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No dia 6 de março, com a raiva e o choro de muitos companheiros e companheiras, começamos a realizar a luta das 350 famílias que estão sem trabalho atualmente.

Por: PSTU – Argentina

Depois de fazer uma longa fila na entrada, já que ali nos dividiam entre quem entrava e quem não entrava, começamos com as primeiras medidas de força, fizemos 90 petições ao Ministério do Trabalho nesse mesmo dia, rejeitando o acordo entre a General Motors e o SMATA (Sindicato dos Mecânicos e Afins do Transporte Automotor).

Depois disso, juntamos a raiva acumulada durante anos de maltrato e fomos todos juntos realizar a primeira assembleia com cerca de 1.000 companheiros, que já não era realizada há quase nove anos. Recebemos a solidariedade da maioria dos companheiros da fábrica. Votamos pela rejeição ao acordo, aprovamos constituir o comitê de luta e começamos a organizar a luta.

Com a mobilização, conseguimos que a Câmara de Vereadores e a Câmara de Deputados Estaduais votassem contra o acordo da GM e do SMATA e que não sejam mais comprados veículos da GM até que a situação dos trabalhadores suspensos seja resolvida.

Com a presença de todos os blocos da Câmara de Vereadores, Organismos de Direitos Humanos, partidos políticos solidários e dirigentes de diferentes sindicatos, realizamos a assembleia histórica do dia 9 de março, com mais de 1.500 trabalhadores no estacionamento da portaria 3. A assembleia ratificou a rejeição ao acordo assinado pelo SMATA e pela GM. Realizamos três assembleias, que significaram paralisações de uma hora dos companheiros que se solidarizavam e ficavam até o final.

Nós, trabalhadores mobilizados, fomos à manifestação em unidade de ação com a luta dos professores, com a luta dos funcionários públicos, unimos as famílias operárias na mobilização do 8 de março com uma coluna de 400 trabalhadores e suas famílias. Foi a coluna mais ativa e que praticamente encabeçou a mobilização pelo Dia Internacional das Mulheres Trabalhadores, levando adiante a luta operária.

Mobilizamo-nos duas vezes ao SMATA, levando as resoluções das assembleias, tanto das realizadas no dia 9 com as do dia 16. Nessas assembleias, votamos ações de luta que até hoje estamos realizando. Fizemos dois boletins de luta, 12.000 panfletos para a população, várias faixas exigindo o fim do acordo de suspensões dos trabalhadores.

Todos paramos no dia 30

Participamos da plenária operária da CGT San Lorenzo no dia 15 de março. No outro dia, levamos a proposta para a assembleia geral da GM e foi aprovada massivamente a adesão à greve chamada pela CTA e pela CGT San Lorenzo.

Publicado em www.pstu.com.ar

Tradução: Raquel Polla