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Em luta contra o machismo e a exploração Imprimir E-mail
BRASIL
Seg, 05 de Março de 2012 20:39
Na década de 1920, a artista plástica Tarsila do Amaral traduziu em arte a diversidade da classe trabalhadora. Em uma de suas obras mais famosas, a pintora brasileira desenhou “Os operários”. No belíssimo quadro, coloca de um mesmo lado homens, mulheres, negros e brancos de diferentes nacionalidades. E, de outro, ao fundo, uma fábrica. Eles aparecem unidos contra a uniformização da esteira de produção. E, na confraria dos explorados, revelam o colorido da diversidade dos trabalhadores brasileiros.
A ideologia do “mundo globalizado” pretende convencer de que, na democracia burguesa, todos são iguais, porque todos supostamente teriam os mesmos direitos perante a lei e que as diferenças não são relevantes. Contudo, os próprios capitalistas sabem muito bem que isso não é verdade. Fazem o discurso da igualdade, mas utilizam as diferenças para beneficiar o sistema e garantir seus lucros, transformando-as em desigualdades.
As mulheres, cada vez mais inseridas na produção social, são metade de toda a classe trabalhadora. Por serem diferentes, tem demandas específicas que precisam ser levadas em conta e transformadas em palavras de ordem de luta e resistência. E hoje, elas não estão representadas pela presidente Dilma, que apesar de ser mulher, governa contra as trabalhadoras em favor dos patrões.
As trabalhadoras são aliadas dos trabalhadores. Somente juntos podem ser vitoriosos na luta por melhores condições vida. O machismo, que tenta nos dividir e é sistematicamente utilizado para aumentar os lucros e fortalecer o capitalismo, perde força quando combatido por ambos.
Por isso, é urgente que o movimento dos trabalhadores socialistas resgate sua  tradição: incorporar as demandas dos setores oprimidos como parte da luta dos explorados. O PSTU se preocupa seriamente com isso. E, por ocasião do 8 de Março, Dia Internacional  de Luta das Mulheres trabalhadoras, lança esta edição especial do Opinião.
Aqui, você vai encontrar nosso programa, artigos teóricos e reportagens que revelam a realidade da mulher trabalhadora e a atualidade e importância da unidade da classe. Esperamos que o Opinião Socialista contribua para uma ferramenta para essa luta.
Afinal, se a vida imita a arte, o quadro de Tarsila pode ser uma boa ilustração do que precisamos!
Mulheres Trabalhadoras e marxismo: Um debate sobre a opressão

O livro de Carmen Carrasco e Mercedes Petit foi escrito em 1979 para apresentar um enfoque marxista sobre as lutas feministas que varreram o mundo, principalmente na Europa e Estados Unidos, durante as décadas de 1960 e 1970.
As autoras, ao reivindicarem esse gigantesco e progressivo movimento, polemizam com aquelas feministas que, diante dessa realidade, buscavam unir e organizar “todas as mulheres” na luta pelas demandas feministas. No livro, as duas autoras trotskistas demonstram que, além de organizarem e participarem das lutas “gerais” contra o machismo e a opressão, a tarefa fundamental dos socialistas é construir e oferecer às mulheres trabalhadoras uma alternativa revolucionária de luta contra o capitalismo, verdadeiro culpado por sua condição de oprimidas.
 
Fonte: Jornal Opinião Socialista no. 439

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Última atualização em Ter, 06 de Março de 2012 00:49