{"id":10152,"date":"2010-05-19T04:00:09","date_gmt":"2010-05-19T04:00:09","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-05-19T04:00:09","modified_gmt":"2010-05-19T04:00:09","slug":"o-preco-da-destruicao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/es\/o-preco-da-destruicao-ambiental\/","title":{"rendered":"O pre\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"\n<div \/>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" height=\"101\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/Queimada_ABr_03_opt (1).jpg\" vspace=\"3\" width=\"150\" \/>No final do ano passado, o capitalismo mostrou sua total incapacidade em resolver os problemas que amea\u00e7am a humanidade. A maior reuni\u00e3o diplom\u00e1tica da hist\u00f3ria, a 15\u00aa Confer\u00eancia do Clima (COP-15), que reuniu mais de 200 chefes de estado, terminou em um retumbante fracasso.<br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t\u00a0A humanidade que dependia de uma decis\u00e3o importante para enfrentar o aquecimento global foi abandonada \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO desenvolvimento do capitalismo industrial ocasionou uma desastrosa degrada\u00e7\u00e3o ambiental. Como prova da a\u00e7\u00e3o irracional sobre a natureza, estima-se que <em>30 mil esp\u00e9cies<\/em>s\u00e3o<em>extintas<\/em> por ano. Em 2007, o sinal vermelho foi dado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), \u00f3rg\u00e3o ligado a ONU que re\u00fane centenas de cientistas que estudam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas da Terra. Segundo o IPCC, a temperatura da Terra pode subir entre 1,1\u00baC e 4\u00baC at\u00e9 2100.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tAs maiores evid\u00eancias cient\u00edficas sobre o aquecimento global s\u00e3o a diminui\u00e7\u00e3o da cobertura de neves de altas montanhas e o r\u00e1pido degelo do \u00c1rtico.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tNo \u00faltimo s\u00e9culo a temperatura do \u00c1rtico aumentou 2 graus, o que resultou no derretimento de 40% da camada de gelo. O fen\u00f4meno \u00e9 evidente. Pela primeira vez na hist\u00f3ria, navios cargueiros fazem pelo \u00c1rtico a rota entre a \u00c1sia e a Europa.\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO degelo de geleiras e de \u00e1reas continentais, como por exemplo, da Groel\u00e2ndia ou da Ant\u00e1rtida, vai elevar os n\u00edveis dos oceanos, al\u00e9m de provocar o aquecimento das \u00e1guas. O IPCC prev\u00ea que os oceanos podem se elevarem entre 18 cm e 58 at\u00e9 o fim do s\u00e9culo.\u00a0 Isso vai resultar no desaparecimento de cidades costeiras e ilhas. Tamb\u00e9m vai mudar de forma imprevis\u00edvel o clima.\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tLocalmente, as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ir\u00e3o de secas a enchentes extremas, com inc\u00eandios de vastas propor\u00e7\u00f5es, pestes agr\u00edcolas descontroladas, altera\u00e7\u00f5es (ou extin\u00e7\u00e3o) em diversos ecossistemas, que, por sua vez, influenciar\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, provocaram imensos deslocamentos populacionais (os refugiados do clima), e muitas outras cat\u00e1strofes.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Um caminho sem volta<\/b><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO aquecimento \u00e9 provocado pela emiss\u00e3o dos gases estufa, como o di\u00f3xido de carbono (CO2), metano ou \u00f3xido nitroso. Eles aprisionam o calor emitido pela Terra, como se houvesse um cobertor embrulhando o planeta.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tA maior parte desses gases \u00e9 produzida pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis (petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s), a principal matriz energ\u00e9tica da humanidade desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tMuitos cientistas apontam que o ser humano interfere no clima do planeta praticamente desde que surgiram as primeiras civiliza\u00e7\u00f5es e, com elas, as atividades agr\u00edcolas. No entanto, ap\u00f3s era do capitalismo industrial houve um salto qualitativo de emiss\u00f5es dos gases estufa. O metano, por exemplo, aumentou em 145%, enquanto o di\u00f3xido de carbono aumentou em 30% e o \u00f3xido nitroso, em 15%.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO pior de tudo \u00e9 que aquecimento j\u00e1 \u00e9 irrevers\u00edvel. Segundo o IPCC, mesmo se todas as emiss\u00f5es de gases estufa fossem cortadas a zero, o fen\u00f4meno continuaria por s\u00e9culos. Resta apenas tentar estabilizar as emiss\u00f5es que causam o efeito estufa para evitar uma cat\u00e1strofe ainda maior.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Uma bomba rel\u00f3gio <\/b><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tH\u00e1 bons motivos para os cientistas defenderem medidas para estabilizar o aquecimento global.