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Protesto denunciou o escândalo de corrupção do PSDB no metrô e exigiu da prefeitura e do governo do Estado um transporte público de qualidade e passe livre
 
Apesar da chuva e do frio, milhares de pessoas caminharam pelo centro de São Paulo nesta quarta-feira, 14. Os manifestantes protestaram pelo Fora Alckmin, denunciando o mar de lama de corrupção que atingiu o governo após a revelação de superfaturamento em contratos do metrô. 
 
A concentração do ato convocado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, MPL, Anel e CSP Conlutas foi às 15h no Vale do Anhangabaú.

Cerca de 3 mil manifestantes participaram da manifestação que questionou o autoritarismo e a corrupção do governo de Alckmin e exigiu do governo e da prefeitura do Estado de São Paulo transporte público de qualidade e passe livre para estudantes e desempregados.

Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos metroviários de SP, à frente da passeata, disse que “o povo não vai sair das ruas enquanto não conseguir suas reivindicações” e chamou a população a lutar contra o governo do PSDB. O ato contou com a participação e bandeiras de partidos políticos como PSTU e PSOL, organizações anarquistas, entidades sindicais e a central sindical CSP-Conlutas.

Na Rua Boa Vista, os manifestantes atearam fogo em um boneco, símbolo dos empresários do transporte coletivo, e em uma catraca de ônibus. Em seguida, se dirigiram à Praça da Sé.  

Ocupação da Câmara de Vereadores 

Na Sé, a coluna da Assembleia Nacional de Estudantes –Livre (ANEL), ativistas independentes e anarquistas se dirigiram à Câmara de Vereadores para apoiar uma ocupação realizada na galerias por 30 manifestantes. 
 
A ocupação exigia a aprovação do Projeto de Lei pelo Passe-livre e o agendamento de uma audiência pública para debater o tema.  Do lado de fora, a manifestação tentou entrar na Câmara, mas enfrentou a repressão da polícia e da Guarda Municipal. Um grupo, porém, conseguiu entrar no prédio e, depois de muito pressionar, o presidente da Casa se reuniu com os ocupantes.
 
Na galeria, uma faixa da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre foi aberta com os dizeres "Câmara ocupada!". Outro grupo, no entanto, acabou ficando preso nas escadarias na entrada do prédio.
 
Do lado fora, a tropa de choque da PM entrou em ação e usou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar manifestantes que protestavam em frente à Câmara Municipal. Tiros de bala de borracha também foram disparados. Mas os manifestantes resistiram e se defenderam do ataque brutal da polícia.
 
Depois de muita tensão, os ocupantes da Câmara conquistaram uma vitória e conseguiram marcar uma Sessão Pública na CPI dos Transportes, no dia 22 de agosto, às 18h. Todas as entidades terão direito à palavra, e a audiência será aberta a toda população.
 
Após o acordo, os ocupantes saíram da Câmara de Vereadores e se juntaram aos manifestantes que aguardavam do lado de fora. Com muita alegria, os manifestantes realizaram uma plenária e decidiram fazer um ato no dia 22/8, às 16h, em frente à Prefeitura. O ato será no mesmo dia em que acontecerá a Audiência Pública sobre CPI dos transportes na Câmara.

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