i>Liga Oper&aacute;ria<\/i> e publicando o jornal <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1975<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Na Argentina, uma greve geral contra o governo de Isabel Per&oacute;n derruba seus dois ministros mais importantes: Celestino Rodrigo e Jos&eacute; L&oacute;pez Rega. Os ataques contra o PST multiplicam-se: metralham a sede central e na cidade de La Plata um comando sequestra e assassina oito militantes. A partir desse fato, a dire&ccedil;&atilde;o do PST decide fechar as sedes e passar toda a milit&acirc;ncia &agrave; clandestinidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno visita Portugal e toma contato direto com a revolu&ccedil;&atilde;o portuguesa. Escreve a brochura <i>Revolu&ccedil;&atilde;o e contrarrevolu&ccedil;&atilde;o em Portugal<\/i>. As diferen&ccedil;as sobre a revolu&ccedil;&atilde;o portuguesa e as surgidas a partir da luta anticolonial em Angola provocam a ruptura com o SWP e a dissolu&ccedil;&atilde;o da FLT.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1976<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Em mar&ccedil;o, produz-se um sangrento golpe militar na Argentina. Milhares de ativistas oper&aacute;rios e populares s&atilde;o presos, torturados e assassinados, entre eles mais de cem militantes do PST.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno sai clandestinamente da Argentina e instala-se em Bogot&aacute; (Col&ocirc;mbia). Ali funda a <i>Tend&ecirc;ncia Bolchevique<\/i> (TB) que pouco tempo depois se transforma em fra&ccedil;&atilde;o (FB). Moreno ganha o Bloco Socialista da Col&ocirc;mbia para a IV Internacional e para a Tend&ecirc;ncia Bolchevique e, pouco depois, &eacute; fundado o Partido Socialista dos Trabalhadores da Col&ocirc;mbia. Com essa nova localiza&ccedil;&atilde;o, Moreno e um grupo de quadros argentinos e a dire&ccedil;&atilde;o do PST colombiano impulsionam a constru&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1977<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; A luta contra o ditador Somoza generaliza-se na Nicar&aacute;gua. A FSLN (Frente Sandinista de Liberta&ccedil;&atilde;o Nacional) ganha peso. A FB levanta a palavra de ordem <b>Vit&oacute;ria para a FSLN!<\/b> O SWP critica a FB por esta pol&iacute;tica e ataca duramente a FSLN, Mandel n&atilde;o se pronuncia. No Brasil, a Liga Oper&aacute;ria cresce e chega aos 300 militantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno viaja &agrave; Europa. Na Espanha, acompanha de perto os primeiros passos da conforma&ccedil;&atilde;o do Partido Socialista dos Trabalhadores (PST) e impulsiona a defesa da Rep&uacute;blica contra a monarquia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Escreve <i>Angola: a revolu&ccedil;&atilde;o negra em marcha<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1978<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Na Nicar&aacute;gua, generaliza-se a insurrei&ccedil;&atilde;o popular contra Somoza e v&aacute;rias cidades s&atilde;o tomadas pela popula&ccedil;&atilde;o. No Brasil, o Movimento Converg&ecirc;ncia Socialista, impulsionado pela Liga Oper&aacute;ria realiza sua Primeira Conven&ccedil;&atilde;o Nacional com mais de 1200 pessoas presentes. Moreno participa desse evento.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Como uma forma de acompanhar mais de perto a heroica luta do PST contra a ditadura militar na Argentina, Moreno re&uacute;ne-se em v&aacute;rias oportunidades, no Brasil, com a dire&ccedil;&atilde;o argentina. Em um dessas viagens, ap&oacute;s participar da conven&ccedil;&atilde;o da Converg&ecirc;ncia Socialista, cai preso com v&aacute;rios militantes brasileiros. Uma campanha internacional, &agrave; qual aderem personalidades de todo mundo, impede que a ditadura brasileira o envie &agrave; Argentina onde, seguramente, seria preso ou &quot;desaparecido&quot;. Finalmente, o governo brasileiro deporta-o para a Col&ocirc;mbia e pro&iacute;be-o de voltar ao Brasil.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Nessa &eacute;poca, Moreno recomenda que os trotsquistas brasileiros chamem os sindicalistas e os trabalhadores a construir um PT (Partido dos Trabalhadores).