Boletim Eletrônico



Um Breve Esboço da História da LIT-QI E-mail
Introdução
 
Desde a década de 40 desenvolvemos uma longa e difícil batalha para construir partidos revolucionários com influência de massas em todos os países, e por construir a Internacional. Consideramos que a nossa luta é continuação da luta travada por Marx, Engels, Rosa de Luxemburgo, Karl Liebknecht, Lenin e Trotsky por construir a I, a II, a III e a IV Internacionais.
Reivindicamos a I e a II Internacionais como parte de nosso passado, mas assumimos como modelo de partido mundial a Terceira, conhecida como Internacional Comunista. Ela responde às necessidades da época imperialista que ainda estamos vivendo, tanto nas propostas programáticas de seus quatro primeiros congressos, como no seu regime interno, o centralismo democrático.
A III Internacional foi degenerada e depois dissolvida pelo stalinismo. A Oposição de Esquerda e depois a IV Internacional nuclearam os revolucionários que mais consequentemente enfrentaram a degeneração stalinista. Hoje, muitas organizações se reivindicam da IV, fazem fóruns, ações conjuntas, mas não existe a IV Internacional como organização centralizada. Os revezes da luta de classes e os desvios de seus dirigentes, depois do assassinato de Trotsky, provocaram sua dispersão. Por isso defendemos sua reconstrução.
Muitos perguntam: "Por que reconstruir a IV, se ela é sinônimo apenas de trotskismo?" Trotsky sempre foi contra o termo "trotskista", porque ele não considerava ser o seu um setor diferenciado do marxismo. O nome "trotskista" foi imposto pelo stalinismo aos que apoiavam Trotsky em seu enfrentamento com Stalin. A corrente de Trotsky se autodenominava bolchevique leninista. Ela deu origem à Oposição de Esquerda e depois à IV Internacional. Nasceu para defender os princípios do marxismo e do leninismo - o internacionalismo, a democracia e o poder operário...- e dar uma política ofensiva para enfrentar o nazismo e a Segunda Guerra Mundial diante da capitulação de Stalin.
A IV Internacional é continuidade da III Internacional dirigida por Lenin, e é sinônimo da luta consciente contra a contra-revolução stalinista. É necessário reconstrui-la, e não construir uma Internacional diferente, porque seus princípios e bases teórico-programáticas, expressas no Programa de Transição e na Teoria da Revolução Permanente, continuam vigentes, independentemente das óbvias atualizações que devem ser feitas. O Programa de Transição sistematiza as resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional: controle operário, frente única operária, milícias, soviets, governo operário e camponês, ditadura do proletariado. Além disso, incorpora a necessidade de fazer uma nova revolução na URSS, a revolução política contra a burocracia. O Programa de Transição, seguindo a orientação do IV Congresso da III Internacional, supera a divisão entre o programa mínimo e o programa máximo. Dá o método para elevar as massas ao programa da revolução socialista, através da elaboração de um sistema de reivindicações transitórias que pana das necessidades e do nível de consciência atual, e leve à conquista do poder pelo proletariado.
A teoria da Revolução Permanente afirma que ocorre a combinação de tarefas democráticas e socialistas no processo da revolução, ressalta a necessidade de que a classe operária dirija esse processo e que ele se desenvolva na esfera internacional.
A atualidade destas colocações faz com que hoje seja impossível elaborar um programa revolucionário que não pana do Programa de Transição e da teoria da Revolução Permanente. Por isso, todo revolucionário que queira lutar pela derrota do imperialismo, da burocracia e pelo triunfo do socialismo a nível mundial se aproxima, ainda que inconscientemmente, das posições centrais da IV Internacional.
Hoje, por exemplo, quando vemos, as lutas no México, Bolívia. Venezuela, Argentina, Brasil..., todas como resposta aos planos neo-liberais do imperialismo, sentimos a impotência de não contar com um partido revolucionário mundial que possa dirigir a luta de massas a nível da América Latina. Portanto, a reconstrução da IV Internacional é a tarefa central para avançar na luta contra o imperialismo.
Essa reconstrução não é tarefa exclusiva dos chamados "trotskistas", e sim de todos os que concordam com suas bases programáticas. Trotsky encarou a construção da IV Internacional não como uma tarefa exclusiva dos membros da Oposição de Esquerda (os "trotskistas" daquela época), mas de todos os que concordavam com os princípios leninistas e em encarar uma luta mortal contra a burocracia. O avanço do nazismo e do stalinismo na década de 30 provocou a capitulação das organizações e dirigentes com os quais Trotsky trabalhava para construir a nova Internacional. Por isso, e pela necessidade urgente de materializar uma organização centralizada que conservasse os princípios marxistas revolucionários, a IV Internacional foi fundada apenas por aqueles que fizeram pane da Oposição de Esquerda Internacional. Trotsky, no entanto, nunca abandonou seu objetivo de lutar por uma IV Internacional de massas, onde os "trotskistas" estavam dispostos a ficar em minoria.
Nós nunca nos consideramos os únicos revolucionários do mundo. Tampouco acreditamos que a solução da crise de direção revolucionária passa só pelo crescimento vegetativo da nossa corrente. Pelo contrário, sempre tivemos quase uma obsessão por chegar a acordos revolucionários, tanto em nível nacional como internacional. Por isso, a nossa é uma história de fusões, tentativas de fusões e também das rupturas que os principais fatos da luta de classe provocaram.
Nesta longa e difícil batalha por construir a Internacional tivemos alguns acertos e muitos erros. Em janeiro de 1982, quando se fundava a LIT-QI, Nahuel Moreno dizia: "... Os dirigentes do movimento trotskista se consideravam colossos que não erravam nunca. No entanto, o trotskismo dirigido por eles era lastimável..." "... Essa chata experiência de andar sempre entre "gênios" nos levou a fazer propaganda indireta sobre nossa base para convencê-la de que nos equivocamos muito, que devem pensar e pensar por sua própria conta, já que nossa direção não é garantia de genialidades. Queremos por todos os meios inculcar o espírito autocrítico, marxista, e não uma fé religiosa em uma modesta direção, provinciana por sua formação e bárbara por sua cultura. Por isso, acreditamos na democracia interna e a vemos como urna necessidade imprescindível... Avançamos através de erros e golpes e não temos vergonha de dizê-lo...".
"... O problema é como cometer menos erros, qualitativa e quantitativamente. A meu ver, a tendência é cometer cada vez menos erros se estamos em urna organização internacional, e sobre a base do centralismo democrático. Isso sim, para mim, é um fato. Afirmo categoricamente que todo partido nacional que não esteja em uma organização internacional bolchevique, com uma direção internacional, comete cada vez mais erros e um erro qualitativo: por ser trotskista nacional termina, inevitavelmente, renegando da IV Internacional e adotando posições oportunistas ou sectárias para, em seguida, desaparecer..."
 