\u00a0 De acordo com o IPCC seria necess\u00e1rio cortar as emiss\u00f5es de gases estufa em 80% nos pr\u00f3ximos 40 anos. Do contr\u00e1rio a temperatura do planeta continuar\u00e1 aumentando, e o aquecimento do planeta ter\u00e1 um efeito domin\u00f3 devastador.\u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tAo longo do norte do Canad\u00e1 e da Sib\u00e9ria encontra-se o chamado Permafrost, um tipo de solo congelado que em raz\u00e3o de processos de decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica mant\u00eam bilh\u00f5es de toneladas de metano, um g\u00e1s estufa 20 vezes mais potente que o di\u00f3xido de carbono. A libera\u00e7\u00e3o desse metano estocado poderia provocar um aquecimento global descontrolado, amea\u00e7ando a humanidade.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tDo mesmo modo, a diminui\u00e7\u00e3o do da \u00e1rea congelada no \u00c1rtico tamb\u00e9m diminui a capacidade de reflex\u00e3o dos raios solares. Ou seja, \u00e0 medida que a \u00e1rea gelada diminui, a regi\u00e3o absorve mais calor, aumentando a temperatura e acelerando o derretimento do gelo. Al\u00e9m disso, o aumento da temperatura dos oceanos diminui a capacidade de absor\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tPor fim, a consequ\u00eancia da destrui\u00e7\u00e3o das nossas florestas \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de mais gases estufa na atmosfera (atrav\u00e9s de queimadas), como tamb\u00e9m reduz toda uma cobertura valiosa para absor\u00e7\u00e3o destes poluentes.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Brasil: destrui\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s do verniz verde<\/b><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tOs pa\u00edses imperialistas t\u00eam sido respons\u00e1veis pela maior parte das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa. Os Estados Unidos, por exemplo, s\u00e3o respons\u00e1veis por mais de 30% de toda a emiss\u00e3o de gases que causam o aquecimento da Terra. No entanto, v\u00e1rios pa\u00edses como China, \u00cdndia e Brasil, tamb\u00e9m se encontram entre os grandes emissores.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tNo Brasil, as maiores emiss\u00f5es s\u00e3o em raz\u00e3o das queimadas das florestas provocado pelo avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio sobre a Amaz\u00f4nia e o cerrado. O avan\u00e7o do setor encontrou um importante parceiro no governo Lula, que se expandiu gra\u00e7as a generosos financiamentos p\u00fablicos.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO governo fala em biodiesel e na constru\u00e7\u00e3o de hidroel\u00e9tricas pra combater a polui\u00e7\u00e3o. No entanto, isso vai provocar mais destrui\u00e7\u00e3o. Lavouras de cana-de-a\u00e7\u00facar avan\u00e7am \u00e0 custa da <em>devasta\u00e7\u00e3o<\/em>de florestas<em>. A submers\u00e3o de florestas, causadas por hidroel\u00e9tricas, produz metano em virtude da decomposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.\u00a0 Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz\u00f4nia (INPA) mostrou que ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da barragem do Tucuruvi, no in\u00edcio dos anos 90, foram liberados 1,2 milh\u00e3o de toneladas de metano anualmente na atmosfera. O dado oferece uma p\u00e1lida id\u00e9ia do que vir\u00e1 com Belo Monte. <\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>Tamb\u00e9m foi sob o governo Lula (durante o minist\u00e9rio &ldquo;verde&rdquo; de Marina Silva) que foi liberado o cultivo da soja transg\u00eanica, al\u00e9m das obras da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco que visavam favorecer o agroneg\u00f3cio.<\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\tComo se n\u00e3o bastasse, Lula e <em>Marina aprovaram leis que permitem alugar as florestas p\u00fablicas brasileiras para empresas privadas e ONG&rsquo;s (Projeto de Gest\u00e3o de Florestas P\u00fablicas). O projeto colocou toda a nossa biodiversidade da Amaz\u00f4nia brasileira \u00e0 merc\u00ea dos empres\u00e1rios, inclusive dos estrangeiros.<\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>H\u00e1 op\u00e7\u00e3o para a cat\u00e1strofe ambiental? <\/b><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tA destrui\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 indissoci\u00e1vel da acumula\u00e7\u00e3o capitalista. Para ampliar seus lucros, a burguesia precisa aumentar sua produ\u00e7\u00e3o e impor padr\u00f5es de um consumo desenfreado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Mas na corrida pelo lucro a capacidade de auto-recomposi\u00e7\u00e3o a natureza \u00e9 superada pela velocidade da produ\u00e7\u00e3o capitalista. \u00a0A destrui\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 uma consequ\u00eancia natural do sistema.