Guerra das Malvinas (1982): prova de fogo
30 anos depois da Guerra de Malvinas, recordar e avaliar os acontecimentos e as políticas que na época levaram adiante os distintos protagonistas é uma necessidade. Não somente de caráter histórico, pela importância que esses fatos e seus resultados tiveram para o país, senão também político e atual.
Hoje, vivemos uma nova escalada de provocações militaristas por parte da Grã-Bretanha. Isto não é produto de um anacrônico costume colonial, já fora de moda, por parte dos governos conservadores ingleses.


Este artigo foi publicado na revista Correio Internacional Nº 5, em abril de 1982, depois da invasão e antes do começo da efetivo da guerra; publicação editada na Colômbia como Órgão oficial da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI).
Quase 30 anos após ordenar o afundamento do cruzador Belgrano, que se encontrava fora da zona de exclusão britânica das Malvinas, o governo britânico ataca novamente. O poderio militar e a arrogância, com o respaldo dos EUA, são impulsionados pelo seu desejo de petróleo e por seus interesses estratégicos na zona do Atlântico Sul. Repetimos hoje o mesmo que foi declarado em 1982 pelo melhor do movimento sindical, das organizações sociais e das tendências políticas britânicas: “Tirem as mãos das ilhas argentinas”.

As grandes concentrações contrarrevolucionárias organizadas pelo Papa foram a oportunidade perfeita para que os quinta-colunas da Multipartidaria passassem à ação apoiando incondicionalmente sua política derrotista.
Nesta última parte entregamos ao leitor alguns documentos que podem ajudar a interpretar a Guerra das Malvinas e também a compreender nossa política.
O que fizeram o Partido Justicialista [Peronista] e a União Cívica Radical (UCR) [1] frente à guerra? Como respondeu a esquerda argentina no enfrentamento contra o imperialismo anglo-americano?
Um folheto da Federação da Juventude Comunista diz: "Somos partidários de resolver o conflito com a Grã-Bretanha pela via das negociações pacíficas. Não se deve permitir que o imperialismo americano utilize o conflito para criar um novo foco de guerra que ponha em grave perigo a paz mundial. Não há tarefa internacional mais importante que defender a paz. Podemos consegui-lo fazendo respeitar nossos direitos soberanos. Para isso não serve a dupla Reagan-Haig. Eles já tomaram posição a favor de seu sócio na OTAN. Há que negociar nas Nações Unidas preservando nossa soberania nas ilhas e rechaçando toda tentativa de instalar bases militares ianques nelas ". ("Aos filiados. Ante a emergência atual: compreender, explicar e atuar”, págs. 4/5) [1].