Nossa Origens
 
A corrente que hoje se denomina LIT-QI existe com diferentes nomes desde 1953. Surgiu em 1944 como um pequeno grupo dirigido por Moreno, o GOM (Grupo Operário Marxista), na Argentina. O objetivo central era ir à classe operária tentando superar o caráter marginal, boêmio e intelectual do movimento trotskista argentino. Durante os primeiros tempos tivemos um desvio obreirista, sectário e propagandista. Não se fazia trabalho entre os estudantes e o eixo da atividade era dar cursos sobre Manifesto Comunista e outros textos clássicos. Entre 1944 e 1948 tivemos também um desvio nacional trotskista: acreditar que havia solução para os problemas do movimento trotskista dentro de seu próprio país. Só em 1948 começamos a intervir na vida da IV Internacional, participando em seu Segundo Congresso.
A intervenção nas lutas operarias e na Internacional tomou possível a superação dos desvios e o fortalecimento do grupo. A participação, em 1945, nas grandes greves dos trabalhadores dos frigoríficos (principal categoria na Argentina nesse momento) foi muito importante e nos permitiu ganhar quase todos os companheiros do Comitê de Fábrica. Superamos nosso sectarismo e propagandismo, mas caímos num desvio sindicalista, que depois começou a ser superado graças à nossa participação na Internacional.
Assim, nos fortalecemos em outras fábricas. Dirigimos fábricas de tubos de cimento, de couro e até o clube de um bairro operário (Villa Pobladora). Apesar de ainda sermos um pequeno grupo de cerca de loa militantes, nos afirmamos no movimento operário e construímos nossos principais quadros operários, que hoje são parte de nossa tradição.
O partido argentino chegou a ser, junto com o SWP criado sob a orientação de Trotsky, o partido mais operário do movimento trotskista.
 
A Participação na IV internacional
 
A direção da IV Internacional depois da II Guerra, integrada pelo SWP (EUA), Pablo (Grécia), Mandel (Bélgica) e Frank (França), era muito jovem e inexperiente e não conseguira superar o debilitamento qualitativo provocado pelo assassinato de Trotsky em 1940. A característica central da IV Internacional naquela época era o sectarismo. O II Congresso se realizou num momento de grandes mudanças: ocorria a Revolução Chinesa, na checoslováquia os ministros burgueses eram afastados do governo e tinha início a expropriação da burguesia e na Iugoslávia ocorria um processo similar desde 1947. O congresso ignorou esses fatos e centrou a discussão no caráter de classe da URSS e se se devia ou não defende-la frente aos ataques do imperialismo. Polêmica essa que já havia sido resolvida no partido americano em vida de Trotsky, em 39 e 40.
Apesar do caráter sectário e propagandístico desse congresso, a participação nele foi qualitativa para o GOM. Passou-se a dar muito peso ao imperialismo e à relação com as burguesias nacionais nas análises políticas, e também se deu muita importância às definições internacionais, como foi o caso da posição a favor da Coréia do Norte em seu enfrentamento com a Coréia do Sul.
 
