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Os trabalhadores disseram BASTA! Não dá mais! Tomamos as ruas da capital contra o plano do governo. Fizemos isso na segunda-feira, apoiando a paralisação dos professores, e ontem na mais importante manifestação contra Macri desde que tomou posse. Nem mesmo a mídia, que defende o governo, conseguiu esconder. Éramos milhares de trabalhadores de nossos sindicatos, representando milhões, que não aguentam mais as demissões,  as suspensões, o aumento das tarifas, os ataques aos direitos trabalhistas, o aumento de preços, os tetos salariais e os ataques às condições de vida de nossas famílias para favorecer os empresários e amigos do governo macrista.

Por: PSTU – Argentina

E a luta continua. Hoje voltaremos a ser milhares impulsionando a greve internacional, por e com as mulheres, contra a violência machista. Não venham com a história de esperar até as eleições para castigar com o voto. Para isso falta muito. Estamos nas ruas e ninguém nos tira até que respondam às nossas exigências!

Precisamos de novas lideranças para lutar

A partir da base, escutava-se um só grito: GREVE GERAL! Devemos parar a mão de Macri! Basta de conversa! Marquem a data da greve!

Os membros do triunvirato das centrais sindicais não estiveram à altura das circunstâncias e fugiram como covardes diante do repúdio popular. Nós, trabalhadores, fizemos história e tomamos a cena aplicando o velho ditado que diz que a luta será “com os dirigentes à cabeça ou com a cabeça dos dirigentes”.

Que não mintam mais. Não foram apenas pequenos grupos, foi a raiva acumulada da base operária, dos próprios sindicatos mobilizados – especialmente aqueles que estavam em frente ao palco – que se expressou ontem. Aquela que todos nós sentimos ao ouvir que de novo, a partir do palco, os dirigentes voltavam a nos trair e continuavam estendendo a trégua com o governo. O que mais temos que esperar? Se dermos mais tempo para esses miseráveis só os ajudaremos a avançar com o ajuste.

Nós, trabalhadores, estivemos onde tínhamos que estar e fizemos o que tínhamos que fazer. A partir do PSTU, estamos orgulhosos de ter participado junto com eles. Pois esses personagens não nos representam e sempre acabam nos entregando. Ontem ficou claro que somos muitos os que pensam que é necessária a unidade do movimento operário, mas precisamos também de uma nova direção para enfrentar o plano do governo.

Infelizmente, apesar de nossas batalhas, não conseguimos convencer os outros partidos de esquerda que estiveram ausentes, a quadras e de costas para a manifestação histórica que a classe operária protagonizou. Independentemente de suas intenções, foi uma atitude que fez o jogo da burocracia.

Assembleias para romper a trégua a partir da base

Nós, trabalhadores, já nos expressamos na rua. Não temos que dar nenhuma trégua ao governo. Não podemos deixar sozinhos os professores, os petroleiros de SP Chubut, os operários da AGR-Clarín – que estão há mais de 40 dias ocupando a empresa pedindo para serem reintegrados -, os de Canale, Atanor, Banghó, VW, os médicos, os funcionários públicos, os 350 demitidos da GM Rosario – que se mobilizaram ontem passando por cima do SMATA – e os milhares que hoje estão lutando contra o plano que aplicado por Macri e pelos governadores. Não podemos lutar separados porque isso nos enfraquece e faz com que nos derrotem um por vez.

Precisamos de uma GREVE GERAL JÁ! Que seja o início de um verdadeiro plano de luta de toda a classe operária e do povo para derrotar Macri e os patrões.

Para impor este plano, devemos organizar assembleias em todos os locais de trabalho para que se vote uma data para a greve de uma vez por todas. Ficou claro que não podemos confiar nesses dirigentes. Temos que tomar a luta em nossas mãos para que seja vitoriosa. Vamos impulsionar comitês de luta por empresa, escola ou local de trabalho definidos a partir das bases. Vamos nos organizar por setor no caminho para a realização de plenárias e congressos de trabalhadores, votados pela base, para construir uma saída operária e popular para a crise.

  • GREVE GERAL JÁ! Temos de definir uma data! Por um plano de luta para derrotar o plano de Macri e da patronal!
  • Basta de demissões e suspensões! Em defesa dos direitos e dos empregos!
  • Não aos tetos salariais! Todo apoio à greve nacional docente!
  • Dia 8 paremos por e com as mulheres! Todos à Plaza de Mayo e a todas as praças do país!
  • Dinheiro para salário, trabalho, saúde, educação e contra a violência machista! Não para as empresas de mineração, os produtores de soja, os bancos e os abutres da dívida!
  • Assembleias em todos os lugares para nos organizar!

Tradução: Lena Souza