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve o livro <i>A ditadura revolucion&aacute;ria do proletariado<\/i> em pol&ecirc;mica com o trabalho de Mandel <i>Democracia Socialista e Ditadura do Proletariado<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1979<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; No Peru, v&aacute;rias for&ccedil;as de esquerda, em sua maioria trotsquistas, formam o FOCEP (Frente Oper&aacute;ria Camponesa e Estudantil Peruana) cuja figura mais destacada &eacute; Hugo Blanco. Nas elei&ccedil;&otilde;es, apesar da fraude, a FOCEP consegue 11% dos votos. O trotskismo ganha um grande destaque. Hugo Blanco (unido nessa &eacute;poca &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es do SWP) e o ex-oper&aacute;rio metal&uacute;rgico Enrique Fern&aacute;ndez (da Fra&ccedil;&atilde;o Bolchevique) s&atilde;o eleitos deputados; Ricardo Napur&iacute; (do POMR, lambertista) &eacute; eleito senador.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Brasil, os militantes da CS seguem a orienta&ccedil;&atilde;o de Moreno e chamam a construir um PT. No IX Congresso dos Metal&uacute;rgicos do Estado de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Maria de Almeida, um oper&aacute;rio metal&uacute;rgico da Converg&ecirc;ncia Socialista, prop&otilde;e um manifesto que chama <i>&quot;todos os trabalhadores brasileiros a unir-se na constru&ccedil;&atilde;o de seu partido, o Partido dos Trabalhadores&quot;.<\/i> A mo&ccedil;&atilde;o &eacute; aprovada e assim come&ccedil;ava a constru&ccedil;&atilde;o de um dos maiores partidos oper&aacute;rios do mundo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Na Col&ocirc;mbia, o Partido Socialista dos Trabalhadores, por proposta de Moreno, chama publicamente a forma&ccedil;&atilde;o da Brigada de Volunt&aacute;rios Sim&oacute;n Bol&iacute;var para juntar-se &agrave; FSLN na luta armada contra Somoza. Mais de mil pessoas (a maioria colombianos, mas tamb&eacute;m costa-riquenses, panamenhos, equatorianos, bolivianos, argentinos e chilenos) respondem ao chamado e mais de 100 entram na Nicar&aacute;gua e se incorporam &agrave; luta armada (tr&ecirc;s deles morrem combatendo e v&aacute;rios ficam feridos). Ap&oacute;s 45 dias de greve geral, as colunas da FSLN entram em forma triunfal em Man&aacute;gua. Uma parte da Brigada Sim&oacute;n Bol&iacute;var entra em Man&aacute;gua junto da coluna sul do sandinismo e outra parte toma e liberta a cidade de Bluefields (o principal porto do Oceano Atl&acirc;ntico).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Os sandinistas formam um governo de Reconstru&ccedil;&atilde;o Nacional integrado tamb&eacute;m por setores da burguesia opositora. Ap&oacute;s a queda de Somoza, a Brigada Sim&oacute;n Bol&iacute;var dedica-se a organizar sindicatos. A atividade &eacute; t&atilde;o vitoriosa que, quando se funda a central sindical, sandinista 70% dos sindicatos presentes era formado pela Brigada. Nesse momento, uma marcha de mais de 3.000 nicaraguenses acompanha os brigadistas que solicitam que o governo os reconhe&ccedil;a como cidad&atilde;os nicaraguenses. Mas os sandinistas det&ecirc;m os brigadistas e expulsam-os do pa&iacute;s entregando-os &agrave; pol&iacute;cia panamenha. No Panam&aacute; s&atilde;o presos, agredidos e torturados.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">A Fra&ccedil;&atilde;o Bolchevique pede que o Secretariado Unificado repudie a repress&atilde;o &agrave; Brigada Sim&oacute;n Bol&iacute;var, mas o SU nada faz. Ao contr&aacute;rio, o SU envia v&aacute;rios de seus mais importantes dirigentes &agrave; Nicar&aacute;gua para entrevistar-se com os sandinistas a quem entregam uma carta na qual condenam a Brigada Sim&oacute;n Bol&iacute;var.