A discussão sobre os novos estados do leste
 
Em 1949 começa a discussão sobre o caráter de classe desses estados. Moreno reivindica a forma como seu deu a discussão, dando um grande exemplo de centralismo democrático. Existiram duas posições. Para Mandel e Cannon (EUA), esses estados eram capitalistas. A posição de Pablo, apoiada, ainda que com considerações distintas por Hansen (EUA) e Moreno, sustentava que haviam nascido novos estados operarias. A polêmica se resolveu relativamente rápido. Mandel e Cannon reconheceram que havia ocorrido um verdadeiro processo revolucionário no Leste europeu e que novos estados operários deformados haviam surgido. Este êxito político aumentou muito o prestígio de Pablo nas fileiras da Internacional, e assim se chegou ao Terceiro Congresso em 1951.
 
A luta contra o pablismo
 
Em 1951, em plena guerra fria, todos os comentaristas internacionais afirmavam ser inevitável o choque armado entre os EUA e a URSS. Pablo e Mandel, seguindo a imprensa burguesa, chegaram a uma conclusão funesta para a IV Internacional: a terceira guerra mundial seria inevitável. Os partidos comunistas, no seu afã de defender a Rússia, adotariam métodos violentos para enfrentar o imperialismo e tomar o poder. O mesmo aconteceria com os movimentos nacionalistas nos países dependentes.
Baseados nessa análise, Pablo e Mandel propuseram o "entrismo sui generis" nos partidos comunistas e partidos nacionalistas burgueses, aos quais teríamos de acompanhar sem críticas, até que se desse a tomada do poder. A maioria do trotskismo internacional; encabeçado pela maioria da seção francesa, se negou a implementar essa política. Nós, baseados no POR argentino (o antigo GOM), denunciamos que essa posição, que deixava de considerar a burocracia stalinista como contra-revolucionária e abandonava a luta contra ela, era uma revisão de pontos essenciais do programa trotskista. Afirmávamos que essas posições eram motivadas pelo caráter pequeno-burguês e intelectual dos dirigentes europeus.
 
A revolução Boliviana - A divisão da IV internacional
 
Com essa caracterização, Pablo se opôs a exigir a retirada dos tanques russos quando ocorreu o levante dos trabalhadores de Berlim em 1953, apoiando de fato a burocracia soviética. No entanto, a conseqüência mais trágico dessa política foi a traição à revolução boliviana.
Em 1952, na Bolívia ocorre uma clássica revolução operária; os trabalhadores organizam milícias, derrotam militarmente a polícia e o exército e surge a COB (Central Operária Boliviana) como organismo de poder dual. Em 1953 ocorre a revolução camponesa, que invade os latifúndios e ocupa terras.
Desde a década de 40 a organização trotskista (POR) vinha ganhando enorme influência no movimento operário. Tinha em suas fileiras importantes dirigentes mineiros, [abris e camponeses. Seu principal dirigente, Guillermo Lora, foi o redator das Teses de Pulacayo, uma adaptação do Programa de Transição à realidade boliviana, adotadas pela Federação de Mineiros. Lora foi eleito senador por uma frente dirigida pela Federação de Mineiros nas eleições de 1946. Na revolução de 52, o POR co-dirigiu as milícias e foi co-fundador da COB. Tinha peso de massas na Bolívia.
Infelizmente, o POR, seguindo a orientação do SI de Pablo, não levantou a política de que a COB tomasse o poder. Pelo contrário, deu apoio crítico ao governo do MNR (movimento nacionalista burguês). Sem uma orientação revolucionária, o movimento de massas foi sendo desmobilizado e desarmado. Além disso,- essa traição à revolução provocou a deterioração do trotskismo boliviano, que entrou era um processo de sucessivas divisões.
Repudiando a linha do "entrismo sui-generis", a maioria dos trotskistas franceses (dirigidos por Lambert) e ingleses (dirigidos por Healy) , o SWP (EUA) e também os trotskistas sul-americanos (com exceção do POR boliviano e do grupo de Posadas na Argentina), rompemos com o SI dirigido por Pablo, e em 1953 criamos o Comitê Internacional (CI).
 
