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Nós – trabalhadores, campesinos e estudantes e o povo pobre – parámos esse 26 de setembro no marco da Greve convocada pela CGTP e diversas organizações populares:

Contra o governo patronal de Humala – CONFIEP, que lançou uma brutal ofensiva contra o povo trabalhador para melhor servir os grandes capitalista.

Pela revogação das leis nefastas da Reforma Magesterial, de Serviço Civil, de Mypes e as que criminalizam os protestos. Pela restituição dos direitos conquistados, pela solução das disputas, aumentos dignos, estabilidade laboral, segurança no trabalho e o cumprimento da lei da Consulta Prévia.

No entanto, todos sabemos que:

A Greve não será suficiente para freiar o governo Humala – CONFIEP, que pretende continuar aplicando novos cortes contra os trabalhadores.

Que a direção da CGTP não garante novas ações de luta porque está “em diálogo” com o governo que ainda consideram “amigo”, enquanto constrói seu projeto eleitoral denominado “Frente Amplio” (Frente Ampla), para 2016.

Que a Greve mesma, sendo uma necessidade, é acatada com limitações porque um amplo setor de trabalhadores não acredita na direção da CGTP ou se encontra adormecido por seus largos anos de paralisia.

Os setores combativos da classe trabalhadora necessitam acatar a Greve Nacional, mas como o início de um plano de luta que se deve construir desde a base:

Porque não esperamos nada da “mesa de diálogo” com o governo. Não devemos depositar nenhuma expectativa em Humala, nem numa mudança do Gabinete nem do Ministro Castilla, mas apostar na derrota deste governo e do seu plano de cortes neoliberal. 

Porque, neste sentido, devemos aspirar a construir uma alternativa independente, econômica e de poder, dos trabalhadores e da maioria pobre.

Porque, sendo esta uma política e perspetiva justas, o que agora necessitamos é travar o governo Humala – CONFIEP e arrancar as soluções que todos forjamos.

Por isso, depois da Greve Nacional, necessitamos continuar a luta em cada frente regional, federação e base sindical. Não nos dão tréguas, então não devemos dar-lhes tréguas! Todos à luta! E a desenvolver a coordenação de base para construir a unidade e a solidariedade de classe dos que lutam, evitando o isolamento que nos faz presa fácil dos ataques da patronal.
 
Viva a Greve Nacional!
 
Abaixo a ofensiva Humala – CONFIEP!
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