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ante esta grave transgress&atilde;o, tanto aos princ&iacute;pios pol&iacute;ticos como &agrave; moral revolucion&aacute;ria, a FB rompe com o SU. Por sua vez, o CC da OCI francesa (lambertista) e outras correntes trotsquistas solidarizam-se com a FB e com a Brigada Sim&oacute;n Bol&iacute;var. A partir da&iacute;, forma-se o Comit&ecirc; Parit&aacute;rio entre a FB, o CORQUI (a organiza&ccedil;&atilde;o internacional encabe&ccedil;ada por Pierre Lambert) e a TLT (uma pequena fra&ccedil;&atilde;o do SU), que tem como objetivo testar a possibilidade de unificar essas tr&ecirc;s correntes em uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional comum e assim dar um salto na reconstru&ccedil;&atilde;o da IV Internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1980<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O Comit&ecirc; Parit&aacute;rio define-se pela unifica&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s correntes. Moreno &eacute; o encarregado de elaborar o programa da nova organiza&ccedil;&atilde;o internacional. Nesse enquadramento, a FB realiza uma Confer&ecirc;ncia onde vota sua dissolu&ccedil;&atilde;o. Em Paris realiza-se o congresso de funda&ccedil;&atilde;o da nova organiza&ccedil;&atilde;o internacional que se denomina CI-QI (Comit&ecirc; Internacional &#8211; Quarta Internacional).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Como parte de seu trabalho de elaborar as bases program&aacute;ticas da CI-QI, Moreno escreve o livro <i>Teses para a Atualiza&ccedil;&atilde;o do Programa de Transi&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1981 <\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\">&#8211; Na Fran&ccedil;a, a Frente Popular encabe&ccedil;ada por Fran&ccedil;ois Mitterrand ganha a elei&ccedil;&atilde;o presidencial. A OCI francesa, principal organiza&ccedil;&atilde;o do ex-CORQUI, capitula ao governo de Mitterrand. Come&ccedil;a uma dura discuss&atilde;o no interior da CI-QI, sobre a pol&iacute;tica que devem ter os revolucion&aacute;rios na Fran&ccedil;a, brutalmente interrompida por Lambert, que expulsa os cr&iacute;ticos de seu partido. A CI-QI explode. O ex-CORQUI reagrupa-se e o mesmo faz a ex-Fra&ccedil;&atilde;o Bolchevique, &agrave; qual se aproximam dois importantes dirigentes p&uacute;blicos do lambertismo: o peruano Ricardo Napur&iacute; e o venezuelano Alberto Franceschi.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Brasil, funda-se o Partido dos Trabalhadores (PT). Na Espanha, Moreno leva a cabo uma dura pol&ecirc;mica com a dire&ccedil;&atilde;o do PST na qual alerta contra o enorme engano que sup&otilde;e considerar o regime surgido com o p&oacute;s-franquismo como &quot;democr&aacute;tico burgu&ecirc;s&quot; e a imperiosa necessidade de relocalizar o combate contra a monarquia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>Considera&ccedil;&otilde;es gerais sobre a revolu&ccedil;&atilde;o latino-americana<\/i>; <i>Complemento ao projeto de resolu&ccedil;&atilde;o sobre a Pol&ocirc;nia<\/i>; <i>O governo de Mitterrand: Suas perspectivas e nossa pol&iacute;tica<\/i> e <i>Am&eacute;rica Central: seis pa&iacute;ses, uma na&ccedil;&atilde;o, uma revolu&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1982<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Em Bogot&aacute; (Col&ocirc;mbia), Moreno dirige a confer&ecirc;ncia de funda&ccedil;&atilde;o da LIT-QI. Participam delegados de 18 pa&iacute;ses (a maioria da ex-FB) e tamb&eacute;m aderem Ricardo Napur&iacute; e Alberto Franceschi com um grupo importante de militantes provenientes do lambertismo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Em abril, come&ccedil;a a Guerra das Malvinas entre a Argentina e a Inglaterra. Moreno e o PST tomam uma posi&ccedil;&atilde;o muito pol&ecirc;mica na esquerda argentina e mundial: seguindo os ensinamentos de Trotsky, chama a classe oper&aacute;ria argentina a colocar-se, do ponto de vista militar, no campo da ditadura assassina contra o &quot;democr&aacute;tico&quot; imp&eacute;rio ingl&ecirc;s. Durante a guerra, dois dos presos mais antigos da ditadura e importantes dirigentes oper&aacute;rios do PST argentino (o &ldquo;pelado&rdquo; Matosas e o &ldquo;petiso&rdquo; P&aacute;ez) oferecem-se como volunt&aacute;rios para lutar contra os ingleses nas Ilhas Malvinas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">A Argentina &eacute; derrotada pelos ingleses e a ditadura fica ferida de morte.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno regressa &agrave; Argentina e dedica-se a impulsionar a constru&ccedil;&atilde;o de um novo partido: o MAS (Movimento ao Socialismo), formado a partir dos militantes do PST.