O SLATO: A revolução peruana
 
Na América do Sul, a partir do POR argentino, junto com trotskistas do Chile e Peru, vínhamos numa polêmica contra a política para a Bolívia. Em abril de 1953, Moreno escreveu o texto "Duas Linhas" afirmando que o apoio crítico ao MNR era uma traição e que se devia exigir que a COB tomasse o poder. Ao mesmo tempo, exigíamos que o Comitê Internacional atuasse como organização centralizada, única forma de derrotar o revisionismo pablista. A negativa das forças majoritárias do Comitê Internacional a atuar de forma centralizada e com uma política ofensiva provocou o avanço das posições pablistas, apesar de que a maioria dos trotskistas estivessem contra elas. Diante disso, começamos a atuar como tendência em nível latino-americano e em 1957 formamos, junto com dirigentes peruanos e chilenos, o SLATO (Secretariado Latino-Americano do Trotskismo Ortodoxo).
A existência do SLATO permitiu que participássemos de forma centralizada no processo de revolução agrária no Peru. Enviou-se Hugo Blanco, estudante peruano militante do POR argentino, para participar do processo de Cuzco. Hugo Blanco, orientado pelo SLATO, encabeçou o processo de ocupação de terras e de organização sindical no campo. O SLATO enviou vários quadros para apoiar esse trabalho. Nesse processo se construiu a FIR (Frente de Esquerda Revolucionária), orientada pelos trotskistas, e que deu origem à nossa atual seção peruana. Em 1963, Hugo Blanco foi capturado pelo exército. De 1963 a1967 ficou incomunicável. Em 1967 foi processado pela justiça militar. Diante do perigo de que fosse condenado a morte, fez-se urna campanha internacional com a adesão de Sartre, Simone de Beauvoir, Issac Deutscher, sindicatos da França, Inglaterra, Índia, parlamentares franceses, ingleses e outros. Essa campanha impediu que fosse condenado a morte. Pegou 25 anos de prisão. Outra campanha internacional conseguiu sua liberdade em 1970. Durante esse período, os camponeses peruanos continuavam elegendo Blanco como seu principal dirigente em todos os seus congressos.
 
A relução cubana e a reunificação de 1963
 
Foi o reconhecimento e apoio à revolução cubana a base da reunificação da IV Internacional em 1963. Nasce o SU (Secretariado Unificado), encabeçado por Mandel e pelo SWP (Pablo tinha ficado por fora da IV). No SU ingressaram todas as forças trotskistas que reconheciam que em Cuba havia nascido um novo estado operário. De fora ficaram os trotskistas ingleses e franceses que não reconheciam o mesmo significado na revolução Cubana. Nós demoramos um ano para entrar porque tínhamos muitas diferenças com Mandel e pedíamos um balanço do método impressionista que levou à traição da revolução boliviana, para evitar os mesmos desvios no futuro. No entanto, em 1964 resolvemos entrar, convencidos de que, apesar das divergências, uma reunificação em tomo ao apoio a uma revolução era positiva.
 
A luta contra os desvios guerrilheiristas. O desenvolvimento do partido argentino. A revolução portuguesa
 
O método impressionista de Mandel não estava superado e veio uma nova capitulação no final da década de 60. Desta vez ao castrismo, ao aceitar a concepção guerrilheira do foquismo.
O SWP, o PST argentino (antecessor do MAS) e todos os outros grupos sul-americanos lideramos uma corrente que travou uma grande batalha contra essas posições. Dizíamos que a teoria do foco era uma política elitista, isolada do movimento de massas e que provocaria grandes desastres. Infelizmente, os fatos nos deram razão. O trotskismo perdeu inúmeros valiosos militantes que seguiram essa linha equivocada, principalmente na Argentina, mas também em outros países. A partir deste momento o SU começou a se converter numa federação de tendências. Cada uma aplica a sua própria política. O ascenso aberto em 1968 abre novas oportunidades e a existência de uma organização mundial unificada (o SU) permite aproveitá-las. Na França, por exemplo, onde o trotskismo tinha praticamente desaparecido por causa do entrismo sui-generis, surge a LSR, que chega a organizar 5 mil militantes e a publicar um jornal diário. Na América Latina se dá um grande desenvolvimento do PST argentino e nos EUA o SWP se fortalece enormemente com sua participação contra a guerra de Vietnã.
Mas, infelizmente, tivemos de enfrentar uma nova capitulação de Mandel. Agora a numerosa vanguarda surgida com o Maio Francês, influenciada pelo maoísmo. Nossa polêmica com Mandel está desenvolvida em '"o partido e a revolução", de Nahuel Moreno. No transcurso dessa batalha contra o guerrilheirismo e o vanguardismo, nosso partido argentino, o PST (surgido da fusão com um setor que rompeu com a social-democracia) se desenvolveu como um forte partido de vanguarda. Esse fortalecimento se deu justamente com uma política oposta a de Mandel: intervindo no ascenso aberto com o '"cordobazo" e participando do processo eleitoral. Neste período organizamos o partido no Uruguai e na Venezuela.
Quando estoura a revolução portuguesa em 1974 o PST envia quadros para participar do processo. Impulsionamos uma política para a tomada do poder centrada no chamado ao desenvolvimento e centralização dos organismos de duplo poder que tinham surgido. ganhamos um setor de estudantes secundaristas e organizamos o partido português, que acabou por fornecer importantes quadros para a Internacional.
Essa revolução mais uma vez mostrou a capitulação de Mandel que, seguindo o maoísmo, deu apoio ao MFA (Movimento das Forças Armadas) que co-governava o império português. Esse processo também provocou a ruptura em 1975 da FLT (fração que tínhamos formado com o SWP para enfrentar o mandelismo), frente a impossibilidade de termos uma mesma política para a revolução. Para eles, a tarefa central era levantar palavras de ordem democráticas e editar obras de Trotsky.
A maioria das organizações e militantes da Colômbia, Brasil, México, Uruguai, Portugal, Espanha, Itália e Peru se retiram da FLT e junto com o PST argentino constituem uma tendência que em seguida se declara fração do SU, a FB - Fração Bolchevique - que mais tarde daria origem à LIT-QI.
A participação na revolução portuguesa e a polêmica com o mandelismo e o SWP nos fez avançar na elaboração teórica sobre a construção do partido em processos revolucionários, expressa em "Revolução e Contra-revolução em Portugal".
 