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tAs propostas de desenvolvimento sustent\u00e1vel &ndash; t\u00e3o a gosto de supostos ambientalistas como Marina Silva &#8211; tentam conciliar o que na verdade \u00e9 imposs\u00edvel: crescimento econ\u00f4mico e os lucros dos capitalistas com preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Essa proposta insere-se no marco da defesa de um &ldquo;capitalismo ecol\u00f3gico&rdquo;, com rosto humano. Seus defensores apresentado a devasta\u00e7\u00e3o ambiental como responsabilidade cada indiv\u00edduo e n\u00e3o um problema inerente do sistema.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tO capitalismo n\u00e3o pode superar a crise que provocou, pois isso significaria p\u00f4r limites aos lucros da burguesia. Dessa forma, qualquer proposta de cunho reformista estar\u00e1 fadada ao fracasso, como foi com o Protocolo de Kyoto (que sequer teve a participa\u00e7\u00e3o dos EUA, maior poluidor do mundo) ou o fracasso da COP-15.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tPor outro lado, a &ldquo;sustentabilidade&rdquo; &#8211; como tudo no capitalismo &#8211; tornou-se mais uma forma de se ganhar muito dinheiro. Os chamados cr\u00e9ditos de carbono movimentam hoje 120 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Ecologia e crise social<\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\tA quest\u00e3o ecol\u00f3gica tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 separada da crise social produzida pelo capitalismo. Desastres naturais est\u00e3o diretamente associados aos graves problemas sociais. As trag\u00e9dias ocorridas pelos deslizamentos de morros no Rio de Janeiro expuseram a situa\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de trabalhadores que s\u00e3o arrastados para as favelas, expulsos de \u00e1reas &ldquo;sem riscos&rdquo; destinadas \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tH\u00e1 toda uma discuss\u00e3o no meio cientifico se fortes chuvas no Rio ou fortes enchentes tem alguma rela\u00e7\u00e3o com o aquecimento global. Mas uma enorme quantidade de \u00e1gua n\u00e3o explica por si s\u00f3 porque a trag\u00e9dia causou mais de 200 mortes. A pobreza e a mis\u00e9ria for\u00e7aram milh\u00f5es a ocupar territ\u00f3rios extremamente prec\u00e1rios ou de prote\u00e7\u00e3o ambiental. As favelas est\u00e3o crescendo num ritmo impressionante em todo o mundo. Portanto, a resolu\u00e7\u00e3o para muitos problemas ambientais est\u00e1 articulada com as necessidades mais b\u00e1sicas dos trabalhadores, como moradia, emprego etc.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<b>Uma nova sociedade <\/b><\/div>\n<div>\n\t<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>\n\tO fim da explora\u00e7\u00e3o irracional da natureza s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ado atrav\u00e9s da derrota do capitalismo e pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, baseada na propriedade social dos meios de produ\u00e7\u00e3o e no planejamento econ\u00f4mico que garanta uma transforma\u00e7\u00e3o radical da esfera produtiva.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tEssa transforma\u00e7\u00e3o envolve, em primeiro lugar, em uma mudan\u00e7a radical da matriz energ\u00e9tica atual, baseada em combust\u00edveis f\u00f3sseis. O capitalismo n\u00e3o pode garantir uma transi\u00e7\u00e3o para uma matriz energ\u00e9tica limpa, porque isso diminuiria as taxas de lucros dos empres\u00e1rios. Mas n\u00e3o h\u00e1 como deter o aquecimento global se as fontes energias respons\u00e1veis pela polui\u00e7\u00e3o n\u00e3o forem substitu\u00eddas por novas fontes de energia limpas, como e\u00f3lica, solar etc.<\/div>\n<div>\n\tHoje, j\u00e1 existe a tecnologia necess\u00e1ria para que a passagem de uma matriz energ\u00e9tica para outra n\u00e3o seja algo abrupto. Mas o grande entrave a essa necess\u00e1ria mudan\u00e7a \u00e9 a pr\u00f3pria ind\u00fastria petroleira, que sobrevive gra\u00e7as ao sistema capitalista.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\tPor isso, a substitui\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica e a transforma\u00e7\u00e3o radical dos padr\u00f5es de consumo atuais s\u00f3 podem ser atingidas em uma sociedade socialista. Sob um novo tipo de Estado, a popula\u00e7\u00e3o organizada \u00e9 quem vai planejar a economia de modo que a produ\u00e7\u00e3o possa atender as necessidades sociais e, ao mesmo tempo, as exig\u00eancias de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente. \u00a0<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<strong><i>*colaborou Denis Ometto<\/i><\/strong><\/div>\n<div>\n\t_______________________________________________________________<\/div>\n<div>\n\t<em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/div>\n<div>\n\t<em><b>Um programa ecossocialista <\/b><\/em><\/div>\n<div>\n\t<em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>Jos\u00e9 Maria de Almeida, pr\u00e9-candidato \u00e0 presid\u00eancia pelo PSTU<\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>A bandeira ecol\u00f3gica insere-se na luta pela supera\u00e7\u00e3o completa do regime de explora\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0A disjuntiva j\u00e1 colocada por Engels e Rosa Luxemburgo: Socialismo ou Barb\u00e1rie aparece sob uma nova forma e cada vez mais urgente para sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana. Ou o capitalismo \u00e9 superado ou a humanidade seguir\u00e1 para a barb\u00e1rie e o ecoc\u00eddio. <\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>Mas \u00e9 preciso travar uma batalha imediata para frear o aquecimento global. Qualquer luta contra a devasta\u00e7\u00e3o ambiental, ou que exija a cria\u00e7\u00e3o de leis de prote\u00e7\u00e3o, vai contra as leis de mercado e se choca diretamente com os governos.\u00a0 Por isso essa luta \u00a0deve se articular com as demandas da classe trabalhadora e suas organiza\u00e7\u00f5es, que constituem a for\u00e7a fundamental para qualquer transforma\u00e7\u00e3o radical da sociedade. <\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>Os governos capitalistas de todo o mundo sequer conseguem definir t\u00edmidas metas de redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o. Por isso, os trabalhadores e ambientalistas precisam travar uma luta contra todos os governos e exigir medidas de regulamenta\u00e7\u00e3o que reduzam pra valer as emiss\u00f5es dos gases estufa em 80% at\u00e9 2050, como prop\u00f5e os cientistas do IPCC. <\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>Al\u00e9m disso, os trabalhadores e ambientalistas devem lutar por um programa de demandas imediatas que inclua: <\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0&#8211; O fim das pol\u00edticas econ\u00f4micas neoliberais que ampliam o saque \u00e0s riquezas dos recursos naturais dos pa\u00edses pobres.<\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>&#8211; Mais verbas para pesquisas de fontes de energias limpas, em substitui\u00e7\u00e3o as matrizes f\u00f3sseis. <\/em><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>&#8211; Defesa da floresta amaz\u00f4nica e o cerrado contra o avan\u00e7o destruidor do agroneg\u00f3cio. O que significa tamb\u00e9m lutar contra a flexibiliza\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal Brasileiro, alvo dos latifundi\u00e1rios. <\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\t&#8211; Suspens\u00e3o imediata do cultivo e comercializa\u00e7\u00e3o dos transg\u00eanicos.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>&#8211; R<\/em>emanejamento das popula\u00e7\u00f5es que vivem em \u00e1reas de risco e \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, atrav\u00e9s da expropria\u00e7\u00e3o de terras de modo a acomodar todas essas pessoas, atrav\u00e9s de habita\u00e7\u00f5es dignas em locais dotados de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, como \u00e1gua, esgoto, ilumina\u00e7\u00e3o e etc.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t&#8211; <em>Em defesa da \u00e1gua. \u00c1gua \u00e9 vida e n\u00e3o mercadoria. Por isso, <\/em>devemos repudiar a lei brasileira 9.433\/97, que instituiu a &ldquo;pol\u00edtica nacional de recursos h\u00eddricos&rdquo;, com as formas de gerenciamento da \u00e1gua no pa\u00eds. No artigo 1\u00ba, a lei estabelece que &ldquo;a \u00e1gua \u00e9 um recurso natural dotado de valor econ\u00f4mico&rdquo;.<\/div>\n<div>\n\t\u00a0<\/div>\n<div>\n\t<em>&#8211; Contra a cria\u00e7\u00e3o da Usina de Belo Monte, a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco e a constru\u00e7\u00e3o de Angra 3.<\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>Fonte: Jornal Opini\u00e3o Socialista no. 403\/PSTU \u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\t<em>\u00a0<\/em><\/div>\n<div>\n\tArtigos relacionados:<\/div>\n<div>\n\t<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/es\/?p=7541\">Belo Monte: um crime ambiental <\/a><\/div>\n<div>\n\t\u00a0<em>\u00a0<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final do ano passado, o capitalismo mostrou sua total incapacidade em resolver os problemas que amea\u00e7am a humanidade. A maior reuni\u00e3o diplom\u00e1tica da hist\u00f3ria, a 15\u00aa Confer\u00eancia do Clima (COP-15), que reuniu mais de 200 chefes de estado, terminou em um retumbante fracasso.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":17081,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-10152","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-content\/uploads\/Queimada_ABr_03_opt (1).jpg","categories_names":[],"author_info":{"name":"Kely","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/19003bf6219614b90207b39bd4a2733ce9cf96693efdfd639b15a829beed53d1?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10152\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}