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve as <i>Teses de Funda&ccedil;&atilde;o da LIT<\/i>, <i>1982: Come&ccedil;a a Revolu&ccedil;&atilde;o<\/i>, <i>Por que Fidel negocia em segredo com Reagan?<\/i>; <i>Algumas reflex&otilde;es sobre a revolu&ccedil;&atilde;o polonesa<\/i> e <i>A Trai&ccedil;&atilde;o da OCI<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1983<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; O MAS desenvolve-se rapidamente: abre quase 300 sedes, ganha um importante n&uacute;mero de militantes e realiza atos em grandes est&aacute;dios esportivos com milhares de pessoas. Em poucos anos, transforma-se na principal organiza&ccedil;&atilde;o da esquerda argentina.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1984<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno viaja &agrave; Espanha para ajudar o PST a superar uma importante crise. A orienta&ccedil;&atilde;o fundamental que prop&otilde;e ao partido espanhol &eacute; orientar-se em dire&ccedil;&atilde;o ao movimento oper&aacute;rio e suas lutas. Seguindo esta orienta&ccedil;&atilde;o, o PST interv&eacute;m em cheio na grande greve dos estaleiros.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Brasil, a Converg&ecirc;ncia Socialista encabe&ccedil;a uma lista sindical que ganha um dos mais importantes sindicatos oper&aacute;rios do pa&iacute;s, o dos metal&uacute;rgicos de Belo Horizonte e Contagem.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Moreno escreve <i>As Revolu&ccedil;&otilde;es do S&eacute;culo XX<\/i>; <i>Problemas de Organiza&ccedil;&atilde;o<\/i>; <i>Projeto de Teses sobre a Situa&ccedil;&atilde;o Mundial<\/i>; <i>Teses sobre o Guerrilheirismo<\/i> e <i>Nossa Experi&ecirc;ncia com o Lambertismo<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1985<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Ap&oacute;s sete anos, Moreno pode retornar legalmente ao Brasil e toma contato com os principais trabalhos oper&aacute;rios da Converg&ecirc;ncia Socialista. Recomenda &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o centrar sua atividade nas lutas oper&aacute;rias e nas oposi&ccedil;&otilde;es sindicais.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">A partir dali, listas encabe&ccedil;adas pela CS vencem as elei&ccedil;&otilde;es do Sindicato dos Banc&aacute;rios do Rio de Janeiro e dos Metal&uacute;rgicos de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1986<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Moreno viaja &agrave; Europa e entrevista-se com importantes dirigentes do Workers Revolutionary Party da Gr&atilde;-Bretanha. Na Espanha, Moreno acompanha o processo de mobiliza&ccedil;&otilde;es pelo referendo da OTAN contra o governo de Felipe Gonz&aacute;lez e ajuda a orientar o PST nas elei&ccedil;&otilde;es gerais (onde obt&eacute;m 84.000 votos) e nas elei&ccedil;&otilde;es sindicais.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"font-size: 12pt\">Publica-se <i>Conversando com Moreno<\/i>, sob a forma de entrevista, e escreve <i>Conceitos Pol&iacute;ticos Elementares<\/i>; e <i>O Sandinismo e a Revolu&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"font-size: 12pt\">1987<\/span><\/b><span style=\"font-size: 12pt\"> &#8211; Em 25 de janeiro, aos 62 anos, Nahuel Moreno morre surpreendentemente em Buenos Aires por insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca. Em seu vel&oacute;rio participam v&aacute;rios milhares de militantes e uma coluna de 10.000 acompanha o translado de seu corpo ao cemit&eacute;rio da Chacarita. Chegam cartas de condol&ecirc;ncias da maioria dos partidos trotsquistas do mundo, bem como das centrais sindicais de Espanha, Bol&iacute;via, Brasil e Col&ocirc;mbia.<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":17860,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"litci_post_political_author":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-11108","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/2007_retrato2.jpg?fit=224%2C170&ssl=1","fimg_url":"https:\/\/i0.wp.com\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/2007_retrato2.jpg?fit=224%2C170&ssl=1","categories_names":[],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11108\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}