O partido no Brasil
 
Um grupo de jovens brasileiros exilados no chile entra em contato com nossa corrente. Depois do golpe dirigem-se à Argentina e começam militar no PST. Em 1974, voltam ao Brasil para construir o partido. Surge a Liga Operária e depois a Convergência Socialista. O grupo começa a se desenvolver e, em contato com a direção da FB, elabora a política do chamado à um partido dos trabalhadores.
A jovem organização brasileira desenvolveu-se durante 12 anos sem dissolver-se nem capitular à direção burocrática. Isso foi possível porque pertencia a uma corrente internacional que orientou a se fazer entrismo no PT, a centrar o trabalho nas oposições sindicais na CUT e que lhe deu clareza sobre o caráter burocrático da direção lulista.
Com isso, a CS pode sair do PT qualitativamente mais forte do que entrou e com uma política de frente única revolucionária dirigida aos setores de vanguarda que rompiam com o partido de Lula.
 
O partido colombiano
 
Em 1976 ocorre o golpe militar na Argentina, que dá origem à ditadura semi-fascista de Videla. O PST teve de tirar do país importantes dirigentes, e aproveitou-se para reforçar o trabalho internacional. Neste período construímos nossas organizações na Bolívia, Chile, Equador, Costa Rica, Panamá e reforçamos o trabalho em Portugal e na Espanha. Mas o processo mais importante é o da Colômbia, onde entramos em contato com o Bloco Socialista, uma organização que vinha se aproximando de posições revolucionárias, com quadros oriundos da igreja e do castrismo. Daí surge o PST colombiano, que rapidamente se consolida como uma forte organização de vanguarda e passa a ser um dos pilares de nosso trabalho internacional.
 
A luta contra a ditadura argentina
 
Enquanto isso, na argentina o PST joga um papel heróico na resistência à ditadura genocida. Teve aproximadamente 250 militantes presos e mais de 100 mortos e desaparecidos. Mesmo assim, atuando na mais estrita clandestinidade, manteve a edição de seu jornal e desenvolveu trabalhos no movimento operário, na juventude e na intelectualidade.
Quando começou a guerra das Malvinas, o ódio à ditadura não impediu que o partido tivesse uma política principista de identificar e atacar o imperialismo invasor como o principal inimigo. Desde o primeiro momento, sem deixar de denunciar a ditadura, o PST se colocou no campo militar argentino e militou pela derrota do imperialismo. O PST saiu da ditadura com grande prestígio na vanguarda e com 800 quadros sólidos, que se voltaram para a construção do MAS, incorporando na tarefa um grupo de quadros que vinham de outra corrente socialista.
 
A revolução nicaraguense. A brigada Simon Bolivar.
 
Em 1979, quando estoura a revolução nicaragüense, nossa corrente, apesar das diferenças políticas com o sandinismo, resolve participar fisicamente da luta contra Somoza. Através do PST colombiano realiza uma grande campanha para construir a Brigada Simón Bolivar. Ela se forma com militantes de nossa corrente e revolucionários independentes, da Colômbia, Panamá, Costa Rica, EUA e Argentina. Mantendo sua total independência política, a Brigada ingressa no exército sandinista e cumpre um heróico papel na liberação da região sul da Nicarágua, o que lhe custa mortos e feridos. Com o triunfo da revolução os brigadistas são recebidos como heróis em Manágua. Nós vínhamos exigindo que o sandinismo rompesse com a burguesia e tomasse o poder juntamente com os sindicatos operários. O sandinismo, seguindo a política de Castro, estava num governo de coalizão com Violeta Chamorro. A Brigada impulsiona a criação de sindicatos e em uma semana organiza mais de 70. Isso provoca a reação da direção sandinista, que a expulsa da Nicarágua. Vários brigadistas são presos e torturados pela polícia panamenha, aliada ao governo sandinista.
O SU envia uma delegação a Manágua para dizer que éramos um grupo ultra-esquerdista com o qual não tinham nada a ver, e vota uma resolução proibindo a construção de partidos por fora do sandinismo. A negativa em defender militantes revolucionários torturados pela burguesia e o fato de terem votado essa resolução interna que na prática era um decreto de expulsão de nossa corrente obrigaram nossa ruptura definitiva com o SU.
Esses fatos revelaram a verdadeira polêmica dentro do SU. Nós defendíamos a necessidade de construir um partido revolucionário na Nicarágua e eles não. A mesma discussão existiu em relação a Cuba, tanto sobre a construção do partido, quanto à necessidade da revolução política. Tudo isto demonstrava a crescente capitulação do SU ao castrismo e ao sandinismo.
 
Nossa relação com o lambertismo
 
Quem deu sua solidariedade à Brigada Simón Bolivar foi a corrente dirigida por Pierre Lambert. Assim começou nossa relação política com o lambertismo, com o qual não tínhamos contato desde 1963. Inicia-se um processo de discussão, com grandes acordos principistas e programáticos expressos nas "Teses para a atualização do Programa de Transição", de Nahuel Moreno. Nesse trabalho se define o stalinismo e o castrismo como agentes contra-revolucionários; reconhecem-se como revoluções os processos do pós-guerra (Leste Europeu, China, Cuba) apesar de não terem sido encabeçados pela classe operária e seu partido revolucionário.
Ao mesmo tempo, se coloca a necessidade de impulsionar a revolução política contra os estados operários degenerados surgidos desses processos; analisa-se a guerra de guerrilhas e a política oportunista de suas direções; dá-se especial importância à defesa do direito de autodeterminação das nacionalidades oprimidas e às tarefas democráticas; identifica-se o inicio do processo de crise dos aparatos contra-revolucionários, em especial o stalinismo, o que abre possibilidades de lutar por partidos trotskistas e uma IV Internacional de massas. Constitui-se um Comitê Paritário que culmina em 1980 com a formação de uma organização conjunta: a Quarta Internacional - Comitê Internacional - (QI-CI). Realizamos a campanha de apoio ao "Solidariedade" na Polônia. Tudo indicava que se podia dar um grande passo no caminho da reconstrução da IV.
Mas essa tentativa se frustrou. Nossa pouca inserção na Europa nos fez cometer um grave erro. Não vimos que o lambertismo tinha fortes laços com a burocracia sindical, o que o levou a capitular ao governo de Frente Popular. Assim que ocorreu a vitória de Mitterrand na França, Lambert se nega a discutir a política para a França e começam as expulsões de militantes que se colocam contra essa política isso provoca a ruptura da QI-CI.
A polêmica com o lambertismo nos obrigou a avançar na elaboração sobre a frente popular, o que se refletiu no livro "A Traição da OCI", de Nahuel Moreno.
 
A fundação da LIT-QI
 
Em janeiro de 1982 realizou-se uma reunião internacional com os partidos da FB e dois importantes dirigentes do lambertismo: Ricardo Napurí, do Peru e Alberto Franceschi, da Venezuela. Um dos pontos centrais da reunião era organizar uma campanha em defesa da honra revolucionária de Napurí, atacado moralmente por Lambert por expressar diferenças políticas com este. Outro grande ponto era como avançar na construção da Internacional.
A reunião, depois de aprovar a campanha, resolveu por unanimidade converter-se na conferência de fundação de uma nova organização internacional. Aprovam-se então as teses de fundação e os estatutos da LIT-QI. A LIT-QI não é somente a FB com outro nome, já que a ela se integra Franceschi e seu partido, o MIR proletário, que romperam com o lambertismo. Pouco depois Napurí se incorpora, junto com a metade do partido peruano, que também rompem com Lambert.
Em 1985, o partido dominicano se integra à LIT-QI. Esse grupo não vem do trotskismo, mas de uma ruptura da igreja. Em 1987 se integram o grupo de Bill Hunter da Inglaterra, que não é de tradição morenista, e um grupo de jovens trotskistas independentes do Paraguai, que dão origem ao PT paraguaio, a maior organização de esquerda nesse país.
Em 1985 o manifesto da LIT-QI faz um chamado a construir a FUR a partir de um programa mínimo revolucionário para enfrentar a frente contra-revolucionária mundial do imperialismo, burguesias nacionais, igreja, stalinismo, castrismo, sandinismo e as burocracias sindicais.
 
As principais campanhas políticas da LIT-QI
 
A primeira é pela vitória da Argentina na guerra das Malvinas, com a qual intervimos no processo anti-imperialista que se abriu na América Latina. A campanha pelo não pagamento da dívida externa nos permitiu empalmar com as grandes mobilizações bolivianas que obrigaram o governo da frente popular a suspender o pagamento da dívida. Teve grande importância a campanha contra os acordos de Esquípula e Contadora, impulsionados pelo imperialismo e apoiados pelo castrismo e sandinismo para deter o processo revolucionário centro-americano. Em 1991 realizamos a campanha pela derrota do imperialismo na guerra do Golfo.
A CRISE DE 90
Depois da queda da ditadura argentina, a direção da LIT resolve priorizar o trabalho nesse país, onde se abriu a possibilidade objetiva e subjetiva de que o MAS se convertesse num partido com influência de massas. Nas lutas do movimento de massas e na participação eleitoral, o MAS se transforma no partido mais forte da esquerda argentina. Ganha grande inserção nas principais fábricas e bairros operários, encabeça chapas de oposição à burocracia nos principais sindicatos, realiza atos com 20 e 30 mil pessoas, elege o primeiro deputado trotskista argentino, chegando a impulsionar e dirigir um ato de oposição ao governo com 100.000 pessoas.
Em meio a esse processo, a LIT-QI recebe, em 1987, um terrível golpe com a morte de seu fundador e principal dirigente, Nahuel Moreno. Sua ausência provocou um debilitamento qualitativo em nossa direção internacional. A nova direção dá respostas equivocadas aos processos do leste de 89-90. Define corretamente estes processos como revolucionários, mas não vê suas contradições, fazendo assim uma caracterização unilateral. Surge então para o Leste e todos os países uma atitude autoproclamatória e uma política com traços oportunistas de capitulação à reação democrática.
Paralelamente, se cai em um desvio nacional-trotskista: a direção internacional havia ficado, de fato, monopolizada pela direção do partido mais forte, o argentino, que passa a atuar como partido-mãe.
Tudo isto provoca a maior crise de nossa história que terá como conseqüências a ruptura e retrocesso do partido argentino, a ruptura do partido espanhol e a saída do partido colombiano da LIT-QI. Chega-se quase à destruição da LIT-QI.
 
O V congresso mundial da LIT-QI
 
A partir do V Congresso da LIT-QI (julho de 1994) são dados os primeiros passos para reverter esse processo. Nesse congresso se combinam uma situação objetiva favorável (Chiapas, a resistência do povo bósnio, o "santiaguenhaço", o ascenso do movimento operário europeu, o processo de reorganização no Brasil que dá origem ao PSTU) com a disposição subjetiva do conjunto dos dirigentes de fazer todos os esforços para tirar a LIT-QI da paralisia.
Nesse congresso se resolve assumir a campanha de ajuda operária à Bósnia, a regularização de Correio Internacional, a construção de um secretariado internacional com dirigentes de diversos países, priorizar o trabalho no Brasil e na Europa, impulsionar o processo de elaboração e de rearme programático. Todas essas medidas tendem a reconstruir a LIT-QI com o objetivo de que ela possa encabeçar a tarefa de reconstrução da IV Internacional.
Em relação a essa tarefa estratégica, o congresso dá um primeiro passo votando o Comitê de Enlace com Workers International (organização com presença na Inglaterra, África do Sul, Namíbia e alguns países do Leste Europeu). A vitoriosa campanha de ajuda operária à Bósnia, nossa participação no processo revolucionário mexicano, na construção do partido operário internacionalista da Ucrânia, a fusão de nosso partido na Espanha, a regularidade da revista internacional em espanhol, inglês e português, os avanços na construção do PSTU, o fortalecimento de nosso trabalho europeu, o fato de que tenhamos feito uma proposta programática para o Comitê de Enlace com WI, que estejamos avançando na elaboração sobre Cuba, Bósnia, África do Sul, a discussão sobre as novas formas de trabalho, sobre os estados do Leste Europeu..., tudo isso mostra que estamos cumprindo as resoluções do último congresso mundial. E que a LIT-QI avança na superação da paralisia e dá os primeiros passos para superar a crise aberta em 1990
 
Nosso projeto atual
 
Uma estreita ligação com a classe operária e uma permanente relação com a Internacional foi o que nos permitiu sempre superar os erros que cometemos durante nossa história. Além do mais, nossa corrente sempre se caracterizou por atuar com grande flexibilidade nas táticas e extrema rigidez nos princípios.
Essa permanente relação com a Internacional se demonstra no fato de nunca termos sido abstencionistas em relação ao movimento trotskista. Pelo contrário, demos uma grande batalha para corrigir a política do POR boliviano, os desvios, vanguardistas da LCR francesa, o desvio guerrilheirista que provocou a morte de tantos trotskistas argentinos..., queríamos evitar a destruição desses partidos e dirigentes, importantes conquistas do movimento operário mundial. Essa batalha teve frutos. Conseguimos resgatar importantes quadros desses desvios e ao calor desse combate e da participação na luta de classes fomos construindo nossa corrente, a LIT-QI, que hoje tem partidos, grupos ou militantes na Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, Venezuela, Costa Rica, República Dominicana, México, EUA, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Polônia, ex-URSS, Austrália e Alemanha.
Essa construção foi feita buscando a melhor forma de nos relacionar com o movimento de massas, adaptando nossas bandeiras a seu nível de consciência para conseguir a mobilização. No entanto, nunca rebaixamos nosso programa ou hesitamos em enfrentar a consciência das massas quando se trata de defender uma política principista. Enfrentamos a consciência pró-castrista da vanguarda latino-americana na campanha contra contadora, e hoje fazemos o mesmo ao defender nosso programa e nossa política para Cuba, centrada na luta pela revolução política contra a burocracia de castro. Nossos pequenos grupos da Europa enfrentaram a consciência pró-imperialista da vanguarda européia durante a guerra das Malvinas, respeitando o princípio marxista de colocar em primeiro lugar a derrota de seu próprio imperialismo. Por isso também é que mantemos nossa política para a Bósnia, já que é um princípio do marxismo revolucionário se opor a qualquer genocídio e estar ao lado da nação oprimida diante do ataque da nação opressora.
Por isso, apesar dos erros cometidos, estamos orgulhosos de nossa história. obviamente, não pretendemos que todos os militantes do PSTU concordem com tudo o que fizemos nestes quase 50 anos. Temos trajetórias diferentes e, provavelmente, teremos divergências na interpretação de muitos fatos. Com certeza existirão também diferenças em algumas definições teóricas, as que também existem na LIT-QI, já que têm a ver com fatos que mudaram a face do mundo e estão provocando grandes polêmicas no marxismo mundial. Além disso, não queremos, uma Internacional onde haja unanimidade sobre tudo. Queremos uma organização centralizada nos aspectos programáticos centrais, porém viva, com polêmicas sobre diversos aspectos teóricos e políticos que possibilitem um avanço constante.
O que queremos é chegar, com os militantes do PSTU, a um acordo em torno das tarefas colocadas daqui para a frente. Nosso projeto se baseia, em primeiro lugar, na constatação de que a definição de Trotsky: "A crise histórica da humanidade se reduz à crise de sua direção revolucionária", adquire uma dramática atualidade. A falta de uma direção revolucionária mundial é o que permite ao imperialismo, apesar da sua crise crônica e das grandes lutas de resistência, continuar avançando terrivelmente sobre o nível de vida das massas. Por exemplo, a ausência dessa direção explica os avanços da restauração no Leste e coloca o perigo de que as ações revolucionárias das massas cubanas contra a burocracia castrista sejam capitalizadas pela burguesia gusana, acelerando o processo de restauração capitalista já iniciado por Fidel Castro.
Em segundo lugar, consideramos que a derrubada do stalinismo, apesar de todas as suas contradições, é um fato revolucionário. A queda do aparato central stalinista provocou dois efeitos opostos. Por um lado, as direções tradicionais giram à direita e se integram cada vez mais ao regime burguês. Por outro, isso origina desprendimentos (ainda minoritários) pela esquerda, em busca de uma nova organização revolucionária. Este fenômeno também ocorre no trotskismo, onde as correntes mais fortes e tradicionais (o SU e o lambertismo) avançam na sua integração aos aparatos contra-revolucionários, provocando rupturas de setores que se enfrentam a essa capitulação.
A construção do PSTU é fruto desse processo de reorganização provocado pela queda do stalinismo. Também é parte desse processo a construção do POI na Ucrânia, a fusão na Espanha, o Comitê de Enlace com WI entre outros. Este processo de reorganização também explica o fato de que a LIT-QI, apesar de sua crise, hoje tenha um número de relações com dirigentes e organizações revolucionárias como nunca antes teve em sua história. Tudo isso nos leva a afirmar que a queda do stalinismo abriu melhores possibilidades para reconstruir a IV Internacional. O que não significa que esta seja uma tarefa fácil, da mesma forma que não foi nem será fácil o processo de construção do PSTU.
Nosso projeto, portanto, é avançar nas relações com os diversos dirigentes e organizações a partir da discussão programática e a atuação conjunta na luta de classes. Dessa forma, testamos se existem os acordos de princípios, programáticos e metodológicos para construir uma nova organização internacional que supere a LIT-QI e avance na reconstrução da IV Internacional. Não pretendemos criar essa nova organização somente com trotskistas nem com todos os que se reivindicam trotskistas, mas com aqueles com os quais, independente de sua origem, cheguemos a esse acordo revolucionário.
Assumimos a tarefa de impulsionar a reconstrução da IV Internacional. Temos uma história, uma experiência acumulada, um programa e o embrião de uma organização revolucionária internacional, a LIT-QI. Colocamos tudo isso a disposição do movimento de massas para avançar na tarefa de reconstrução da IV Internacional. Para ganhar forças na realização dessa difícil e histórica tarefa, chamamos os militantes da LIT-QI e todos aqueles que concordem com nosso projeto a fortalecer esse embrião revolucionário.

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